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sábado, dezembro 25, 2010

Pensei...


Eu nunca pensei que passaria a vida inteira tentando... Nunca pensei que passaria a vida inteira perdendo-me de tudo que eu sempre busquei para mim! Quando eu era mais jovem e as coisas pareciam genuinamente mais simples e belas, eu costumava acreditar que lá no futuro eu construiria aquele castelo de areia suspenso no ar para o mar não derrubar. Porém... Assim como todas as mentiras que costumamos acreditar quando somos crianças, esta me trouxe um peculiar e amargo sabor a medida que o tempo foi passando, pois junto com a desconstrução desta crença veio a destruição do meu ingênuo sorriso de criança e de toda a ternura que vivia suspensa no céu do meu quarto enquanto eu dormia.

Eu cheguei a pensar ter perdido todo o suspiro do mundo quando você foi embora, eu desmontei todas as minhas verdades e reneguei-as contundentemente assim como minha heroína o fez ao ir em busca do impossível sob a tempestade mais insana e cruel que seu corpo poderia ser capaz de resistir. Como ela, eu quase morri, mas sobrevivi... Até pensar ter encontrado de novo toda a alegria do universo quando te conheci. Isso não é um problema meu, mas de alguma maneira é o problema que “achei” para mim. Agora tenho que lidar com estes malditos pensamentos... Tenho que lidar com o fato de que sou mais imperfeita do que supunha, sou mais egoísta do que gostaria e sou mais generosa do que pretendia.

sábado, julho 31, 2010

De volta para "casa".

Esta musica tem o poder de me levar a um lugar tão distante, seguro e aconchegante... Onde um dia eu estive e fui feliz! Talvez tenha sido a única vez em toda a minha pueril existência em que eu tenha estado realmente inteira em algum lugar deste universo...

Hoje parece que esta menina narrada acima existiu em uma outra vida. A realidade do agora e todas as coisas que esta realidade impuseram sobre mim fazem quase com que eu veja uma completa estranha nesta memória...Porque o tempo nos arrasta, avassaladoramente, sem qualquer permissão para a realidade do agora, de ser “gente grande”.

Só através desta maquina do tempo, a música, sou capaz de perpassar pelas épocas que a memória me permite vislumbrar. Época em que eu sentava em baixo das árvores verdes do sítio do meu pai e esperava os aviões regarem os céus como se fossem enigmas indecifráveis... Época em que tudo parecia tão complicado quando eu tentava escutar as conversas dos meus irmãos e ao mesmo tempo tão simples quando eu apenas sentava no meu mundo e vislumbrava o por do sol ao som de Simon & Garfunkel...

Eu observava atentamente os bambuzais digladiarem-se por causa do vento forte e agradável do fim de tarde vindo do leste e era como um ritual sagrado poder estar ali e testemunhar aquele momento. Eu estava só, mas ao mesmo tempo rodeada de todas as infinitas possibilidades que a juventude e a ingenuidade traziam consigo, rodeada de vida, da mais pura e genuína existência, porque eu apenas sentia o momento como se nada mais no universo existisse e lembro-me que esta era uma das emoções mais gratificantes do existir, nada pode ser mais encantador do que apenas ser!

Eu estava repleta de vida, embevecida em comunhão com a existência e o único movimento que eu fazia era respirar a vida, sem pensamentos, sem confusões ou especulação, sem preocupações ou perturbações. Não havia com o que me preocupar uma vez que não havia nada além de existir. Neste tempo eu costumava acreditar em anjos, santos e bruxas, mas não em demônios porque eu sabia onde a felicidade morava... Hoje, após tanto tempo, procuro muitas vezes em vão este caminho de volta e me perco nas esquinas da minha vida de "gente grande".

quarta-feira, julho 11, 2007

Partida...(...)

Por que será que é tão difícil deixar o devir fluir em paz?
Por que será que o apego nos torna tão possessivos, cegos e mortais?
O que tornou aquele dia tão especial? A sua eterna existência é independente e externa a mim? Ou a sua eterna existência reside, apenas, dentro de mim?
Onde foi parar aquela noite, afinal?
Em que lugar do tempo foi parar aquele dia? A nossa magia? A sua alegria?
Será que se eu me extinguisse, de repente, todos aqueles momentos e poesias continuariam a existir, independente da minha existência? Ou será que se aniquilariam junto a minha extinção?
Preciso tanto saber... Preciso tanto ter a certeza que, independente de qualquer coisa, tudo existe o tempo todo, e que todo o tempo nunca foi em vão... Preciso tanto dar um sentido a todos os instantes, quase insignificantes, da minha vida!
Preciso tanto acreditar que a sua presença foi sentida, que a sua ausência foi percebida, assim como a minha em sua vida... “Father, preciso tanto ter certeza que és eterno em qualquer canto em que possas chegar...” Preciso tanto ter certeza que aquela escada, aquela noite linda, aquela beleza tão pueril e meiguinha foi um sentimento concreto... Como a rocha que guarda todos os nosso nobres ancestrais.

And I miss you so much my angel... So deep... Almost I can cry all the time that I think about it… All the time that I breathe my pain… My lonely history… My lonely little girl…Perhaps who knows it … however you cannot feel it too…You can not do it…. Or can you ?”

Lembro-me como se fosse ontem, a chuva, a noite, as estrelas… Mas, agora, como devo agir? Vagamos tantas noites como zumbis… Acreditamos em tantas estórias só para podermos dormir...

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It goes to hurt but I love the pain! And I love the way that you love me… I love the way that you touch me… And I know that it will hurt us because I love the pain… And I miss you love.


Se um dia, qualquer dia, em sua vidinha, voltares a subir aquela escada, voltares a beijar a sua amada, ou voltares a devotar o seu coração, não se esqueça, nem por um segundo, de cultivar todas as horas, todos os minutos que estiveres ao seu lado! Não esqueças, por nada nesta errante vida, que as palavras têm poder e que o amor, por mais forte e bonito, não vence a espada ferina do descaso.