segunda-feira, junho 19, 2006

Se...

Se querias vir então porque não veio? Se querias tanto me levar daqui então porque partiu sem mim? Se precisava tanto do meu colo e juravas eternidade e plenitude, então, porque fez finito o nosso amor? Por que (...) .
Universos de palavras jogadas ao vento sem respostas... Infinidade de momentos jogados entre o vazio dos intervalos do tempo. Tantas perguntas, tantas duvida...
Era uma noite confusa, eu olhava para todos os lados e simplemente não compreendia como tudo havia mudado tão rápido e tão vagarosamente também! Fugi para algum canto secreto e absolutamente previsível. Tentei resgatar o que ja havia desaparecido. Tentei me encontrar no reflexo já tão sem brilho. Cansei dessa busca e resolvi deixar ir... Apenas dar adeus.
E foi em mais uma noite comum... Deixando ir e vir que encontrei você... Me perdia a cada dia e me redescobria também. Isso é tão confuso e simples para mim!
- Te ligar e não saber o que dizer e você nem ao menos entender que na verdade eu nunca fui nada para você. E eu que pensei que era simples o jogo!
O passado se mistura em minha memória como se fosse mais um sonho e o futuro surge como alguma espécie de presságio. Acordo e olho ao meu redor as mesmas certezas cada dia tão mudadas, tão sem certeza de nada. Continuar... Sempre haverá uma explicação e embora isso pareça desnecessário, sempre encontrarei o sentido das novas datas comemorativas que se repetem trazendo o velho e o novo de forma tão distinta e ao mesmo tempo... Tão familiar.
Por isso, hoje, peço por todos os meus sonhos e planos secretos. Peço pelo amor que nutro e tenho por “ti”. Peço pela magia que é desvendar o mistério de viver sem pensar em mais nada, apenas sendo, e aprendendo a ser cada vez mais, com a simplicidade que toda dificuldade traz. Peço pela mãe e pelo pai. Peço por todos os filhos e que assim seja feita a verdadeira vontade de um dia nascer e ser, apenas, feliz.

quinta-feira, junho 01, 2006

Eu quero(...)

Cansei dos eternos mal entendidos das relações. Cansei desta infinita frustração de ir ao encontro de palavras vazias que não significam nada quando são colocadas diante da realidade dos defeitos.
Cansei de ser mal interpretada, de interpretar mal, de tentar acreditar que vamos conseguir mudar o mundo!
Cansei de buscar amores que só existem nas minhas poesias delirantes que escorrem de pedaços de contos que eu vi um dia, mas não foi pra mim, nunca foi!
Sonhei com você de novo. O que você quer de mim, me diz? Invadindo minha noite e minhas decisões? O que você quer que eu faça com a sua carinha de anjo e seu olhar profundamente encantador e triste? Por que você não me prende pra sempre neste sonho e me transporta para “lá”? Para depois do mar, “naquele lugar”, lembra? Aquele que criamos demanhanzinha, depois daquela ventania de uma noite de fevereiro (...).
Por que você não me rouba de vez disso tudo aqui? Eu ando cansada, carente e, anoite me sinto sozinha... A solidão da alma, a solidão dos dias que me enchem de coisas para fazer. Coisas que não alimentam meu espírito rueiro e sedento. Coisas que eu procuro falar... Procuro explicar, mas... Não sei dizer.
Não sei como vou te dizer que naquela noite, "em cima do palco" eu te vi: lindo, cheio de luzes caindo ao teu redor. Lindo como um pedacinho de mar num deserto. Lindo como o meu eterno garoto faceiro. Lindo meu amor! Meu cantinho de paz, de realidade, de esperança. Mas, você me “deixou”... Logo agora, que eu mais precisava de seus braços fortes, você foi embora. Foi para nossa casinha e esqueceu que não há lar sem cumplicidade. Nunca mais haverá. Tenho tantas palavras para falar mas, como já diz na musica “palavras ao vento, são só palavras...”
Preciso de mãos, sons, toques... Preciso me jogar, literalmente, em cima de você. Preciso sair daqui agora e gritar bem alto o quanto eu preciso disso!Eu quero dançar nas noites quentes e me esconder debaixo da cama nos dias solitários e frios. Preciso desta prece e da certeza de que eu fiz a minha parte.
Responda-me meu garoto, por favor, me diga de uma vez: eu fiz a minha parte? Eu te levei aos campos que te prometi? Eu supri a sua sede nos momentos de aflição? Eu te amei como prometi? Diga-me meu garoto, porque naquele dia, há muito tempo atrás... Eu te vi, eu estive lá.
Não suporto não saber QUEM é você! Não suporto ter medo de apenas conectar e falar: olá meu rapaz, como vai, estou com saudades... É tão simples para mim... Poderia ser tão mais simples pra nós.
Agora estou aqui e meu passado é a única coisa que realmente me escuta e me resta. Olho as paredes do meu quarto e procuro você, de novo. Procuro minhas estrelas no céu do meu teto, procuro a minha cantiga que preenchia o vazio do espaço. Procuro... Procuro... Procuro... E, apenas vejo paredes distantes, frias, indiferentes, nada aqui é igual ao meu lar. Um dia ainda vou te contar dele! Era lindo... Eu corria no jardim e via peixinhos que nasciam das chuvas de verão nos jardins. Eu cavalgava em cavalos alados e voava em tapetes de cetim e bordados. Eu fui princesa, fui plebéia, fui um anjo e um demônio na vida de alguns mortais... Fui feliz. Fui eu mesma!
Esta transição me deixa tonta, porque nada aqui é familiar, nada aqui é meu de verdade.
Quero o meu “sóton” de volta! Quero as minhas noites na janela, quero as minhas estrelas no céu apontando para a minha felicidade. Quero sentir de novo aquele turbilhão que me arrastou para uma fantasia tão real quanto imaginária... Quero sair daqui, agora, e me entregar à noite sem culpa e sem pensar em mais nada. Só quero sentir. Quem sabe assim eu não te encontre outra vez... Perdido... Por ai...

segunda-feira, maio 22, 2006

Vi(...)

Vamos entrar no universo perigoso da sensibilidade. Aquele lugarzinho onde tudo é infinitamente potencializado e pode, às vezes, levantar pequenos cacos de vidro em meio a jardins floridos.
Dias corridos, noites em claro, prazos para cumprir e um futuro lindo para viver...
Andei sobre as águas, sobre as pedras, sobre os meus sentimentos egoístas, rasos e delicadamente intensos. Andei sobre tudo aquilo que me fez chorar e sorrir. Vi minha fortaleza ruir diante da minha necessidade de encontrar um colo no meio da noite fria e escura.
Vi a minha esperteza ser enganada facilmente por uma fraqueza infantil de acreditar nas doces palavras de amor.
Vi minha integridade e maturidade, lapidadas com tanto esforço ao longo de tantos anos, ruírem por terra diante do primeiro “não”.
Na hora que tremi de terror e angustia pela revelação, me vi de fato, como realmente sou: uma menina, sozinha e sonhadora, que costuma acreditar em estrelas cadentes e se perder olhando os aviões que rasgam os céus. Apenas isso... Uma coisinha tão frágil que abro a cada dia e que me faz ver o quanto eu preciso de você, minha menina!

sexta-feira, maio 12, 2006

Fecho os olhos...

Sabe aquela horinha na vida onde cai a ficha e tudo fica severamente claro e libertadoramente frio? Foi assim que me senti quando olhei o reverso da medalha. É bem verdade que a muito ninguém quis me enganar mais do que eu mesma, porém, alguma coisa camuflada neste “véu” de ilusões me fazia enxergar, apenas, o teimoso lado da dor.
A melhor parte desta “brincadeira” é poder mexer com todas as possibilidades e transitar, sem dramas, nos diversos caminhos que gentilmente a vida me ofereceu. Como se em algum momento eu tivesse tido escolhas... A sincera verdade é que a forma intransigente que me comportei levou-me a um “tempo” desnecessário e cansado de agonia. Tudo culpa minha... Agora, eu vou sentar naquele cantinho "ali", meu pedacinho mágico de céu, e vou fechar os olhos para te encontrar de novo, simplesmente, porque eu preciso de você! Agora!

terça-feira, maio 02, 2006

Agora...

Agora, nesta droga de momento de completa descrença e desilusão, eu enxergo claramente quem são vocês!
Engraçado como tudo é pratico e certo quando estamos juntos. Você tem tantas certezas. Você me cobre com um universo de promessas que não resistem a primeira "distancia" que atravessa o seu caminho.
Paro agora e vejo, como num filme, toda a minha escalada até chegar aqui. Nada foi "verdadeiro"... Tudo foi uma bonita ilusão que não se sustentou à primeira chuva forte do inverno.
A quem vocês pensão que está enganado? Quem você pensa que "leva" com esta carinha de ternura desolada e perdida?
Eu não cultivo mais as suas ilusões. Nem as quero!
É bem verdade que precisei delas para respirar em momentos de completo desespero.
É estúpido estar aqui agora fazendo uma busca insana para me sentir normal. Para me sentir feliz... Você teve todas as suas chances, todos os seus romances, e aonde esta você agora?
É nesta hora que vejo a real dimensão do meu significado diante das pessoas que me cercam. Mas, querido, eu nunca precisei de verdade de você! Querido, você é tão substituível quantas todas as fases e idades da minha vidinha.
Vejo imagens que me angustiam, escuto o silencio do telefone me lembrando que você nunca foi quem eu realmente pensei. E agora? Não sei... Pouco importa
Sonhei, de novo, com a sua ingratidão que me fez cair em uma dor plena e seca mais uma vez.
Te odeio quando lebro de mim lá atrás. Te odeio por ter te amado um dia. Sonhei com uma escolha e um vazio que não tem explicação, assim como este silencio de agora.
Como eu disse antes; você não sabe me amar e não te culpo por isso, apenas, me protejo de ti

segunda-feira, abril 24, 2006

Seus olhos

Encarei seus olhos que me diziam as mesmas coisas da primeira vez.
Desde sempre... Desde que os encontrei em meu caminho incerto e livre.
Seus olhos... Olhos que sempre buscaram vida, paixão, excitação.
Encarei seus olhos dentro do meu coração que vez ou outra ainda é flechado por tal energia. Encarei tudo que eu mais gostava e me vi do lado de fora da minha própria história; como se fosse possível ser excluída do mundo que se criou.
Ainda não sei parar de olhar seus olhos, ainda não consigo deixar de sentir o que eles me dizem.
Seus olhos... A porta de seus secretos e pitorescos sentimentos por mim... Por nós... Por sons e cores de uma noite carnavalesca de ilusões... Escutando as musicas que tocavam em nossos corações inundados de paixão, mistério e glória.
Quando sinto medo, quando me sinto em completo desatino, ainda vejo em seus olhos um caminho que me leva a mim mesma naquela noite quente de verão. Naquela noite que me descobri tão especial para mim mesma, escutando as minhas palavras como se eu fosse tudo aquilo que sempre busquei para mim.
Noite enfeitiçada no tempo da minha vida! Início de uma era de completa harmonia cheia de declarações passionais e choros amparados por seu colo protetor, por seus olhos encantados... Por meu garoto sonhador.

terça-feira, abril 11, 2006

Por quê?

Por que você age assim? Por que eu preciso tanto "disso"? Por que isso é tão importante pra mim?
Eu sei que ta chovendo... E daí? Que diferença faz a chuva lá fora, agora?
Por que você não me ama quando eu mais preciso de você? Por que você não me “carrega” quando eu mais sinto medo? Por que todas as coisas lindas que posso sentir são tão minimizadas a um diálogo trivial e sem graça? Por que eu sinto tanto agora?
Talvez eu espere demais! Talvez eu simplesmente não saiba aceitar as restrições do teu amor. Talvez eu não seja tão boa assim.
Adoro caminhar sozinha, simplesmente porque adoro me libertar de todos vocês! Adoro não ser de ninguém e ao mesmo tempo me guardar para, quem sabe, o amor.
Talvez eu esteja precisando deitar e esquecer. Esquecer que tive tudo e que perdi tudo da mesma forma. Esquecer que te vi numa tarde tão bela. Esquecer que te vi da minha janela, e te trouxe o sorriso mais doce que ja nascera em meus lábios.
Esquecer que cada vitória é anulada na cinza das horas... Esquecer de todas as "nossas" promessas e do vento frio aconchegando a nossa inútil espera... De se reencontrar em algum lugar... Do passado, do vazio, do nunca mais.
Sou intransigente sim! Ninguém vai me obrigar a esquecer o que eu não quero. E daí que vai doer? E daí que é triste? O pior já passou e isso, agora, não importa mais. A única certeza que tenho é de tudo que vivi; mais nada me fará arriscar ou me entregar!
Posso até dar um “pulo aí”. Posso brincar de me dividir, só pra te agradar, mas, o que é “meu” nunca mostrarei. Brincarei sozinha no meu jardim, no meu pequeno mar de rosas pálidas e serenas.
Uma vez pensei: talvez eu mostre a meu filho as minhas memórias; os meus escritos sem sentido, as minhas historinhas sem lógica. Mas, pra quê? Por mais que venhas de mim, serão apenas relatos de alguém bem distante, alguém que não fará sentido para filho algum. Simplesmente por que nada será capaz de me sentir! Pra que compartilhar tudo? Quem se importa? Pra que essa necessidade de me fazer imortal através de “Você”? Pra quê?
Pra nada... Não preciso de mais nada... Só de mim mesma, agora, para me levar ao céu. Para me fazer esquecer e sonhar... Para simplesmente me fazer existir, viver e sorrir, sem ter que pensar em mais nada. Para simplesmente ser eu mesma neste doce véu de ilusão.

segunda-feira, março 27, 2006

Foi assim que eu o vi pela primeira vez...

No teatro, de longe, olhava o nada e me deparei com a única coisa que realmente me importa: você. Até aquele dia eu não sabia o que estava fazendo por aqui... Até o dia que te encontrei em mim.
"Doce dama profana da noite. Bandida de sonhos fugazes e delirantes. Quem és tu que consegues disfarçar toda luxuria em face de anjo encantado?".
Eu vi a resposta naquela escada (Sempre tem uma escada em meu caminho). Os degraus que me separavam de você foram vencidos pela sua subida... Pela sua busca.
Sonhei que você morria. Foi triste.
Você morreu e todas as suas coisas estavam ali, intactas, sobre os móveis do quarto, no mesmo lugar... Esperando-te, para nunca mais você voltar.
Não queria que fosse assim. Quis gritar: não se vá! Não ainda. Fique só mais um pouquinho... Um pouquinho só... Mas, você não estava mais lá, e só restavam as suas coisinhas e pedaços de fotografias na parede e no armário; no meu coração em pedaços. Por que você partiu?
E tua juventude? A tua beleza arrogante? Toda aquela alegria que irradiava do teu sorriso maroto?
As lágrimas caem protestando a tua ausência. Meu corpo todo gela em um ataque de ódio à vida... À tua “ida”.
Sonhei que te buscava através da chuva e não escutava o que tanto querias me dizer. Isso me angustiava porque eu precisava saber, mas, agora, isso não tem mais a menor importância para mim... E é triste perceber que nada mais me importa “naquilo tudo!”.
"- Aonde você estava? Eu vou noivar com você!".
A mistura de situações e emoções só estão refletindo o meu interior em pedaços... Quem o deixou assim?
Eu mesma. Evidente! Ninguém é culpado a não ser eu, que permiti essa invasão.
Voltando ao “nosso real” momento; percebo seus olhos, cor do céu, iluminando minha vida. Transformando a minha agonia em paz.
Meu querido, eu estou aqui! Pode dormir em paz, pois velarei por toda a eternidade o teu sono delicado e vigiarei com todo cuidado para que não perturbem o teu doce semblante enfeitiçado, meu amor.
Você é tudo pra mim! Meu sol e minha lua. Minha verdade mais absoluta, a revelação dos meus segredos, e eu pintei você com as cores mais belas desta floresta. Você sempre me coloriu com seus símbolos mágicos. Meu poema predileto é tua palavra que flui no papel que cria vida própria por ti. Você é o cheiro de uma flor encontrável, uma simples harmonia onde escrevo, apenas, fragmentos da tua magia em meu diário juvenil... Minha verdade!
Volte pra "casa", volte pra nossa sebe molhada. Só você sabe destrancar esta porta onde eu posso escutar canções familiares. Seus gestos me envolvem em notas imaginárias... Um laço e uma corda.... Um anjo e um demônio... Um santo e um ateu...
Meu chamado é eterno, pois, NUNCA VOU DESISTIR de reencontrar a minha razão. Eu já vivi isso e foi tão lindo (...).
Foi minha paz. Meu reencontro festivo de um fim de tarde. A realidade dos meus dias em notas musicais que saiam das mãos de um velho mágico.
Minha última taça brinda a sua glória, nada pode ser mais sofrido e profundo do que o devotamento pelo meu homem, minha metade concreta, meu reflexo despido de mim mesma.
O amor é um estado de espírito que me conduz a sua eterna busca...
Guia-me nas noites solitárias e me carrega nos braços na hora da queda, como agora! O amor é indescritível e só por isso é a palavra mais cantada, contada e declamada em todas as línguas. Pobre dos que não o vêem. Pobre dos que necessitam de uma ilusão para se verem enamorados do amor. Pobre de ti que feriu tão belo sentimento com espinhos.
Eu não preciso de você! Eu tenho o meu segredo, e isso basta. O resto não me diz mais nada... O que significa este teatro dos fantasmas diante da nobreza dos meus sentimentos? Quem é você diante do meu sonho? Nem mesmo a vida ou a morte vai arrancar de mim a certeza do que vou encontrar.
Vou me enganar muito por ai... Mas vou te achar no mesmo lugar... Vou rezar agora, para ter a certeza de que, NUNCA, nada foi em vão. De que tudo valeu a pena o tempo todo. Até este "momento".
Amém .

quarta-feira, março 22, 2006

A Mentira

Estava no meu canto. Estava na minha casa. Estava na minha perda, em paz!
Estava dentro do meu mundo quando resolvi sair depois de uma longa tempestade para olhar o sol lá fora. Foi aí que percebi que já havia sol lá fora. Foi aí que percebi que toda dor, talvez, tivesse ido embora...
Assim como as gotas de chuva que caiam em “Neon Ballroom” me transportando para o momento mais ímpar da minha vida, ainda que de outra forma (mesmo que parecida) eu pude olhar um "olhar", sentir um "coração bater" e decidir acreditar (...)
Era uma noite linda de festa. Chovia lá fora e eu estava recebendo as gotas que derramavam em meu rosto, em meus cabelos... carregadas das sensações sonoras daquele “carro alegórico”.
Senti seu beijo no meio da multidão. Parei a multidão só para sentir teu beijo... Te vi lá de cima, e naquela hora, tive certeza: "Estou apaixonada por esse menino!"
Meu menino... Meu caminho de luz na escuridão. Assim como meu sorriso te contagiava sua coragem maluca me enfeitiçava. “Mas, sempre tem a dor. E eu sei que vai machucar!”.
Como dizer adeus a minha única certeza? Como dizer nunca mais para aquela noite de chuva e calor, que me cobria o céu estrelado, em uma eterna canção de ninar? Quantas noites no seu colo a sonhar? Quantas cartas e historinhas para contar?
De repente eu fechei a porta e me vi depois de tudo isso. Após a devastadora tempestade que carregou para bem longe de mim as purpurinas douradas que caiam em teus cabelos. Em meus olhos, em meu coração, eu te dei minha mão! Eu te amei naquela noite como nunca pensei ser capaz de amar uma "realidade" tão comum... Tão rara.
Na madrugada da amargura a mentira arrastou de uma única vez todos os meus sonhos. Não pediu licença. Mas, quem sou eu para cobrar alguma coisa? A rainha dos joguetes mortais do coração!
A mentira feriu minha ingenuidade mais uma vez. Feriu minha cega felicidade e principalmente escureceu minha noite encantada, meus raios de sol, minhas cantigas de roda... Escureceu o amor que havia em meu coração! Escureceu você meu amorzinho, meu anjinho, meu sonho de um eterno verão!
Que tal vivermos do meu triunfo predileto? Que tal olharmos de novo os confetes coloridos e fecharmos os olhos para o beijo desesperado pela descoberta da paixão?
Ah meu menino... Você, definitivamente, levou um pedaço de mim contigo. Você invadiu os meus sonhos e me contagiou com a sua energia: louca, cega, apaixonada.
Ah minha criança, que saudade que faz doer! Que vontade de nunca escolher! Que necessidade de dormir para esquecer que um dia fui tão feliz. E, como mágica, congelar nosso retrato dentro de mim, como se fosse possível te esquecer! Como se fosse possível me ver livre de você! Como se fosse possível nunca mais te querer. Como se fosse possível não chorar com você em cada pranto de medo, de amor, de felicidade.

terça-feira, março 14, 2006

Talvez...

Tudo começou em um dialogo comum.
De repente eu senti de novo aquele velho desejo de “ganhar” alguma coisa que me espera em algum lugar! É muito simples. E, complexo também, mas, só para você.
Eu fecho os olhos e vejo todos os atalhos que peguei e todas as vezes que tive que fugir daqui. Quantas noites andei, literalmente, tentando encontrar esta coisa? Embaixo da chuva, embaixo do mundo, abaixo de mim!
Uma vez, olhando o mar e contando esta “pequenice”, me vi sorrindo... Sozinha, perdida em uma esperança, quase absurda, de encontrar alguém que quisesse conhecer “este lugar”. “Viajar” junto comigo para além daquele mar e encontrar do outro lado o mesmo morro verde de sonhos que já vi um dia, na infância; quando eu tinha toadas as respostas... Quando eu era forte o suficiente para encantar você.
- Menina, eu te vi e te dediquei toda a minha vida, só para preservar em teu rosto o sorriso que me transporta para o único lugar que faz sentido. Onde podíamos brincar sem medo do escuro, lembra?
O máximo que consegui, até hoje, é bastante interessante... Mas, sinto que quero mais! Preciso de mais, minha natureza toda pede isso e é mais forte do que eu, graças a Deus!
Não se preocupe, não deixarei que a sua sombra se apague. Para garantir que você, menina, nunca me deixe sozinha. Neste mundo tão grande... Tão frio...
*** *** ***
“Vejo você de tão longe e só eu sei que é você,
porque só eu sei te ver.
Lembro de tudo que houve, de tudo que ia haver...
Eu não esqueço nada, nem vou esquecer (...)”.
*** *** ***
Voltando a minha terra verde, eu preciso descobrir aonde fica esta “porta”. Eu tenho que garantir esta chegada!
“Você me trata tão bem, mantêm meu coração ferido, vou te fazer um pedido: não fique perto de mim (...)”.
Talvez, na tela prateada da ilusão, onde chegaremos a um final feliz, eu possa te falar, com as palavras mais comuns que existem neste vocabulário fraco, quem é esta pessoa que sente, sonha e sofre aqui dentro. Talvez, possamos descobrir uma forma menos cruel de faze isso... Sem as palavras... Só com a emoção de ser quem somos, apenas isso... Talvez... Quem sabe?

sábado, março 11, 2006

Despedida (...)

Como dizer o que foi aquilo tudo? Tanta emoção em um abraço perdido que me fez ficar levemente anestesiada por alguns eternos segundos! Como a perda nos faz valorizar absurdamente o que ontem era facilmente acessível e passava despercebido aos olhos cegos do cotidiano.
Havia um choro amargo e libertador, mas também a certeza de que nunca houve partida, nunca houve, sequer, chegada. A saudade é uma forma estranha de amar, é uma forma doce e também triste de querer bem, é um pecado! “cuide bem da parte que te cabe nesta divisão de sentimentos. Como se fosse possível dividir o amor em pedaços iguais...”
Se a mulher não ama o homem e sim ao amor, eu sempre amarei o nosso amor, porque ele me trouxa a liberdade de ser eu mesma em meio a tantas equivocadas histórias vazias e pálidas.
E, se assim for verdade, então, posso dizer sem medo de errar que te amarei até depois da eternidade. Nunca se esqueça do meu único pedido:
- cuide bem de você, pois assim você estará cuidando de mim.

sexta-feira, março 10, 2006

Onde estás?

Na maldita solidão da noite, me vejo, ironicamente, trocando tudo o que eu não queria pelo que eu mais temia. É tão cruel esse joguete que me torno nas mãos do destino!
Como eu preciso “disso” meu Deus! Por que enquanto eu estava despedaçando você foi embora?
Por que quando eu tava tão feliz e tão carente você não estava aqui? Por que quando eu me entreguei para o meu “anjo azul” fui totalmente preterida por tudo, por nada, por ninguém...
Sinto um nó no meu peito, na garganta, na minha alma! Agora sou toda emoção...
Triste emoção... Em mais uma noite vazia no meu mundinho! Sinto uma vontade de gritar, de me fazer entender, de me fazer escutar e, também, de “cantar” a sua cantiga
“ my handsome Pinho”.
Cadê o meu garoto sonhador e romântico? Aquele que levava todas as flores do campo para me roubar um sorriso feliz? Para me fazer a mulher mais especial no meio da multidão perdida e cansada do dia a dia.
Hoje, eu não estou bem. Me sinto caindo... Hoje, eu precisava de você! De todos “vocês”! Precisava dos meus 15 anos, e da ausência de todas as coisas tristes que eu ainda não tinha vivido.
Chego perto da porta e vejo meu irmão de longe... Para onde foi aquele garoto alegre e bem disposto? Para onde foi aquela ternura juvenil? Tenho medo que a vida entorpeça meu coração...
Vejo meus pais tão frágeis, tão vulneráveis. Para onde fora toda vitalidade da juventude? Toda a saúde que me contagiava e me fazia deitar em paz, sabendo que tudo estava bem.
Onde está você agora que não esta AQUI do meu lado, cuidando de mim?
Certamente, estás, onde estão todos os “contos” que escutei e acreditei... Todos os contos que nunca “chegaram” ... Que nunca chegarão...
- A realidade da vida se impõe de tal forma diante de nós que nada, nem ninguém é capaz de mudar o rumo dos desejos, das vontades... Da realidade!
Quantas vezes eu já precisei, desesperadamente, de “ti” e sempre houve alguém ou alguma coisa mais urgente, mais necessária! Por que eu ainda sinto tanto? O que me faz “esperar”?
Vou sair, vou para a noite, lá eu encontro a única certeza de que sempre tive, a de que a escuridão amiga nunca deixará de estar envolta nos meus momentos mais frágeis, mais difíceis, mais solitários e mais reais.

segunda-feira, março 06, 2006

Conversando com a noite

O que se passa?
- Tudo... Nada...
- De repente há tanto para deixar para trás, mas ao mesmo tempo... Não significa mais nada. Logo, não há NADA para deixar.
Nada. É uma palavra que necessita ser traduzida, não acha?
- a verdade é que já tive tudo aqui. Já tive os meus devaneios realizados, e até fui feliz. Então, a sensação que tenho é de que estou em um limite, onde não há mais o que aprender, saber, ou viver “neste lugar”. E, a verdade, é que sinto saudade do meu passado, de mim no meu passado e de tudo que o tempo nunca mais vai trazer de volta pra mim...
Saudade... Inevitável!
- Eu sei, mas não estou triste, estou apenas dizendo adeus, porque eu sei que nada pode levar o passado para tão longe quanto o futuro, e este já chegou.
Por que não está dizendo tudo?
- porque existem coisas que não nasceram para serem compartilhadas, simplesmente existem e fim!
E o que te assombra?
- Não sei lidar com a “morte” e isso me apavora, porque não há como evitar, assim como o tempo, que arrasta tudo que tenho junto com o futuro imprevisível. É assustador.
Poderia ser mágico, não?
- É MAGICO, mas ainda assim, ASSUSTADOR!
E o seu coração?
- Esta caindo em um campo verde e reluzente de sonhos e paixão! Está pulsando forte. Está “vivo” dentro de mim!
Por que então agarrar o que já foi? O que não existe mais?
- Para não perder a noção... A direção! Para não enlouquecer, até o tempo se encarregar de limpar tudo e fazer-me dormir em paz e segura outra vez. Não há outro jeito! Preciso de tempo para "ser sua"! Preciso do tempo... Para ter um “lar” outra vez.
E agora?
- vou rezar por tudo que acredito, no que sempre apeguei-me: nas razões certas e misteriosas da vida. Que nunca, nunquinha mesmo, erram!
Mas por que choras?
- porque dói! Aperta aqui dentro e me faz enxergar lágrimas no meu rosto, no chão do quarto... Em meu coração...
E...
- E não há nada que eu possa fazer, nem nada que eu possa "segurar". Apenas dói, mas vai passar, porque eu acredito em tudo! TUDO, entende?
Por isso que eu choro. Porque é o fim! E o fim é a morte... E a morte é o meu fim...
Hoje foi um dia tão difícil! Meu corpo foi tão"dilcerado", e eu sinto-me despedaçando as vezes. Você nunca vai entender. Não há saída e também não há o que buscar. Simplemsente porque a morte é o fim...

quinta-feira, março 02, 2006

Teu Desejo...

Eu quero saber do teu desejo.
Eu quero comer a tua alma, cada naco, saboreando os tons e os semitons, as sutilezas e as particularidades da beleza que é o teu ser, incompleto e tímido.
Abre com calma, sem concessão, a porta do teu sentimento mais amigo, mais abrigo, mais revelação. Deixa eu recostar minha cabeça naquela palpitação ascendente do teu coração antigo.

Tudo ficara para trás.

Quando virei de costas, tudo ficara para trás. Assim como toda ausência é anulada na presença a recíproca, de fato, é verdadeira.
Sentada lia as lembranças de várias noites. Nada poderia ser melhor do que não estar em mim!
Li uma frase interessante, alguém dizia:
“- lamento (...)”
“- lamento. Palavra mais fraca.... Palavra mais ordinária...”
Ainda tem algumas mil coisas a ver e a descobrir. A verdade é que quanto mais me mostro menos me entendem.... Isso já foi importante para mim um dia...
No passado... Onde tudo era belo e feliz.
Agora, talvez, fosse mais sensato não pensar muito e encarar o desafio como um teste. Um grande e misterioso teste. Coisas que temos de viver para crescer.
“às vezes eu ainda sinto você, e de forma estúpida vejo-me te vendo em mim. Isso não era para acontecer, mas não tenho controle sobre as memórias e muito menos sobre mim mesma”.

Ás vezes, eu lamento! E nada pode ser mais fraco e vazio do que lamentar...

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Sob as águas (...)

Estava em baixo d´água. Sob a superfície sentia teu corpo nu, ardendo dentro de mim como um fogo que queima a ferro a pele. Um sonho profundo... Um toque delicado e arrogante, levando toda minha inocência e desejos a um êxtase sem pudores, sem vergonhas. Senti cada suspiro e afago como em um terremoto. Onde o tremor das emoções tira o chão dos pés e a razão das inibições.
Foi um sonho... Não! Foi um estado de espírito, ou quem sabe, quando nadei até o outro lado do lago, “acordei” para ti e ai sim, dormi para a glória de me sentir mulher em teus braços.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Tristeza inexata

Minha tristeza hoje não é exata, não é compreensível e muito menos traz alívio algum.
Rodas gigantes de emoções. Moedas de vários lados. A eterna duplicidade que sempre me carrega e que me leva a um estado de cansaço interior quase insuportável.
Esperava mais. Sempre espero mais do que o possível. Até que um dia cansei e passei a não esperar NADA. Nada que pudesse se realizar plenamente. Aprendi desde cedo que a vida está longe de ser um lugar a passeio.
Quando tenho que voltar a crer de novo, preciso do dobro de forças de antes. Ando "caindo" em todas as promessas, e isso é quase tão bom quanto preocupante.
Uma vez que ninguém enxerga o que se passa dentro do meu coração, cuido para não deixar vir à tona a minha mais verdadeira emoção. Cuido de “deitar” em meu mundo secreto e esquecer que um dia quase fui feliz. Medo? De que, me diz? Depois que se conhece o fundo de um abismo sem fundo, nada é tão apavorador assim. Só não quero ir lá de novo, mas e se for? E se tiver de cair e descer?
"Quando estiver sozinho, quando nada nem ninguém fizerem mais sentido, lembre-se: você está livre agora".
Olhe bem nos meus olhos e não diga que eu não avisei.
"- É nisso que apostas? Ta disposto a correr todos os riscos? Então não esqueça de me deixar em paz depois do fim!”.
Sagrado mesmo é o meu “altar”. O verdadeiro e único rumo da minha vida. Jamais deixarei quem quer que seja entrar lá. É meu refúgio e a minha única razão para me mostrar, às vezes, a todos vocês.
Meu "altar" ...Quem sabe não consigas penetrar?

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Meu anjo, meu sonho, meu amor.

Meu anjo, meu sonho, meu amor.

Anjos sempre me trouxeram a impressão de paz e proteção.
Sonhos sempre me levaram para o melhor lugar que já pude estar nesta vida.
O amor sempre me fez acreditar, mesmo quando não havia mais em que acreditar, em um "dia" melhor.
A última vez que escrevi o quanto acredito na vida e o quanto sei que esta não erra, não podia explicar, ainda, de onde vinha toda a minha certeza e convicção.
Descobri muitas verdades cedo demais, o que me apresentou à amarga sensação do descaso, rápido demais. Revivi uma existência inteira sentada numa janela, no soton de um lar que não era, sequer, a minha casa... Esperando o meu “amor” voltar. E mesmo não tendo nenhum sinal, eu, ainda, insistia em esperar. Até que um dia percebi que ele nunca viria.
Depois que a realidades das relações tiraram todo encanto e poesia dos meus quinze anos, e a "porta" das minhas emoções não carregavam mais nenhum segredo, nada foi, mais, tão traumático assim. Eu me acostumei a viver.
As perspectivas que surgiam, sempre previsíveis e insuportavelmente comuns, eram o que eu mais desejava nesta vida.
Não que hoje eu tenha descoberto aquele potinho de ouro do outro lado do arco-íris, mas, apesar do tempo arrastar todo encanto desta busca, floresce dentro de mim uma idéia vaga e perdida de, quem sabe, encontrar o meu tesouro!
Certamente lá... No lugar onde estará o meu coração.

domingo, fevereiro 12, 2006

Declaração (....)

E diante de todos os olhos, severos e frios, que a julgavam, ele disse:
***
“Só quem não a ama são os hipócritas, os falsos moralistas.

Para quem a sua retidão é uma afronta.
Só a condena quem não a conhece. Para conhecê-la basta olhar em seus olhos. Inocência é o que vão encontrar em seus olhos!
É isso que eu gostaria que os senhores fizessem: apenas olhassem.

Enxergá-la colocando de lado todas as convenções sociais, Preconceitos.
Todos aqueles que conseguiram isso passaram a admirá-la, a amá-la...
Como eu amo”.
***
E diante de todo tumulto os dois olhos se calaram em um silêncio cúmplice e profundo, onde nada, nem mesmo a insana condenação humana seria capaz de separar, de destruir (...).

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Pessoas (...)

Observo as pessoas. Posso ver no fundo dos seus olhos, ofuscados, o quanto seu brilho se apagou.
Por muito tempo o sorriso foi verdadeiro, a luta foi sincera e o sonho foi seguido. Mas, logo adiante existiram pedregulhos que se transformaram em imensas barreiras.
Insólitas e frágeis pessoas. Pobres pessoas (...) Mortas dentro de si mesmas.
Seus olhos são os únicos caminhos ao seu interior, sepultado e seco. O orvalho da noite não mais as comovem porque elas cresceram e seus sonhos acabaram!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Livre amor

Um dia desses me falaram sobre publicidade. De como algo tão "público" pôde de repente ter se tornado tão "privado". A verdade é que nada aqui é "privado" o suficientemente, e muito menos sobrevive a tal "publicidade". Por mais que me esconda atrás de nicks e pseudônimos, estou aqui. E isso, de certa forma, me torna acessível a todos. Exposta, pública mesmo! Podem não saber quem sou eu, mas eu sei! Se eu quisesse tornar tão impenetrável assim, os meus segredinhos ou as minhas loucas emoções, não as escreveria sobre nada que pudesse me denunciar. Mas, eu quis! Foi uma opção. Talvez tenha sido uma tentativa de dividir um pouco de mim com o mundo, com os poucos que me "lêem", ou para tornar consciente a minha percepção sobre mim mesma. Uma verdade eu aprendi: “Não há tiroteio onde não morram inocentes".
Mas saber que me machuquei também não te faz sentir melhor, não é?
Andei pensando sobre a incompatibilidade da "importância", digamos assim, que as pessoas trocam entre si. Por muito tempo cheguei a crer que só havia uma forma de identificar um sentimento verdadeiro: a reciprocidade deste, na mesma intensidade. Só que ainda há casos que não faz o menor sentido! Como disse-me um amigo: Se você escolher as "escolhas" do outro estará "pagando" o preço dele e não o seu! Ainda não encontrei uma resposta para esta discrepância de emoções, mas a verdade é que isso não importa! A questão não é o que nos faz ser ou estar apegado a algo ou alguém, e sim a lição, o que ISSO nos acrescenta na trajetória. Em que isso faz a diferença na hora de escolher entre ir ou ficar. O apego é um fantasma que nos assombra a toda hora. Nada mais angustiante do que viver na iminente espera de uma separação. O segredo certamente mora ai.
"Voa meu coração. Voa meu amor, vai para bem longe de minhas asas e dos meus olhos. Sacia toda a sua sede e finalmente retorna, se assim fordes de teu desejo. Sem medos, sem apegos, só com amor. Caso contrário, segues teu rumo, encanta paisagens, descobre sentidos novos e semeia em teu caminho razões que façam tudo valer a pena. Que façam tudo ter valido a pena".
Essa é a mágica que ainda precisamos descobrir. Viver ao teu lado é um sonho, mas eternizar um amor sem "prisões", senões e rancores é a paz. Você me dá paz, me traz sonhos.
Abrir mão de uma felicidade é quase um pecado, até seria, se não enxergássemos o mais importante e nobre desta viagem: a troca que tivemos e todas as pontes que construímos. Este É O OBJETIVO! O resto é só uma conseqüência, talvez, mágica de vivermos para um amor e fazê-lo renascer na cinza das horas. Lembre-se do objetivo! Isso é o que nos faz ter integridade, serenidade e paz. Penso que no dia que soubermos cultivar a liberdade, aí sim, saberemos semear o verdadeiro amor: Livre, aconchegante e profundamente em paz.
Que assim seja.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Desabafo

O que me trouxe aqui foi a abafada necessidade de desabafar. Contar dos meus medos mais violentos. É tudo muito perfeito, em uma tela bem clara e disposta em minha frente.
É perfeitamente trágico.
Por que será que a proximidade arranca esta beleza? Por que será que a plenitude só é possível na solidão, na penumbra de uma vontade?
Reli e revivi minhas palavras profanas esta noite. Fui longe demais... Joguei a culpa em inocentes e absolvi os culpados do meu coração. Fiz-me em uma contradição perfeita. Um paradoxo quase encantador e atraente. Disfarcei-me, empolguei-me e iludi-me com a minha própria felicidade.
Não sei, definitivamente, viver para “viver”. Não nasci para isso.
Quanto mais eu olhava para o teto escuro mais eu via tudo ao meu redor perdendo o nexo, simplesmente porque espero demais, quero demais e é insuportavelmente desgastante sentir assim. Porque, simplesmente, nunca chega... Você nunca chegou!
Eu não quero e não vou te dizer tudo que quase me roubaste com as suas belas e traiçoeiras palavras doces. Apenas não quero acreditar mais. Não desejo ter tal desejo e não pretendo subir mais em nenhuma das minhas histórias favoritas para contar quem eu sou.
Quer saber? Cansei de novo! É como um enigma. Quanto mais eu tento penetrar mais me confundo, me engano, me maltrato.
Ficarei presa aqui.
“Pise com cuidado neste chão, pois estás pisando em meus sonhos”.
Vou semear a magnânima aventura de ser assim.
É insuportável querer falar e não conseguir, como naquela lei universal, simplesmente, não tem ninguém para ouvir. E pode acreditar que nunca o terá! Assim como nunca o terei meu “sonho”.
Já que não há jeito algum, já que não há mesmo nenhuma primavera, deixe-me ir para onde eu quiser e não toque-me nunca mais. Não encoste a sua delicada teia em mim. Não julgue-me e nem procure-me. Vá para aquele lugar que tanto idealizamos e esqueça de tudo que me deste.
Sempre será melhor assim.
A certeza da dúvida será o lugar mais bonito que ainda poderei ir encontrar você.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Expectativa ou perspectiva?

Expectativa ou perspectiva? Dizem que uma expectativa é quando você concentra todos os seus esforços em prol de uma idéia ou meta. Já a perspectiva é quando você tem, sem "compromisso", um desejo de onde quer ir ou chegar.
O que importa o nome, se uma vez que eu não te veja sofro da mesma forma? Existe uma idéia fixa em mim agora. A única coisa que me resta destas despedidas é a certeza da sua eterna dúvida. Sua prisão. Não minha! Meu maior trunfo, e ainda assim, muito longe de representar qualquer glória.
"The way that I can feel (...)” .
Durante a tempestade de emoções que se sucederam, como sempre, descobri alguns truques bem interessantes. Às vezes junto-me a uma dessas ideologias cheias de verdades indiscutíveis e engano qualquer um, como a uma criança.
Quem quer se iludir agora?
Se eu sempre soube das expectativas, ou que sejam perspectivas, quem vai levar o meu corpo cansado para cama toda noite e me fazer esquecer? A única sobrevivente deste "naufrágio" não mora mais aqui!
A verdade é tudo aquilo que eu consigo assimilar na minha razão, que por sinal é muito relativa. A sua verdade é a maior mentira que me contaste!
Que bonito, todos aqui se rindo de um pedaço de papel que não sobrevive ao fogo de uma tarde comum.
Verdade. É um bom tema para uma tese de Mestrado. Afinal, o seu aspecto pouco preciso e muito exigente cria as maiores guerras e devasta sonhos inteiros em um ser humano.
Então, qual é a sua verdade agora, babie?

quinta-feira, janeiro 26, 2006

My Way

Foi em uma tarde perdida no tempo que vi o "caminho da vida" pela primeira vez.
Uma das experiências mais fortes e lindas da minha vida!
Situei-me entre os dois lados de uma mesma realidade e vi a indecifrável glória de existir transbordando em minha frente... Em uma linda tarde de verão e de sons.
Mesmo nos dias mais difíceis e nas noites mais vazias; nunca mais me perdi, nunca mais vacilei, e també, nunca mais te achei.
E, ao fechar os olhos, eu posso sentir o vento batendo em mim...
Fazendo-me ir(...) Para sempre... Até depois do fim.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Continuando...

Um dia escuro, bem escuro por sinal. Não encontrei mais nada seu aqui.
Escutava um profundo silêncio que invadia toda a superfície. Cada Vento que batia nos bambuzais alegres da "Califórnia” levava de volta pra casa alguém muito querido, muito especial.
Enquanto a noite eu corria ligeiro, debaixo das árvores para ninguém me pegar, meu futuro e passado eram rapidamente separados com a velocidade de um vulcão! Parecia brincadeira de criança... E, era até divertido, as vezes!
Quando achei a solução de todos os meus problemas, mudaram todas as vontades. Pirraça da vida que testa-me freneticamente.
Preferia morrer a ter que escolher! Preferia não ter, não ser e nem saber (...) Acontece sempre... Eu paro e olho bem além, vendo mais do que queria, deveria ou poderia... Agora, sinto bem a profundidade das estações. Olho como a filosofia de outrora era tão ingênua, tão "crua", tão simplista.
Coloquei-me, de novo, a "andar” por aí, e tudo que vi foram as mesmas perguntas de antes. Nada mudou e nem vai mudar “aqui fora”. Bem verdade que quero escorregar, escapulir e reencontrar o meu brinquedinho favorito.
Não sei escrever claramente, não aprendi a ir direto ao ponto. Então vou namorando minhas longas e ininteligíveis frases e deixar-me assim cair em minhas próprias armadilhas, queridas feridinhas de um momento bom, até o fim dos dias.
O corredor inexorável do tempo não erra, e eu não tenho mais nada a perder.
Deve haver alguma explicação para todo investimento que acaba no vazio do não realizado. Alguém ensinou-me uma vez para não lutar contra a vida quando ela NOS escolhe. Quero acreditar nisso e anistiar a minha culpa por ter ido embora. Assim como “No Mundo de Sofia”, a grande brincadeira da vida é ser um “lápis” que decide facilmente todo e qualquer acontecimento. Sendo assim, sigo fiel ao meu único e maior sentido: O ritual de ser.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Apenas Eu.

Assim como a duplicação de todas as almas e sentimentos. Assim como toda certeza de que nada é inteiro o suficiente que se baste. Vivo e viverei na constante agonia de perder alguma coisa que não pude trazer na minha mala. A viagem é longa, sempre é na verdade. E nós nunca sabemos quem está deixando quem, agora.
Todas as partidas em todas as estações sempre deixaram-me tristemente machucada. Um pedaço meu se foi naquele vagão (...) Uma ponta da minha própria fé e esperança. Uma crença e uma certeza que desistiu de SER com o passar dos tempos. Sempre pego-me esperando, de novo, a sua aparição. Idealizo e reinvento todos os nossos dias. Cada vez é mais completo e mais distante.
Ainda posso me voltar às literaturas antigas e descobrir alguns segredos escondidos no tempo.
(...) Cada noite era diferente em sua infinita semelhança de todas as noites. Cada céu estrelado tinha o "seu" recado e mesmo assim, todas as estrelas eram iguais. Tudo é tão parecido! Tudo é tão familiar e assustadoramente meu! Enquanto fechava-me dentro da minha mais completa e indivisível solidão, via-me tranquilamente segura. Cada hora de dar um não e tomar, às vezes, a pior decisão, tive que ir aos vales escuros da minha alma, e sem nenhuma certeza e pouca coragem, acenei mandando parar. Mandando acabar. Matando o que eu mesmo semeei.
Quando deito-me e fecho os olhos em "lugares" frios e sem sentimentos, volto a um estado de letargia que não é nem bom nem mau. Até porque toda prece acaba, sempre acaba (...) Até quando nasce para ser eterna. Não é fácil assumir para mim mesma este "papel" e encarar esta verdade. Seria melhor acreditar no meu lado mais singelo e dormir em paz. Mas depois de enxergar o que reflete no espelho, sem subterfúgios, posso deitar e dizer que, apesar de não ser o meu ideal, esta aí, sou EU. E isso é tudo. Só por hoje, e não há nada mais para deixar pra trás.
Apenas, esta sou eu.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Caminho...

Engraçada a forma como a vida nos coloca em "cach”? Sempre lembro-me de um aviso: “Veja bem o que a vida quer te mostrar com esta situação". Simplesmente não consigo ver uma saída feliz. Alguém pode se ferir muito e talvez, todos. Joguei-me, literalmente, nos "teus" braços. De todas as formas e com todas as possíveis cores do mundo. Vi no fundo do “oceano do olhar" tanta tristeza(...) Penso ininterruptamente em tudo isso e fui obrigada a machucar mais ainda o coração. O meu fica em pedaços, espalhado pelo chão da casa, de todos os cantos da sala e dos quartos. Onde conheço cada cantinho familiar. Queria tanto poder entrar aí de novo! Queria tanto voltar pra casa! Queria tanto saber qual é o caminho (...). Que bobagem a minha, afinal, quem saberia qual é o caminho?
Sinto na noite os meus pulsos frios, minha cabeça gira devagar, e, às vezes, me desprendo de tudo que causa dor e vou além. Cair no vazio é mais difícil do que eu supunha. Mas ainda é o melhor caminho quando não se tem mais o "seu lugar".
Sairei por ai sem olhar ao redor, sem pedir licença e sem esperar o que nunca voltou. Apenas sairei por ai com a minha cesta de estrelas e a minha única arma: A fé nas razões sem razão da vida.
Não senti mais o coração bater forte e muito menos emoção alguma que me fizesse sorrir, vibrar. A verdade é que o vento frio da morte não tem coração, logo, não traz insulto algum em seu caminho.

domingo, dezembro 18, 2005

Le Piano

Suas mãos. Meus delicados sentidos envolvidos em suas mãos. Como vou dizer, direitinho, o que é ser tocada por você?
Elas fluem, levemente, pelos teclados e pelo meu corpo, preenchendo o ambiente com sons incríveis. Saem daquelas mãos, antigas e sábias; canções e histórias.
Escuto passos. São seus passos pela sala, pelo quarto, por toda parte da casa. Fecho os olhos e volto a escutar os seus dedos acariciando cada nota como se fosse algo delicado, frágil e facilmente quebrável, ao ser manuseado. Nesta hora, sinto suas mãos. O vermelho do sangue se mistura na taça e o calor de meu corpo contrasta com a chuva que cai do lado de fora da vidraça. olho para o lado e vejo, de relance, meu vestido branco, rodado e fragilizado, se desmanchando no contato com o seu corpo impetuoso.
Feliz, continuo ali. Me deleitando com cada nota musical que eu crio por acaso. Um instrumento perfeito, algo que traduz o que sinto sem palavras, sem grandes gestos. Apenas com sons.
"A perfect moment in time".
Não pare! Apenas toque. Sempre toque, mesmo depois do fim. Você nasceu pra isso. Continue me deixando extasiada com seu mistério. Excitada com seus dedos (...) De onde veio? Para onde vai? O que leva nesta bagagem tão antiga? Não fale-me! Não quebre o encanto! Não conte-me seus dias comuns. Me deixe aqui escutando "Le Piano". Me deixe aqui sentada, enquanto "Po Elise" invade a sala.
Continuo sentindo você nos cômodos da casa... A sua busca, às vezes, é tão inexata. Ainda assim, não me deixarei abater.
Vejo vocês todos; na minha frente, abaixo do palco, abaixo da gloria, diante de mim... Esta tudo tão claro agora! É só deixar a musica tocar... É só escutar. E vocês estão lá... Tão previsíveis, tão sem importância.
Volto para o lugar de onde tirei este devaneio, e finalizo bebendo a última gota de vinho que me espera na taça. Porque, depois de três taças, nada mais importa... Os corpos falam por si.

"Te amo"

Sem te tocar, passei as mãos nos teus cabelos,
e pensei: "te amo".
Prendi o desejo com força, engoli a fome e
imaginei a minha mão
descendo até seus ombros, e novamente pensei; vigorosamente, suavemente: "te amo".
Olhei teu rosto, que não adivinhava nada, e gritei desesperadamente: "te amo".
Mas, você nunca ouviu. Você nunca soube (...)
Quantas Fibras da minha vida se consumiram
a cada vez que a minha
coragem se calou diante do sentimento?
A que preço?
Por qual valor?

sábado, dezembro 17, 2005

Mais uma vez ....

Hoje é um daqueles dias onde eu precisava desesperadamente de alguém para falar. Mas como em toda "lei" universal desta ordem, não há ninguém para escutar. Vontade de contar coisas que estão engasgadas em minha alma. Vontade de compartilhar, de transpirar toda essa emoção... A cada dia que passa aprendo que o que vai no meu íntimo é tão indivisível, tão só meu, que é impossível essa espera, quase cega, de ser "vista".
Conversei muito sobre a minha "historinha", voltei correndo para casa e desabei no chão! No escuro do meu quarto vi fantasmas tão reais, tão presentes. Tá doendo tanto agora! Eu choro por mim. Sempre foi assim. Mas a "sua tormenta" me enlouquece!
Nessas horas tenho a sensação de que voltei no tempo e retrocedi mil vezes à mesma expectativa quase feliz que vivi em uma noite de verão, em um dia comum. Como vou esquecer? É impossível lutar contra a força da natureza. É impossível lutar contra mim mesma! Ainda como se não bastasse, aparecem-me pessoas, do nada, a falar coisinhas que, sinceramente, não tenho nada a ver. Não gastem meu tempo com isso. Não "gastem-me"!
Ainda bem que tenho este lugar. Posso "te" contar, posso contar com "você" em meus devaneios tolos de menina, posso contar com meus diários e minhas fantasias. Não tente me compreender, não me leve a mal, é incompreensível.
É tanto amor, ternura, paixão... É uma força que vem de um tempo irreal e ao mesmo tempo tão presente. É a força de uma morte ou de um nascimento incoerente. A força de uma mulher que ainda tenta acreditar... Mais uma vez, sem a menos explicação.
"- Isso vai doer menina (...)
- Mas, eu adoro a dor!"

Candle

Olhando para esta vela e vendo a sua força invadir a escuridão, me reporto a tantas noites atrás... Onde ficava hipnotizada, apenas observando uma chama invadir a noite e concretizar a sua missão.
Danny Pelfrey toca uma melodia suave, triste... Quase sofrida, mas linda! Eu fico apenas deslumbrada com a força desta pequena chama que invade, sem medo, impetuosamente, qualquer escuridão.
Volto para dentro de mim e constato a força e a misteriosa couraça, onde se esconde a minha alma. É uma solidão tão inteira, tão completa! Não há ninguém, agora, neste lugar, apenas a vela seguindo o seu caminho e o encontro com os meus mais profundos sentimentos. Indivisíveis, intransponíveis, inigualáveis.
A beleza consiste nesta magia que há na plenitude que constitui um ser. E a tal felicidade, às vezes, é quando dois seres se encontram, se identificam e conseguem vivenciar grandes e simples momentos da vida ao mesmo tempo. Conseguem enxergar o mesmo sol e sentir a mesma força de um vendaval. Nada pode ser mais encantador que sentir o mesmo sentimento de um outro alguém. Olhar nos olhos e vê um reflexo familiar, um pedacinho da gente(...)
Nunca me senti tão em paz e tão "solitária" ao mesmo tempo. Essa quietude de pensamentos, este silêncio interior... Esta vela que queima através de palavras e profecias ditas com tanto fervor por mim! Nunca terei medo desta "solidão". Nunca me senti tão livre por não ter tal medo.
Será lindo, brilhante e profundamente comovente poder dividir isso com alguém pelo resto da minha vida, dos meus dias, mas, jamais, deixarei de ser feliz pela sua ausência, seja lá quem for você! Porque descobri a minha felicidade, a minha paz. Porque tenho as "velas" e o meu "lar". Nada me traz tanta segurança, tanta alegria que esta agradável sensação aconchegante de me sentir assim. Nada pode ser mais independente e voraz!
As musicas vão tocando. A vela insiste em queimar firme e iluminar o futuro. Eu apenas descrevo, um dos cenários mais belos, que já pude perceber diante de mim. Olhei bem atenta para meu coração e deixei minha alma escrever para perpetuar esta noite, que, apesar de simples, nunca vi mais bela.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Sinto


Eu sinto teu corpo de homem, viril, tocando em meu corpo como
se fosse algo seu, exclusivo e frágil.
Eu lembro de momentos em que os teus braços me dominavam como os de um boiadeiro; domando um animal, selvagem e dócil. Eu sinto você e preciso senti-lo de novo, agora.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Acreditar...

Uma mensagem totalmente inesperada. Tudo volta assim, num passe de mágica. Eu tenho que falar. Tenho que contar o meu segredinho, não é fácil viver sem a minha ilusão favorita. ODEIO a superficialidade que aparece em mim na tentativa, infeliz, de chamar atenção. ODEIO fazer-me passar por tão boba, quando no fundo, estou caindo no chão. Você me fala de amor, fala de saudade, fala de uma história que EU criei. Onde a ironia da vida colocou-me? Sentada na frente da mentira mais tentadora que já inventei!
Por que acredito tanto assim? É aí que reside a minha maior "fraqueza”... Acreditar!
Andei introspectiva esses dias, distante mesmo, impenetrável. Sonhei com aquele altar e me pus a girar com penas e plumas. Sem querer abrir os olhos, senti o que me incomoda tanto nisso tudo: a banalidade dos meus dias.
Esta tudo, pra variar, tão confuso agora. Foi tão mais fácil usar a raiva para libertar-me. Mas a sua dor comove-me, mobiliza-me, aflige-me. E por mais raiva que eu tenha eu não suporto ver o seu sofrimento. Ele agride-me, desafia-me, paralisa-me.
Eu nunca vou saber o motivo real de tudo isso, é o véu que não pode ser tirado. Eu não posso continuar... Aprendi que era pecado, errado, cruel! E continuo farta de tudo que falo. Só que, agora, foi tudo que me restou.
Eu não faço a menor idéia do que virá, mas adoro este "show" particular. Não vou negar, prendo-me com todas as forças ao que foi meu, ao "meu lugar". As vezes, eu sonho, e não vejo a hora de tomar o que sempre foi meu por direito. Sempre será , não adianta falar bonito em desapego, é meu e acabou! Meu mundinho mágico, meu espaço, meu cantinho.
O que você fez com as promessas? Por que elas vivem em mim? Elas moram aqui e nunca as deixarei partir, meu sonho.... Nunca seria eu mesma sem meu "pedacinho de céu”.
Assim como Lightfoot na infância deixava-me perplexa sem, ao menos, entender uma palavra que era cantada, eu compreendia tudo que era falado (...) Não consigo mais, não dá mais para transpor a barreira das palavras para expor o que sinto agora, é indescritível! Vou dormir, vou apenas deixar tudo passar por mim, quem sabe, assim, tudo não se resolva e deixe-me em paz?
Cansei de ser tema sem glória.
Cansei de todo mundo, inclusive de mim!
Por hoje basta!

terça-feira, dezembro 13, 2005

I Believe

Vamos lá, assim como toda transformação, há sempre uma estranha sensação de perda, vazio e incompreensão nisso tudo. Quantas vezes mais eu vou ter que abrir e fechar esta porta? Parece que ninguém mais me escuta, nem eu! Ainda quero acreditar em tudo que ouvi, em tudo que vivi, em uma estrela que te dei. É tão estranho... Olhar tudo "desta forma". É estranho demais! Odeio este incomodo irreal do novo.
Ando tão cansada do que escrevo, do que se repete, desta ironia sem fim! E, você me trata tão bem, mantém meu coração ferido(...)
Quando fui na pequena igrejinha, havia dezenas de velas queimando e seguindo as suas profecias. Tudo segue o seu destino, tudo tem a sua razão. Não acho justo, comigo, dedicar mais algum instante da minha vida e pensamentos a isto. Ainda brigo e luto, como uma tola, para não perder o que nunca foi meu. O que não existe mais. Sempre adorei perpetuar coisas... Adoro a idéia de eternidade que há em algumas relações, histórias e memórias. Estou me sentindo tão vazia desta coisa toda que não encontro nada que possa expressar, ou transformar por "aqui". Nada de novo, nada que nunca tenha sido dito, nada que me comova. Isso, apenas é triste. Hoje, é só uma história triste que assisto. E, é sempre triste o fim... Será que me contagiaste? Não me diga que eu ainda permito isso! Não, certamente estou me permitindo ser, às vezes, um ser humano qualquer, com todos os conflitos que este tem direito, com todas as lacunas e esperanças que me são devidas.
Apenas alguém que insiste em acreditar... "And I believe in a yesterday"

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Cigana das Rosas

Como se dá este milagre? Essa coisa de um ser um só? Todos falavam na mesa animadamente e me veio aos ouvidos histórias e estórias de erros e enganos mútuos. Parece que não sabemos mesmo viver... Em algum lugar da noite me refugiei de todo mundo, me retirei dali antes de me envolver. Me defendi, me protegi!
Uma vez pensei em fazer o caminho de Compostela, coisa de garota que se encanta com verdades místicas e transcendentais. Depois de um tempo, parei de pensar em todas aquelas coisas, que eu animadamente compartilhava com a minha melhor amiga da adolescência. Eram noites e noites de mil planos para o futuro promissor. Certezas de sonhos e metas a serem alcançadas. Para onde foi aquela garota? Aonde foi parar todas as minhas paixões?
Peguei alguns álbuns antigos e "viajei" no tempo de uma menina cheia de garra, tão pequenininha e tão forte, correndo em tantas quadras. O mundo parecia ser todo meu, parecia ser tão alcançável, tão "pequeno", tão próximo mesmo. E agora? Ainda o vejo assim? Derrubaram sobre mim bilhões de responsabilidades e obrigações. Virei um monte de personagens para fazer tudo ter sentido e deixei o meu sentido se esvair!
Não lamento nada, não estou aqui questionando as minhas escolhas, apenas, constatando que crescer faz com que saibamos cada vez menos. Ser "gente" é quase uma arma contra a gente mesmo!
É preciso amor para poder transformar e não deixar perder a essência das coisas, porque eu nunca esquecerei da tarde especial. Tomando chá víamos a noite cair... Constatando a futura sabedoria de uma senhora muito esperta que teria muitas histórias para contar aos seus.
Não entendo como levei tanto tempo anestesiada. Talvez, eu tenha estado em outro lugar, para "aprender" a tal linguagem que os mortais precisam para sobreviver. Que bom que não preciso de nenhuma delas, embora nada me baste o suficiente. A mesma sede de vitória que me iluminou, durante longos e maravilhosos onze anos da minha vida, me arranca de qualquer mera conformidade. Está em mim, na minha natureza, querer, mesmo que apavorada pela "perda" de algumas verdades, chegar lá!
Tudo vai se completando simplesmente e espero encontrar sempre meu "eco" em alguma esquina, em alguma noite vazia, em uma escada qualquer... Nunca estarei sozinha(...)
Agora que já sei o caminho de volta, não deixarei que uma fase viva mais do que o necessário. Apenas isso! Ainda busco tudo aquilo que sempre busquei, talvez essa seja a melhor parte de viver!
Ai de mim se me iludisse achando ter encontrado algo. Ai de mim se "dormisse" achando ter acordado para sair por ai. Pobre de ti que não soube me ouvir.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Butterfly

Estava tudo escuro, como sempre. Lembrei que deveria olhar de novo para ver se algo ficara para trás. Não havia mais nada.
Fui subindo todos os degraus diante de toda imensa escuridão da noite. Quem poderia me escutar? Passei por algumas flores do campo e vi bem adiante rosas noturnas iluminando a passagem. Atravessei pela grande porta como uma brisa que se arrasta, sem tocar em nada. Escutava, ao longe, a partitura mais suave e nostálgica dos últimos tempos. Meus dedos percorriam, assim, sua imensa solidão, e dançavam em seus teclados lisos e antigos... Velhos como a sabedoria de um eremita.
Já estava anoitecendo e de onde eu olhava, cada folha prateada, contra a luz me encantava. Como se me dissesse baixinho, que eu estava indo na direção certa(...) Mesmo sem saber qual era a direção.
De repente me perco em palavras, me acho sozinha e te dedico, de coração, todo o meu singelo castelo de areia. Uma voz ainda me assombra - "Cuidado com a água do mar! Suas ondas, sedutoras, podem te salgar mais do que o necessário, o esperado, o ideal".
Só que, eu não quero mais ter cuidado! Quem disse que ser precavido é garantia de alguma coisa? Eu quero ser intensa, aliás, eu sempre fui, bem sabes disso meu bem. E nesta hora eu te dediquei a minha canção, descobri o que eu andava buscando... Fui eu mesma que encontrei ai... No fundo dos teus olhos. Me achei em ti. Um
pedacinho mágico do céu... Um segredinho de criança que quase não tem importância.
Continuava escutando a sinfonia suave de uma noite... Parecia infinita. Mas, foi eterna em si, porque não chegou a um fim, percorreu toda escala das minhas emoções e continuou tocando fundo. Eu olhava e sentia a quentura no sangue, as horas se tornaram irrelevantes, tudo ficou atemporal. Sai, de fato, daquela velha fotografia e me pus a caminhar pelo salão, andei entre os coqueiros e mergulhei no mar... Mesmo ciente dos riscos que o sal poderia me causar... Penso, às vezes, no ouro que roubei em vão, ao acreditar no amor que nunca existiu.
Ainda olho para trás, só para ter certeza de que não quero mais! Ainda lembro de pedacinhos de estrelas cadentes, só para ter coragem de galopar em mim mesma lá na frente. Sem medo do que não sei, sabendo que tudo, ainda que meio por acaso, depende agora só de mim.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Nuvens

Lá fora o vento frio envolve a madrugada em plumas e desejos quase proibidos. Parece um sonho.
Sempre que despertava "do pesadelo" me via diante de um novo "sonho"! E isso é a mágica que ainda não decifrei. Não quero que nesta aventura lunática eu me veja prestes a cair. Porém, mesmo contra todos os avisos, seguirei firmemente os sinais do meu coração.
Quando eu era criança, não pensava em nada. Apenas olhava as nuvens no céu e observava coisas e lugares a se formarem e a se desmancharem na minha frente. Ficava encantada vendo cada ursinho, anjinho ou cavalinho se dissolvendo no nada. É mais ou menos assim que a vida se mostra para mim; construímos "lugares" e sonhos, e os vemos, muitas vezes, se desmoronando diante de nossos olhos... E, nada podemos fazer, a não ser, aprender a observar a beleza de mais uma figurinha a se juntar. Transformando nuvens em mar!
Quando eu era mais novinha, depois da minha primeira e grande desilusão amorosa, descobri o sentido do amor. Aprendi a olhar ao meu redor e a expirar tudo que transbordava em mim; pintei flores lindas, subi escadas encantadas e delirei ouvindo pianos e bandolins. Finalmente, no caos, me libertei. E desde então, cada quase, cada ilusão, tem me mostrado a firmeza de uma mulher. É lindo ser criança... Lindo o sorriso e a ternura da minha menina... Mas é fascinante ser mulher!
Hoje, sei que as imagens nas nuvens eram meras ilusões. Estas, foram apenas projeções inconscientes e delirantes da minha cabecinha. Logo, qualquer vento mais forte poderia desmanchar, como assim o fazia! Só que a nuvem é real! Assim como os sentimentos. E todas as possibilidades estão na realidade e sinceridade das coisas. Por isso sei que agora, posso construir a imagem que eu quiser no meu "céu". Nada poderá me impedir enquanto o sentimento for verdadeiro.
Agora desvendei mais um dos seus mistérios, vida. E sei que isso só me fará viver cada nova "passagem” de forma mais inteira e completa. A dor amadurece e liberta, mas a escolha será sempre minha, de alimentar a sua ferida ou de me fortalecer com suas lições.

segunda-feira, novembro 28, 2005

O poder do Adeus!

Quando minha mãe abriu a porta senti um leve calafrio pelo corpo. Finalmente, tudo se complicava mais uma vez! E nesta Gestalt, eu giro e giro sabendo cada vez menos e entendendo quase nada. Qual terá sido a verdade das coisas? O que está havendo? O que houve com você? Por que tanta tristeza no olhar, me diz? Para onde foi a tua magia, a tua alegria, a minha certeza?
Durante muito tempo fui como uma esponja, que suga tudo, e se encharca de todas as aflições e emoções da face da terra. Agora, que volto para mim, preciso ser egoísta e jogar toda esta tormenta em algum pedaço de papel em branco. Sinto-me mais leve ao fazê-lo. Não posso mais recuar, eu firmei toda uma convicção e postura naquela noite, na porta da casa, em pé, diante da minha vida... Como adivinhou o lobo certa vez.
Já que toda a certeza desta vida se concretiza, onde será que, ainda, reside tanta dúvida? Para que quero entender o que não tem explicação? E, o que, agora, não faz a menor diferença na minha vida?
Às vezes me sinto profundamente cansada... Mesmo cercada por esta paz de espírito que me põe gentilmente na cama todas as noites... Sinto-me no limite. Será que ainda "moro" ai? E se eu tivesse a resposta? E se, de repente, eu soubesse de toda a essência de certas coisas, que diferença fará, ou faria, hein?
A minha posse por tudo que nunca foi meu me transtorna, mas lá na praia olhando a noite promissora, embora fazendo pedidos descompassados, algo se abriu para mim... E, desde então, não pude mais voltar, eu fiz a minha escolha.
No carro escutava as "vozes" que sempre estiveram presentes nestas horas, e uma lágrima teimosa insistiu em cair no meu peito.
Enquanto eu corria na direção do espelho, estranhamente via-me cada vez mais distante, e quando percebi que a minha força estava sendo roubada, não hesitei em cortar todos os laços e comandar de forma firme e simples a minha vida.
Ainda me lembro de cada palavra, de cada noite de verão e de cada chuvisco feliz que me ninava à noite... Nunca perderei nada nesta vida, simplesmente porque não as possuo. Não se perde o que não se tem! Mas sempre poderei compartilhar de todas as gotas de chuva na minha janela, do canto dos pássaros nas manhãs ensolaradas e de todas as rosas que brotam em campos e jardins.
A liberdade vem quando aprendemos a dizer adeus. Nada é mais forte do que o poder do adeus! Nada poderá levar o passado para tão longe quanto o futuro.
E nada pode me deter agora que já sei de tudo.

sábado, novembro 26, 2005

Na Escada...

Fico noites inteiras vidrada em cada palavra, expectativa e desencontro. "Eles" foram tão fortes, tão íntegros, tão mágicos(....) Deve ser mais uma fábula surreal que alguém escreveu.
Procurei me manter sempre otimista e sorridente. É a minha menina, que sorri sempre... Até na agonia, da infantil tarefa, de ser adulta.
Você não tem o direito de me arrastar assim para a sua tormenta! Tenho vontade de fazê-lo sofrer mil vezes mais, cada segundo da minha vida, que parei para pensar e tentar adivinhar, a sua maldita mania de me confundir! Ando sonhando muito ultimamente, e vejo-me diante de um divisor de águas. Poderia descrever calorosamente cada segundo de prazer que senti, cada tremor, cada emoção... Cada momento que, de olhos fechados, senti seu coração entorpecer em minhas mãos... Foi algo místico, complexamente simples e indescritível. Poderia sugar com toda força o feitiço do tempo e me contaminar com a sua delirante energia. Acontece que há algo mais denso, mais longínquo, mais imenso nisso tudo. Ainda não se o que é...
Que lindo.... Estava na escada, bebendo uma garrafa de água, apenas na escada... Observava a multidão agoniada. E era rainha na escada. Sozinha e infinitamente bem acompanhada. Quem beijaria minha cruz com tanta audácia? Como descobriu que eu estava naquela história? Como conseguiu entrar em mim? Fez-me sentir meses de calor em pleno inverno. Jogou com a pedra mais cara e com minha jóia mais rara sem hesitar(...) Virou uma doce ilusão de outono.
Voltando a canção, e ao "pedaço de papel", surpreendo-me com a leitura de frases idênticas. Talvez porque a sua mensagem ainda não tenha sido "escutada", talvez porque não haja mais nada para esperar de tais palavras.
Enquanto os os meus fantasmas se divertem eu vou esperando toda tempestade passar. E, pode passar bem devagar... não tenha pressa! Não chore por mim quando eu disser adeus. Nunca diga que fará, ou que estará lá(...) Não me faça esperar mais, não ouse brincar.
Não me faça te odiar meu amor!

quinta-feira, novembro 24, 2005

Preciso...


Pela primeira vez na minha vida eu senti, profundamente, como estou precisando de você.
E se você não for, na realidade, quem eu vejo. Continuarei certa de que estou precisando de você. Como o conheci.
Espero sempre te encontrar, nem que seja com outro rosto, outro nome, em outro lugar.

Blue Sometimes...

Lendo antigos pedaços de papel e escutando "melody of you", eu sigo noite adentro. Me jogo de braços abertos em jogos de palavras na ânsia de transcrever algo novo, diferente e aconchegante. Ser poeta das coisas simples é tão desafiador! Não usar de rebuscadas frases para confundir e impressionar é tão simplista e palpável.
Escuto uma melodia, sua melodia... Eu já havia falado dela e de todas as outras coisas que escrevi e que nunca sobreviveram a mim mesma. Não sei se estas palavras farão parte do conjunto de "pedaços de vida" que ando escrevendo por aqui, e deixando escondida para nunca serem lidas. Não sei se minhas palavras, assim como eu, irão resistir às cinzas das horas.
Mas vamos lá, que hoje estou particularmente contente, não vejo nada marrom e em todas as ultimas decisões me senti como na noite de verão na "praça" Castro Alvez. Ali, contemplando o poeta sem notar a sua magnânima presença. Ali, superior a tudo isso que tentou me confundir. Ali, no centro de tudo, onde fui eu mesma, e sempre pude ser assim. Houve passagens bem bonitas. Noites no sítio deitada na grama olhando a via Láctea... Contemplando o passado no céu e sentindo o ronronar do meu gatinho no meu colo, como um anjinho, sonhando por mim.
Quantas vezes me joguei no mar para esquecer? Foram tantas! Mas tantas outras mergulhei na água para sentir. Já falei o quanto adoro sentir? Acho que é isso que faço quando leio um livro, ouço uma música ou venho aqui... Sempre na tentativa de sentir. Sentir... Quero sentir cada vez mais e mais, seja onde for, como for e com que for... Se for por mim que seja sempre assim...Que seja pra sempre... Em mim.
Como eu já disse, a eternidade só existe em "fotografias de memória”, onde algo velho perpetua sua presença, e invade o futuro e o dinamismo da vida com a audácia da sua imagem pálida e desbotada. Quem sabe sejamos assim? Uma fotografia desbotada em pleno futuro?
Boa noite e boa sorte menina.

terça-feira, novembro 22, 2005

Menina

Agora que a tempestade passa, posso olhar pela minha janela e ver o quanto me molhei, quase em vão! Como fui ingênua e crédula! Agora, tenho que sentar, estudar e trabalhar muito(...) Tenho que acordar e colocar a minha "cara" mais decidida e ir. Fui criada para ser assim. Fui criada para entender e escutar. Só que alguém esqueceu de me dizer que eu também podia "falar"! Que eu também podia errar! Deixar a vida levar, ao invés de, continuamente tentar controlar cada segundo da minha existência! Oscilo entre a fé e a necessidade de "galopar" intempestivamente sobre todos os meus dramas. É exageradamente impossível tentar me descrever. Tentar descrever você... Meu amor... Minha vida, meus sonhos e minha família querida.
Meu irmão, às vezes penso que você ainda está por aqui, em algum lugar da casa, sentado, tomando conta de mim e sempre muito desligado me deixando cair, só para me por no colo outra vez. Só para me salvar... Porque sempre foi assim, e nunca deixei de sentir o seu amor e o seu carinho. Acho que no fundo eu sempre busquei alguém que me salvasse e que nesta troca, encantada, eu salvasse também.... Assim como você meu querido, meu irmão!
As pessoas vão caminhando pela estrada do meu mundo e deixando pedacinhos de rosas em meu coração, algumas plantaram espinhos, que hoje uso para me defender, outras, há, que semearam todo tipo de amor e preces que nunca pensei poder sentir.
Amor. Palavra fácil de falar, impossível de se interpretar e indecifrável ao sentir. Agora meu passado passou de relance por aqui, vi a garotinha mais confiante do mundo entrar por aquela porta, pedindo atenção e querendo abrir seu coração. Como pôde me ferir tanto? Como pude permitir que me machucasse tanto assim? A única certeza que tenho é que a vida NUNCA erra, e que seja lá qual for o seu sentido sem razão, meu coração insiste em acreditar em toda essa invenção. A minha verdade será sempre a mais contada, a mais cantada e a mais sonhada. Nunca saberão, e tão pouco roubarão, isso de mim! A minha verdade! A minha menina!

sábado, novembro 19, 2005

No Vento...

Nesse momento penso em você. E, então quisera me transformar em vento....
E se assim fosse, chegaria agora... Como brisa fresca e tocaria de leve sua janela
E, se você me escutar e me permitir entrar, em você vou me enroscar quase sem o tocar...
Vou roçar nos seus cabelos, soprar mansinho no seu ouvido, beijar sua boca macia...
O embalar no meu caminho.
Mas, eu não sou vento... Agora sou só pensamento e estou pensando em você. E se abrir sua janela
eu estou chegando ai, agora... Neste momento, em pensamento... No vento.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Eu!

você poderia ter sido um anjo, e eu seria sua para sempre. Em cada sonho me vi envolvida em noites de intesa euforia. Fui gentiel, cruel e lasciva. Nunca pensei que poderia sentir o vulcão mais de uma vez. Nunca acreditei tanto na força da sua agonia. E agora, quase por acaso, me pego caindo de novo na mesma armadilha. Poderia passar uma noite inteira assim, nada impediria de ser assim. Quando os dias passaram a ser cobertos de gelo seco e o meu sol já não brilhava contra a janela, eu sabia que tinha que partir, mas nunca foi fácil soltar as amarras e abrir as portas para o novo, brilhante e inseguro.
Sempre pensei que tudo na minha vida seria profundamente sofrido, porque sempre cultuei esta crença de que viver era acordar banhada em lágrima. Não sei quem me fez pensar assim. Talvez a certeza de que o meu lugar não fosse aqui, nunca foi, e certamente nunca será. Mas andei driblando os paradigmas e caindo sem para-quedas em mundo de coisas. Cada uma mais forte, mais intensa e também mais difícil que a outra. Não era pra ser fácil mesmo. O fato é que agora me deu uma vontade louca de subir naquela montanha, de desafiar todas as santas e de ignorar os conselhos seguros da minha mãe.
É uma grande ironia tudo isso. Se eu for um pouquinho mais sarcástica posso me divertir horrores com esta situação. Posso fazer dessa tragédia grega um grande circo e ainda roubar a cena com o meu vestido de cetim. Um dia me disseram que nada era por acaso, que tudo estava escrito e que não haveria motivos para sofrer. Só quero saber onde entra a minha vontade!! Só por curiosidade. Quem garante que agora tudo está perdido porque parei lá atrás e deixei a caneta do destino escrever meus dias? Então, não vou mais me preocupar, na dúvida, é só coisa do destino e qualquer coisa eu volto para casa e me consolo dizendo: "Era pra ser assim. Você Nasceu para isso..."
Ainda bem que sempre fui muito desconfiada, e por garantia prefiro ficar acordada, espiando cada "entrada" para, na dúvida, só por segurança, viver mais um pouquinho.... E ser, às vezes, até feliz.