domingo, julho 21, 2013

I spend my whole life trying...Flying




Sonhei esta noite com você, meu passado! Meu pai, meu irmão, minhas memórias de um tempo quase perfeito, quase feliz. Eu pensei que jamais conseguiria sair, “voar”, encontrar fora deste lugar as respostas para as perguntas que fiz durante toda a minha vida... Na verdade ainda não encontrei as resposta, mas descobri que o mundo pode te fazer chorar até desmaiar, pode te fazer sorrir até cair e sangrar sem te tocar. Eu não pensei que fosse capaz de mentir como eu fiz, de fingir que me importava, eu não pensei que fosse capaz de após tanto tempo pensar em você e sentir tanto a sua falta, meu sangue! Sentir falta de ter sentido mais sua ausência, sentir falta de ter sentido mais a sua presença, sentir falta de ter pensado mais em como tudo aconteceu. Sentir falta de te pedir perdão e de, quem sabe, escutar teu perdão!

Eu tentei ser “impactante” durante muito tempo, desperdicei muita energia distraída olhando as gotas de chuva na minha janela, entretida com tudo aquilo que não dizia respeito às minhas próprias aflições, tive medo de perder e me recusei a enxergar as reais razões para algumas decisões importantes da minha vida. Passei os últimos meses em estado de “eterno resgate” desperdiçando um tempo que não voltará jamais, mas que me ensinou que não se perde, definitivamente, o que nunca se teve nesta vida! Por isso eu sei que nunca vou te perder, meu sangue, meu mundo e minha real paixão! Minha verdade ainda está tímida diante das transformações impostas, e necessárias, à minha caminhada. Hoje eu sei que nunca estive realmente só todas aquelas noites que me forçava a fazer parte de um “história”, quem ficou pelo caminho foi porque nunca entrou, nunca esteve “em mim” de verdade, nunca tocou a minha alma, e agradeço à vida que estes equívocos tenham ocorrido... Os caminhos errados, “sem coração”, são a maneira mais certa de achar o verdadeiro caminho.

Continue voando, anjo, continue iluminando o espaço, junto com as estrelas, através dos teus  cabelos brilhantes e sorriso contagiante! Continue fazendo parte da minha alma, do meu ser, do meu sangue por toda eternidade.

Amém.

sexta-feira, junho 07, 2013

Adieu Monsieur




Porque é hora de dar adeus a tudo aquilo que não faz mais parte da realidade, do presente, do doce amanhecer do agora. Porque é hora de voltar a sorrir genuinamente, debaixo das árvores graciosas da Primavera parisiense – sim, eu estive lá por duas vezes, mas na primeira vez foi cinza... Da segunda foi liberdade, sonhos e cores! Porque chegou a hora de escrever outras páginas, belas páginas, neste livro encantador que trago nas mãos, no coração, cravado na memória dos meus eternos dezesseis anos. Porque eu aprendi a esperar a tempestade passar e ao mesmo tempo regozijar-me com as gotas de chuva em minha janela nas manhãs cinza do outono, porque eu consegui sobreviver ao gélido inverno daquelas almas que foram irmãs por algumas páginas desta existência, porque eu consegui vestir o meu melhor sorriso e caminha pelo sol tropical quando não havia mais lágrimas para deixar para trás, assim, deixei para trás alguns sonhos dourados que cultivei na tela prateada da esperança, bem como “that bitter tears” que deixaram cicatrizes contundentes em meu coração. Precisei esperar o dia de hoje, e exatamente hoje, por diversas razões emocionais, consigo sorrir com leveza, ciente do caminho que começo a trilhar, ciente do que tive que, dentro de mim, enterrar, para finalmente viver a promessa dos meus sonhos apaixonados.
Sim, foi secular o meu processo de elaboração - como em toda a minha complexa existência – mas foi vivido! Meus fantasmas vieram na noite de ontem me dar seu ultimo adeus, acordei ainda assustada, mas aliviada com a descoberta que o sonho me trouxe.
E, sim, porque ninguém poderá tirar de mim a minha história, porque eu tentei tantas vezes quanto achei necessário, enquanto havia coração, e porque eu achei, novamente, o meu pulsar nesta caminhada.
 Adieu Monsieur.

quarta-feira, abril 17, 2013

Elfos...




Em homenagem a estes seres mágicos que encantam a natureza dancei mentalmente ao som das flautas do mês de abril. Em homenagem a toda liberdade que corre dentro das minhas veias ascendi uma vela rosa e rezei para a tristeza ir logo embora. Ao som das flautas do mês de abril eu me vi “como da primeira vez” nos braços do meu estranho mais intimo... Transportei-me para um ano encantado onde ajoelhastes entre os coqueirais para simbolicamente me da “as argolas do coração”. Eu nunca esqueci você, nem quando eu me esqueci de você, sabe por quê? Não se esquecem de almas irmãs. Não se esquecem de parte de nós mesmos. Mesmo cega pelo desejo superficial e frívolo da paixão, mesmo atormentada com as tempestades que me arrancavam do lar seguro, mesmo jogando para o alto o meu mais belo tesouro, eu nunca deixei de amar cada naco da sua existência. Viverei dora em diante com a sagrada missão de ser feliz, em nome de mim, em nome dos nossos sonhos mais lindos construídos nos recifes litorâneos, em nome de tudo que acredito.

Anjo de minha vida, vai em paz, estarei lá, no nosso local mágico, te esperando, na hora certa. Anjo da minha vida, cuida do teu coração, cuida do teu sonho, cuida de tua alegria, pois quando você sorri parte de minha alma se faz feliz. Anjo da minha vida, que no mais sagrado altar me esperou, perdoa esta humana errante, que se perdeu de si mesma por alguns instantes. Amém!

quinta-feira, março 28, 2013

O que você faria se não tivesse medo?




O que eu faria se não tivesse medo...
O que eu deixaria de fazer se não tivesse medo? Como viver sem o medo?
Medo... O Medo é a prisão da alma, é aquele espaço emocional no qual todos os seus sonhos, desejos e vontades, encontram-se acorrentados. O medo pode ajudar-te a preservar a própria vida, como ajudar-te a morrer em vida. O que você faria se não tivesse medo? Eu não sei... Mas eu, certamente, abriria a cela desta prisão imaginária e entregaria cada naco da minha alma a você. A você que é nada mais nada menos do que a continuação da minha própria existência. A você que me fez acreditar no infinito...  viver e morrer  em um mesmo instante quase petrificado no tempo, em uma noite quase comum pedida no céu da primavera. Você que foi capaz de vivenciar em mim o teu maior prazer e paz, bem como a tua maior dor e frustração .
Você que foi meu herói e meu carrasco, você que fez a existência, de repente, fazer todo sentido nesta vida – ainda que todos os sentidos continuassem ocultos à razão. Eu mergulharia na sua essência para, lá, reencontrar a mim mesma – pois nós dois sabemos que somos feitos  da mesma coisa nesta vida errante. Eu seria capaz de velar o teu sono e a tua morte com a mesma dor e devoção de uma profana santificada no altar das quatro estações.


sexta-feira, março 08, 2013

Não consigo parar...




Não consigo parar de pensar... De especular... De me dilacerar... De duvidar... De relembrar... De chorar...

Não consigo parar de lutar a não desistir do meu futuro pincelado na tela mais sólida que já pisei um dia. Não consigo me conformar... Não consigo enxergar as estrelas sem sentir um vazio sufocante... De um dia que escapuliu por entre os dedos, porque teve um dia - um exato momento - onde tudo poderia ter sido feito diferente! Houve aquele instante onde escolhemos não nos escolher... Houve este momento, quase imperceptível, misturado no turbilhão dos outros dias confusos, em que tínhamos o controle e a vontade. Houve o instante em que o futuro tão sonhado poderia estar sendo sacramentado no presente de agora, houve tantas coisas que foram embora junto com este instante quase banal que nos pregou esta peça delirante. Não consigo parar de buscar respostas para tudo que ainda não entendi e, certamente, continuarei sem entender. Não consigo aceitar a derrota que se atreveu a me desafiar pelo medo da sonhada glória! Não consigo, e não vou, abrir mão de tudo que me fez chegar até aqui, neste “lugar” e ser capaz de contemplar a minha existência com a tal integridade. Eu não desisti, na verdade eu nunca o fiz, eu apenas estive entorpecida diante das ilusões que a vida nos coloca. Eu cai, eu sei, eu fraquejei... Mas eu nunca irei desistir de esperar o instante mágico onde o campo das possibilidades infinitas se abrem para nós, todos os dias, misteriosamente, camuflado em mais um dia comum, para ter minha glória de volta.