quinta-feira, novembro 29, 2007

Procuro...

Procuro as palavras, mas as palavras não são suficientes para definir o que há em mim...
Procuro um caminho, mas caminhos não são capazes de me dizer a razão.
Procuro a chuva, mas a chuva não pode me livrar da solidão.
Procuro você, mas você não mora mais em mim....

sexta-feira, novembro 23, 2007

Quero!

Eu não quero ganhar e nem perder... Não esta noite!
Quero apenas sentir toda essa fúria que vem do seu corpo sobre o meu. Agora e sempre!
Quero deslizar minhas mãos, cautelosamente, sobre teu rosto sedutor, pelas tuas costas dispostas, teu peito franco, teu pescoço convidativo (...).
Quero teu desejo mais quente e penetrante, my dear... Assim como na noite do “Lê Piano”, lembra? Feche os olhos e ouça a música de novo, feche os olhos e sinta meu corpo quente e entorpecido com o vinho tinto te dizendo que sim!!!
"Eu só quero me entregar ao estranho que tem coração, lembra?"
Quero invadir você com meus toques, com a quentura macia da minha boca e sentir cada vez mais o seu êxtase em mim. Nasci para ser assim!
É como uma brincadeira de criança, você conquista a minha confiança e eu, disposta e feliz, abro meu mundinho para você! Só pra você, penetrar e sorver, até a última gota.
É como um joguinho sem importância, você conquista-me e descobre-me ganhando a eletrizante delícia de sentir-me “em ti”.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Menininha...


O que se passa nesta cabecinha menina?
- Passam aviões, sons...
Como assim?
- Passam pessoas que entraram na minha vida e que partiram sem eu perceber...

- Passam aquelas que entraram na minha vida e que logo se fizeram necessárias...

- Passam aquelas que simplesmente nunca estiveram “aqui". Eu nem sequer notei a sua partida...

- Passam também as que partiram arrancando um pedaço de mim!

Mas isso te faz triste?
- Apenas faz-me ter consciência que estou viva, e que estar viva implica em perdas, ganhos, mas, sobretudo, implica em partidas...

E o lado bom? Há?
- Mas é claro que sim! É por causa dele que estou aqui, sorridente olhando o horizonte e desejando entrar no próximo vagão (...) Partir para a esperança que só o futuro traz...

Você está chorando?
- Sim, acho que estou chorando, sem lágrimas, mas chorando sim...

Menina, o que te fez assim?
- Crescer! Não tive outra escolha, o tempo não me deu outra opção. Arrastou-me sem pedir licença, sem, sequer, preocupar-se em saber a minha opinião!

Mas tem o futuro, não é? Você mesma disse!
- Disse... Disse tantas coisas ultimamente... Desde que 'voltei' para cá...

O que está te incomodando agora?
- O meu segredo!

Então, porque não dividir com alguém?
- Porque é O MEU SEGREDO!

Entendo... Mas, você é feliz?
- Ser feliz é um pouco permanente e definitivo demais, não acha?

Então...
- Estou em um estado de espírito de felicidade. Isso é o mais próximo que podemos alcançar neste tema, não acha?

Acho que você venceu!
- Não. Eu lutei! É diferente. Vencer é algo estático e momentâneo, logo no dia seguinte não tem mais valor algum. Lutar... Lutar é dinâmico e sempre me acrescenta algo.

Você quer falar algo? Sinto você ofegante, ansiosa.
- Sim, quero falar que o adoro com todas as minhas fibras e que quando leio em algum lugar que toda paixão tem um tempo de vida útil, me da um nó na garganta... Porque não sei viver sem estar apaixonada... Sem ser violentamente amada! "I am falling in love with you"
- Tenho medo que ele não compreenda!

Não tenha medo. Que tal apenas viver?
- É o que tenho feito desde que "mudei" para cá. Sinto falta da minha casa, da minha janela favorita, do vento fresco em meus cabelos e das noites escuras e promissoras de um ano mágico e inesquecível.

- Sinto falta dos meus sonhos à noite, e da certeza que tive um dia de que havia achado o meu tesouro... Foi mentira... Era só mais um alarme falso. Sinto falta da minha ingenuidade libertadora e das tardes intermináveis sob as árvores do sítio do meu pai...

Mas tem o futuro, e você mesma disse que havia esperança!
- Isso é o que me faz acordar e ter vontade de pegar a vida com as mãos! Essa é a minha motivação, minha razão e minha única meta: O FUTURO, que antes me causava medo e arrepios. Hoje, é liberdade, e quem sabe, felicidade.

Vamos lá garota. Você sabe as respostas, então para que tantas perguntas?
- Para não me perder da minha essência. Para não me conformar com as "verdades" universais sem qualquer garantia. Para não enlouquecer achando saber alguma coisa nesta vida!

E isso te faz triste?
- Não!!! Por Deus, isso me faz saber que não sou medíocre. Que não sou melhor nem pior que ninguém. Isso me faz ter IDENTIDADE. Isso me traz de volta eu mesma.


Te amo menininha. E rezo todas as noites para que seu futuro seja tão belo quanto as manhãs floridas no verão do sítio. Para que no momento de dor você encontre resignação para NUNCA desistir da luta que falas com tanto fervor. Para que na hora do medo, não te falte coragem. Para que o seu amor seja verdadeiro o suficiente para saber enxergar você... Assim, apenas você!

- Amém.

sábado, novembro 03, 2007

Desejo.

Queria pular em cima de você agora com todas as minhas garras e as minhas forças para, quem sabe, impedir você de ir embora.
Queria te jogar em minha cama, em minhas entranhas, com o ardor de uma profana só para te enlouquecer por alguns instantes profundos e depois te deixar partir... Em paz... Sem palavras.
Poderia ajoelhar até o mais lúgubre altar só para te fazer chorar por mim e depois me fazer de santa, e até, quem sabe, te confundir na minha doce teia de emoções.
Poderia me jogar deste abismo ou no mar da noite, em teus braços, para sempre... Qual deverá ser a minha escolha? Depende do caminho..."- Vá, mas só se tiver um coração!". Será que eu sei que você é aquilo tudo que sempre me faltou? Será que você sabe? Não sei... Meus instintos me mandam tirar as peças de todas as roupas e de todos os obstáculos que poderá haver entre meu corpo e o seu. Minha vontade manda “varrer” para longe de mim toda angustia e me entregar a um prazer sem dores e sem limites... Minha verdadeira natureza grita que sempre foi por isso que busquei! Pela minha libertadora vontade de jogar meu corpo em cima do seu... Mais nada... Apenas "cair" sem pudores em mim mesma até o sol raiar.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Valsando...

Como me julguei amada, e como valsei na madrugada, ao som dos eternos bandolins que envolviam minha alma entorpecida de sons, emoções e cores cintilantes...
Como me julguei amada na noite da escada, sob a chuva das praças, enquanto todos bailavam indiferentes a nós, e enquanto eu me perdia e me encontrava nos braços teus.
Como me julguei amada, despida de roupas, medos e lagrimas, enquanto sentia teu coração pulsar junto ao meu, enquanto beijava tua boca em forma de adeus, enquanto as rosas azuis caiam em meus jardins sofridos de girassóis perdidos.
Como me julguei amada, como uma bailarina encantada, no centro da tua estrada, valsando com a ternura de uma criança acanhada e tão doce quanto qualquer nobre mortal.
Como me julguei amada e como quis possuir cada lagrima que dos teus olhos caíam e rolavam, em busca de uma eternidade segura, perdida, confusa e tão minha...
Como me sinto cansada e inebriada de emoções que cortam o meu futuro como a fúria de um furacão.
Como me julguei amada e abandonada... Perdida em minhas próprias fantasias e historias, quando um dia, de repente, tudo mudou de cor... Meu céu não estava mais estrelado como nas praias que costumava buscar teus braços fortes, e meu norte não mais apontava na direção de um avião que vinha do sul, lembra? Assim como na adolescência contemplava as estrelas e sabia que nelas estavam a nossa história, a tua glória, a minha eterna fantasia de um dia ser, apenas, amada.

domingo, outubro 28, 2007

Silêncio, por favor!

Silêncio por favor, porque hoje estou de luto.
Silêncio por favor, porque hoje estou reverenciando meu passado póstumo.
Silêncio por favor, porque tenho rosas entre as mãos para homenagear minha ilusão de outrora.
Silêncio por favor, enquanto me entrego à sinfonia cálida e terna que toca por entre os dedos da minha existência quase feliz.
Silêncio por favor, enquanto escuto o vento fazer coro à minha doce cantiga carregada de nostalgia e de um momento de paz.
Silêncio, por favor! Não diga nada que eu já não possa acreditar, nada que eu já não possa mais esperar, nada que um dia não mais cumprirá.

"(...) Tudo o que quer me dar, é demais, é pesado, não há paz!".

sábado, outubro 27, 2007

Você chegou

Você chegou... Chegou... Tão suave quanto uma tempestade.
Chegou... E chegou... Tão sutil quanto um furacão.
Chegou... E chegou... Tão doce quanto fel.

Você chegou e abriu a porta da minha alma. Penetrando no interior do meu mundo confuso e quase feliz.
Você chegou e desorganizou todo o caos ordenado que em mim residia.
Agora... Você se foi! Levantando a poeira dos girassóis que havia em meu jardim.
Se foi podando as flores azuis que enfeitavam a minha noite, por entre as pétalas lilás.
Se foi cerceando a ternura que morava em mim outrora, a partir do teu reflexo, quase feliz, de um garoto encantador.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Como Pôde?


Como pôde dizer adeus quando eu mais necessitei de tuas mãos firmes e fortes, para me guiar nesta imensidão?
Como pôde esquecer todas as gotas de chuva na minha janela nas noites do outono cinzento? Como pôde permitir tal desilusão?
Como pôde sepultar o meu coração lilás?
Permita-me segui-lo por entre a densa noite, através das tempestades, invadindo os pântanos intempestivos da sua alma...
Permita-me... Permita-me odiá-lo com todo meu amor, e afogar as minhas ânsias com toda dor que vi através dos teus olhos... Na noite da chuva, na noite do sonho, na noite do nuca mais...
Que assim seja.
Amém.

domingo, outubro 21, 2007

Sou...

O que eu sou? Apenas um poço de ilusões.
Quem eu sou? Apenas uma imagem desfocada de outrora.
Por que eu sou? Pela mesma prerrogativa que o universo o é.
De onde eu sou? Das dunas e arenas de Tebas.
Para onde eu vou? Para onde tua musica me levar.
Para quem eu sou? Para quem a sombra do sorriso possa me alcançar.
No dia que em que eu deixar de ser haverá, apenas, uma lembrança no ar, e aquela sensação de que nunca fui embora....

Por entre as flores...

Que a magia te envolva nas noites de frio, e que o sol te guie nas manhãs de primavera, por entre as flores mais belas e perfumadas, para te mostrar a direção quando a chuva cair e a noite chegar no final do outono...
Espero-te no verão... Para aquecer a minha alma de poesias azuis...
Espero-te em outra vida... Onde eu te reconheça através das tuas palavras fortes e energizadas que outrora me conduziram pelos pânatnos frios do mundo...

sexta-feira, outubro 19, 2007

Tormenta.

Que a chuva lave toda minha angústia!
Que a tempestade ecoe todos os meus tormentos e gritos mudos das noites vazias!
Que o devir me mostre algum caminho... Qualquer caminho... Que tenha coração!
E que o teu silêncio e distância continuem a refletir o vulcão que há em mim, a partir da tua imagem pálida, cálida e mágica.
Hoje preciso da noite, dos raios e trovões... Para ensurdecer a minha dor latente e minha vontade de ir embora...

segunda-feira, outubro 15, 2007

Who Am I?

Quem sou eu?
Uma pergunta que não quer calar....
Sinto-me uma fonte inesgotável! Inesgotável de dúvidas, desejos, vontades, alegrias, curiosidades, ansiedades, esperas, esperanças.

Sinto-me nas ruas estreitas de Tebas, carregando o turbante da sabedoria no alto da minha cabeça delirante.
Sinto-me embaixo da soleira, espiando a cantiga mais linda que já ouvira dos lábios de um mortal.
Sinto-me entorpecida diante daquele beijo, daquele cheiro, do seu amor.
Sinto-me perdida, sozinha e infinitamente ansiosa por uma "chegada", uma entrada, qualquer sinal, qualquer aviso, aceno ou palavra.
Sinto-me cansada, mas, ao mesmo tempo, insone e inesgotavelmente acordada para buscar as respostas que não estão escritas em nenhum lugar deste universo.
Sinto-me enfeitiçada ao te encontrar e entediada ao te esperar, sem nunca chagar!
Sinto tanto... Tão forte e tão profundo!

terça-feira, outubro 09, 2007

Estou...

Estou sensível estes dias... Sensível como uma criança, aliás, como a criança que reside em mim.
Estou reflexiva, saudosa, introspectiva e melancolia... Não posso sufocar o meu lado mais real! Não posso deixar de escutar o que meu coração insiste em querer dizer.

Aguardo notícias, segredos, passados revelados e noites cintilantes... Talvez eu espere demais, ou, talvez, a magia ainda nem tenha começado de verdade.

Não me canso de repetir como fico encantada quando me reporto àquela escada ou àquela madrugada chuvosa. Não me canso de rememorar cada esquina do meu passado, cada trilha, rota, rumo, atalho... Não me canso de esperar um sinal e também de desvendar um mistério.

Quando eu era mais nova, costumava crer que todo sentimento era sustentado pela sua exata dimensão em outrem, nem que fosse à direção contrária, mas tinha de haver um eco, um reflexo, para toda e qualquer emoção despertada por outrem em nós.

Hoje costumo reencontrar-me através de pedacinhos de gente espalhadas por aí...
Gente que nunca vi, mas que mostra a mim mesma através da sua existência. E isso me fez desmistificar a minha crença juvenil, de que tem que haver uma razão linear para o sentimento. Na verdade, o que há, são ecos nossos espalhados pelo mundo. Nada determinístico assim, mas profundamente belo.

Descobri que você mexe comigo justamente por fazer parte do meu passado, justamente por ser ausente. Descobri que a presença me anestesia, que a realidade me espanta e que liberdade é poder fechar os olhos e sonhar em paz.

domingo, setembro 30, 2007

Quando eu era criança....

Quando eu era criança costumava ouvir escondida as musicas que meus irmãos escutavam. Ficava noites inteiras imaginando como era dançar ao som delas no meio de uma arena imaginária. Recordo-me de olhar os bambuzais e vê-los sempre entrecortados pelo vento do fim de tarde ao som de Hotel Califórnia.
Sentava no canto dos muros, nos pequenos morros e ficava revivendo diariamente minhas histórias paralelas. Coisa de criança que cria um mundo de fantasias e esquece-se da realidade entretida nestas.
Quando eu era criança costumava acreditar que a minha mãe era a principal referência da minha vida. Tinha medo das bravuras do meu pai e acreditava que o mundo em que meus irmãos viviam era maravilhoso. Um lugar cheio de aventuras e perigo. Um lugar em que por mais que eu crescesse jamais conseguiria penetrar.
Que saudade dessas crenças... Que gotoso poder recostar na minha cadeira favorita e fechar os olhos escutando “A Perfect Moment In Time” novamente. Que sabor gostoso tinham os biscoitos da cozinha da minha mãe. Que cheiro gostoso vinha dos cabelos dela. Que segurança inabalável perceber que meu pai já estava em casa. Que bagunça gostosa aquela do quarto dos meus irmãos.
Crescemos! E os bambuzais “lá de casa” não resistiram aos ventos frios do outono. A figura da minha mãe perdeu a perfeição e o quarto dos meus irmãos passou a ser terrivelmente silencioso e vazio, como se não morassem mais lá e, de fato, não moram mais.

terça-feira, agosto 28, 2007

Estou aqui...

Estou aqui sentada... Esperando por sua resposta que não veio.
Estou aqui sentada... Esperando “o dia mais importante chegar”.
Estou aqui sentada... Derramando toda a minha dor
sobre a minha vontade de não sentir dor.
Estou aqui sentada... Pegando cada pedacinho de palavra jogada
no chão do asfalto e colando seus destroços no meu mural preferido.
Estou aqui sentada... Observando a vida se arrastar e me arrastar para longe de mim.
Estou aqui, calmamente, sentada... Assistindo tudo cair ao meu redor, assistindo tudo desmoronar calmamente, lentamente, pacientemente.

Estou agora desacordada, confabulando um plano perfeito para te achar!
Estou agora deitada, acreditando em todos os milagres, pelos quais, me fizeste rezar.
Estou aqui anestesiada, diante da mais sólida lembrança da história da minha vida.

"Assisto a chuva como quem assiste a missa. Hesitando entre o milagre e o profano. Entre as respostas e a busca, entre a tua chegada e a minha partida".


Estou simplesmente extasiada com a capacidade de penetrar em vários mundos... Lindos mundos, sombrios mundos, tantos mundos! Só para me achar... Só para esquecer de mim mesma... Só para lembrar do teu olhar...
Estou aqui, falling on the floor como a errante mais crédula coroada pelas pétalas que feriram meu coração com os espinhos da tua rosa.

sábado, agosto 11, 2007

Menino (...)

Sim, eu sonhava com você. E eu continuo a sonhar com você, menino. Continuo a me embriagar no prazer que é existir para te achar. Em qualquer lugar... Naquela escada, naquela esquina, naquela noite cintilante, ou até aqui na minha tela imaginária.
Sim, meu menino, eu sempre estive a te procurar, sempre dancei sob o sol e a chuva esperando o pairar do teu sorriso... Qualquer sorriso, sempre estive a espiar o teu olhar, aquele olhar que só você sabe lançar. Sim, meu menino, somos os anjos caídos das noites chuvosas do outono, somos um pedacinho de nada nas águas pálidas do “Riviera”. Somos só uma ilusão perfeita sob o céu daquela praia.

Meu menino, você me fascina, me ilumina, me invade... Traz-me tanta coragem, tanta ternura, ardor e paixão. Deitar em você, sentir teu olhar distante, vagaroso, teimosos, tão meu, tão longe de mim...

"He’ll be the true love of mine. And I’ll pray all the night for him eyes. I wanna fall into him arms and forget the rest. It’s so hard and so deep to me. It is the spell. My only way… I’ll wait for him there… At the clouds… I’ll be there in anywhere just for him hold me again… only one more time".

Como dizer quem é você? Como resumir a imensidão da tua existência em rasas palavras vadias? Como podes chegar de repente; e, novamente, me pondo a delirar, a me tumultuar, a me encantar... Só para depois partir... Sumir... me iludir...

Quero dançar para você está noite, quero me entregar ao teu desejo profano, à tua boca sagrada, à minha busca sedenta. Quero de enlouquecer, te laçar, me perder e te achar, aqui, dentro de mim.

Quero escutar esta melodia outra vez, enlouquecer de vez, até causar algum ruído aí, dentro de ti. Meu menino, meu anjo, meu amor. Eterno amor, profundo amor, finito amor. Tão doce esta dor! Viver esta errante existência para poder tropeçar em você...Seja como for, com a face que for, em qualquer lugar.... É a minha razão e sentido. É a minha lei e vontade. É o que torna tudo colorido, tudo permitido e tudo encantado.

Ainda que eu me perca, ainda que desapareças, estarei a te esperar, eternamente, em cada intervalo de tempo sagrado que pairas sob meu corpo, sob a minha mente, sob a minha alma... Viverei, sempre, eternamente, a esperar a tua volta, com cada face que renovas, com o sorriso que me encantas, com teu suave dedilhar sobre o violino, que de forma magistral, me entorpece.

quarta-feira, julho 11, 2007

Partida...(...)

Por que será que é tão difícil deixar o devir fluir em paz?
Por que será que o apego nos torna tão possessivos, cegos e mortais?
O que tornou aquele dia tão especial? A sua eterna existência é independente e externa a mim? Ou a sua eterna existência reside, apenas, dentro de mim?
Onde foi parar aquela noite, afinal?
Em que lugar do tempo foi parar aquele dia? A nossa magia? A sua alegria?
Será que se eu me extinguisse, de repente, todos aqueles momentos e poesias continuariam a existir, independente da minha existência? Ou será que se aniquilariam junto a minha extinção?
Preciso tanto saber... Preciso tanto ter a certeza que, independente de qualquer coisa, tudo existe o tempo todo, e que todo o tempo nunca foi em vão... Preciso tanto dar um sentido a todos os instantes, quase insignificantes, da minha vida!
Preciso tanto acreditar que a sua presença foi sentida, que a sua ausência foi percebida, assim como a minha em sua vida... “Father, preciso tanto ter certeza que és eterno em qualquer canto em que possas chegar...” Preciso tanto ter certeza que aquela escada, aquela noite linda, aquela beleza tão pueril e meiguinha foi um sentimento concreto... Como a rocha que guarda todos os nosso nobres ancestrais.

And I miss you so much my angel... So deep... Almost I can cry all the time that I think about it… All the time that I breathe my pain… My lonely history… My lonely little girl…Perhaps who knows it … however you cannot feel it too…You can not do it…. Or can you ?”

Lembro-me como se fosse ontem, a chuva, a noite, as estrelas… Mas, agora, como devo agir? Vagamos tantas noites como zumbis… Acreditamos em tantas estórias só para podermos dormir...

-
It goes to hurt but I love the pain! And I love the way that you love me… I love the way that you touch me… And I know that it will hurt us because I love the pain… And I miss you love.


Se um dia, qualquer dia, em sua vidinha, voltares a subir aquela escada, voltares a beijar a sua amada, ou voltares a devotar o seu coração, não se esqueça, nem por um segundo, de cultivar todas as horas, todos os minutos que estiveres ao seu lado! Não esqueças, por nada nesta errante vida, que as palavras têm poder e que o amor, por mais forte e bonito, não vence a espada ferina do descaso.

terça-feira, julho 10, 2007

All my sorrow, again!

I came back! I did it in the last time! I need to do it again!
I hope you understand. I still need to live this pain! I need to spread my sorrow on you! I need to hurt your heart like you do it with me!
I was by myself…Walking alone… Like a child… Like a falling star…
I grab your soul forever! Aren’t you able to see that?
You don’t know, but I’m a “witch”! I like to feel this misery because at this moment I can go deeper… As my little lost girl!

I’m naked in my empty room waiting for you master… waiting for you my lord…
So kiss me like one… Kiss me like the first time my angel… Because I need to feel you falling on me… Because , sometimes, I can feel you so far! Now I’m seeing you talking softly with me and I’m still alone. Kiss me like one, like the last time, like you did that night… I felt your strength on me…At last I felt myself at this moment.


(...)I could see your shine day through your eyes!
I saw you through the photo. I saw your face, your smile, your old soul, your small eyes. Like yesterday… Do you remember? The step? The door? The promise?
Actually, I like it so much! This is my favorite mask… my favorite side! (...)

How could you do it?
How could you hold her?
How could you forgive me?
How could you hurt me this way
?”

I’m this place, again, I will go bach one day even that it’ll be the last time!
I’ll look at your eyes and tear this pain!

I was falling in love… Now I’m falling apart…Tomorrow I’ll fall asleep… In your arms my master

Garotinha, caminhe, não pare, não olhe o sinal fechado, não ligue! Please don’t care for all around you! Eles não sabem o que falam, eles não sabem o que dizem! Por favor, não olhe mais para trás! Eles não sabem o quão profundo é este lugar! Eles não entendem. Então... Esqueça-os no “quarto” vazio da sua alma.

domingo, junho 03, 2007

Partida

Estava chovendo que nem agora. Era tarde... Era noite que nem agora. Você chegou na porta todo sorridente; você abriu o seu coração ao ouvir uma canção.
Canção do passado... Canção de tempos felizes no passado. Canção que se faz ter consciência de que se está vivo. Canção de uma vida inteira, de uma vida linda, de um dia feliz.
Como um adeus pode mudar as nossas vidas de repente? Como um dia de sol se derrama em lágrimas de chuva simplesmente? Como viver sem o calor dos teus olhos que amparam? Como saber quem sou eu sem encontrar o eco da tua voz para me mostrar o caminho?
Era tão tarde já... Já era noite... Já estava escuro... Já havia gotas demais! Como se faz para esquecer o inesquecível? Como fazer para segurar este segredo dentro de mim? Como viver sem a certeza de encontrar você amanhã, lá na porta, com aquele sorriso... Lindo!
Estava chovendo que nem agora... E, que nem agora, eu chorei de saudades de você.

quinta-feira, abril 19, 2007

I can feel...................

Ainda posso sentir a mesma emoção. As purpurinas caindo na chuva. Seus olhos quentes me seduzindo, me calando, me amando, como na primeira e na última vez.
É quase tudo igual, neste lugar, todas as nossas promessas concretizam-se, todos os meus beijos te encontram, todos os meus sorrisos... Tão bobos, tão seus, contagiam o ar.
Quero voltar para lá, quero me tocar, quero mergulhar sob a chuva através dos teus lábios quentes. Quero te amar para sempre. Quero te fazer tremer sobre mim. Será que algum dia terei a chance de te dizer isso? Como escrever o nosso mundo outra vez? Quem te tirou de mim?
Tão doce sentir, poder sentir, saber sentir o que guardaste para mim. Quantas manhãs pernoitadas e com cheiro de alegria me contagiavam ao adormecer.
“Sua voz ta tão linda, tão suave, tão minha...”.
Minha beleza, meu pedacinho de tudo, minha descoberta... Minha vida.
Era tão onírico que mal parecia real, estar lá em cima, ser a sua menina, te cantar poesias... Era tão colorido que nem parecia noite. Era como o dia mais radiante das nossas vidas.
Quantas estrelas, above us, testemunharam suas promessas, minhas lágrimas, nossas certezas... Quem poderia destruir este sonho senão nós mesmos? Quem poderia te deixar escapulir, me fazer descolorir, colocar um fim?
“And I miss you love... Remember today I’ve no respect for you and I miss you…”

quinta-feira, março 29, 2007

Pedaços de palavras...

Sinto tua falta. Falta da tua jovialidade, da tua força, da tua coragem.
Sinto medo de dormir no “escuro”, medo de “subir no muro”, de um escorregão em vão.
Tenho pena de tamanho desperdício. Pena de jogar fora o presente tão sonhado que, finalmente, conquistei.
Tenho vontade de ficar quietinha, caladinha, embaixo da cama, quase invisível esperando tudo isso passar.
Queria correr mais longe, me jogar na chuva, lavar a amargura que percebi no teu olhar.
Queria roubar tua voz, transformar o teu dia, refazer a tua vida todinha, só para te ver sorrir... Outra vez.
Poderia enfrentar o vento e todos os maus sentimentos se sentisse, de novo, aquele vulcão em meus pés.
Poderia correr mais longe, driblar meus medos e alcançar o topo do teu céu azul, como no dia em que eu era uma criança e mergulhava nas águas, feliz e encantada, por estares ali, bem diante de mim.
Poderia ser mais grata, mais recatada, se soubesse para onde devo ir.
Como posso descrever o que me paralisa agora, diante de mim, diante da vida, diante dos sonhos?
Como poderei adivinhar onde encontrar o meu tesouro, o meu coração, que nunca sabe por onde vagar?
Queria voltar a pegar estrelas, caçar vaga lumes e andar na chuva. Queria reviver cada noite na minha gruta, com os meus anjos, entre todos os santos que me disseram amém.
Onde ficou o teu sorriso? Onde te acho novamente, paraíso? Aonde vais com tanta pressa?
“Todas as noites quando eu me deitava, eu sentia você, no vento, nos meus pensamentos, dentro do meu coração. Todas as tardes suadas nas quadras, no meio das “estradas” eu via a tua mão, cada sinalização, me dizendo para continuar, para não parar... Jogar com o coração. Todas as vezes que pequei foi por acreditar nas profecias que alimentaram o teu eterno amor por mim. Todos os dias quando eu abro os olhos, rememoro cada segundo que estive ao teu lado, em teus braços, no teu chão... Te dando o meu coração”

domingo, março 18, 2007

"(...) Cedo ou tarde isso pode acabar(...)"

Sabe aquela hora onde todas as razões escapolem por entre os dedos e afundam no buraco mais profundo à sua frente? Sabe aquela impotência que te amarra, de forma quase material, ao chão e a única coisa que te resta é ajoelhar e rezar?
Sabe todas as certezas que você aprendeu nos livros, nos cultos, construindo a sua personalidade entre amigos? Pois é, elas não resistem a menor constatação de fragilidade diante da vida... Diante da morte.
Por mais crédula, resignada e racional que eu possa ser diante da vida e às suas leis, não há como não me sentir, apenas, como uma simples mortal perdida e apavorada por sentir que alguém muito caro, muito raro, muito meu pode me dar “aquele adeus”.
E quem sou eu para fazer queixas e dar chiliques diante da vida? Ligo a minha TV e vejo a impunidade imperando nas ruas, as maiores mazelas do mundo matando cada criança só com o olhar. Vejo a crueldade espalhada durante quilômetros de crueldade e... Vejo todos sobrevivendo a este caos como zumbis, de olhos fundos e distantes, corações pequenos e amarrotados, alma amontoada de “por ques”.
Mas eu sei que “Deus não é tão mal assim”.
Sabe quando não adianta saber as razões e as explicações porque, mesmo assim, você não se conforma de ter que dizer adeus às histórias que compuseram a sua própria história? O seu próprio Eu?
É irracional este sentimento, até porque, é só sentimento. Não há razão, ponderação.
É só emoção, sensação e saudade...
“Cuidarei eternamente das nossas conversas, das nossas lembranças juntos, dos momentos que construímos através do amor fraterno e desinteressado de pai e filha. Cuidarei para sempre da tua melhor imagem, da tua melhor memória, das tuas belas glórias e o farei imortal através dos meus”.

domingo, março 11, 2007

"my witch"

Estava lendo sobre bruxaria, magia, fantasia. Acredito em todas as vidas passadas. Acredito que nada se acaba, assim como o sonho confuso e gostoso desta tarde. Era tão bonito aquele lugar! Amplo e cheio de espelhos refletindo o azul claro da tarde que estava indo embora...
Estava buscando algumas respostas, alguma formula ou macete para despertar a minha tal consciência interior. Estava debruçada, mais uma vez, sobre o famoso sono egoísta e acabei esquecendo de trabalhar a minha paz. Sem querer encontrei artigos falando sobre almas gêmeas. Por um lado é tão romântico, poético e mágico... Mas acreditar que durante toda a eternidade viverei na errante busca de te achar, chega a ser sádico demais. Embora eu viva, inconscientemente, nesta espera quase feliz.
Encontrei algumas fotos, imagens e dizeres que me recordaram a época em que era mais assídua com relação às buscas espirituais. Só esta constatação já me fez respirar mais em paz.
Paz... Saudade da sua definição em meus diários adolescentes. Saudade de acreditar que era só crescer mais um pouquinho que logo ia alcançar o seu eterno e seguro estado de glória. Saudade de simplesmente... Acreditar.
“Don’t let me fall again. Please! Don’t let slip all my child’s dreams. Hold me forever inside of the empty swamp. I always feel so cold without you. I always feel the “darkness” in the other side. There, nothing makes sense when I close my eyes and feel the cold raindrops falling on me. There, I can see you run away when the rain is done!”

quinta-feira, março 08, 2007

"Old chair"

Eu sou parte de um plano secreto. Sou parte de uma sagrada família de tão simples mortais. Sou tão nobre e fútil quanto qualquer dama, qualquer profana.
Passeei durante noites inteiras buscando sentido para perguntas sem respostas. Nunca retornei para casa com as verdades, mas cheia de vontade de “continuar”. Fiz os rituais mais importantes da vida de uma mulher, do jeito que aprendi na infância, do jeito que li nos livros, do jeito que a minha mãe me ensinou um dia.
Levantei do meu leito adormecido e vim agarrar um pouco da minha vontade de materializar a mim mesma através de “cegas” palavras sábias.
Já reli e revivi os meus piores dias. Já consegui domar os mais destrutivos impulsos e sublima-los de forma a transformar esta força em algo realmente útil para mim.
Quem sabe um dia, “lá na frente”, estarei sentada na minha old chair contando “aquelas” histórias e estórias que aprendi a cultuar durante toda a minha vida? Quem sabe nesta hora eu não possa, de fato, acrescentar algo aos meus queridos descendentes? Esta é a minha melhor imagem de uma velhice feliz...
Vejo o meu orgulho, o meu herói sumir no vento e se transformar em um esboço, uma sombra do que foi um dia e penso: se ele tivesse “aquela” old chair poderia se fazer imortal através dos seus ouvintes ávidos por se redescobrirem no passado de ancestrais tão importantes quanto casuais em nossas vidas. Eu seria a primeira da fila, não perderia uma única tarde de revelações que trazem mais respostas acerca de nós mesmos do que o próprio futuro.
Aprendi que todas as vezes que olhamos os astros nos céus estamos, apenas, rememorando o nosso passado, a nossa origem, de forma que a única coisa que os “adivinhos” fazem ao olhar para o céu e “adivinhar” o nosso passado, a nossa origem.
“...E nós também somos poeiras de estrelas” como todos os fósseis catatônicos que flutuam, aparentemente, sem sentido por ai. Talvez este seja o caminho, o grande enigma! Voltar ao passado, fazer o caminho de volta para, quem sabe, desta forma, descobrir o futuro?
Enquanto isso eu vou sentar no lugar mais alto da montanha e calmamente espiarei todo o caos ao anoitecer. É tão claro enxergar isso agora: somos apenas vultos aleatórios e aparentemente sem sentido que por uma necessidade instintiva de sobrevivência, nos “organizamos” involuntariamente e de repente tudo se encaixa!

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Passado...

Passado... Palavra mágica que contém um punhado de momentos imortais.
Passado... Palavra cheia de juventude e de saúde do meu pai.
Passado... Palavra que me reporta a esperança de chegar ao futuro e poder mudar o mundo, ao menos, o meu mundo.
Passado... Instante exato que enxerguei sua alma através daquele olhar... Daquele olhar na beira do mar, doce mar!
Passado... Certeza de conquistas milagrosas e realizações edificantes. Momento exato da minha libertação, lugares floridos onde eu assistia meus irmãos discutirem coisas sem importância, coisas tão banais... Tão legais.
Passado... Tropecei em seus olhos, viajei um verão inteiro através de uma música, trouxe meus dois anjinhos para perto de mim.
Passado feliz!
Passado... Espero-te amanha para papear sobre as glórias de agora, sobre as gotas de chuva da madrugada, sobre todos os sonhos que carrego dentro de mim neste instante.
“here comes the rain again falling from de stars”

terça-feira, janeiro 30, 2007

Tento...

Tento falar o que me vai à alma... É inútil dizer alguma coisa. Simplesmente ininteligível.
Tento entender e fazer uma ligação linear entre tudo o que aconteceu e acontece... É tão estranho e sem sentido!
É como um sonho cheio de “pedaços” claros e “buracos” imensos ligando estes pedaços. São justamente estes “buracos” que não se encaixam em parte alguma.
Por que será que sempre cedo demais? Por que será que passo sempre por cima de mim mesma para não ter que dizer não? Do que necessito tanto, afinal?
É uma grande mentira! De repente alguém decide olhar para você, saber de você, se importar com o que você sente ou sonha. “Você” abre a guarda e começa a acreditar. Como uma criança você se sente especial, reconhecida e é tão sincera quanto todas as crianças. Mas, era só uma brincadeira de alguém. Todos vão embora quando não há mais o que contar. Todos se vão e esquecem de te avisar que “você” não é tão importante ou especial assim. “Você” é tão descartável quanto todas as coisas que estão cheias deste mundo descartável e veloz. “Você”, de repente, não importa mais!
“-Menininha, eu já te disse: não acredite tanto para não se machucar, não corra tão rápido para não cair e, principalmente, não permita mais que entrem em sua vida e baguncem seu jardim que demoraste tantas primaveras para construir”.
A bondade não é mérito de ninguém, é apenas uma forma de se sentir importante para si mesmo. Nada é verdadeiramente desinteressado e “você” teve que cair tantas vezes para enxergar isso.
Meu sangue me fez ver que nada é sagrado. O retrato desbotado do meu irmão ainda reflete um sorriso cheio de esperança, a dor do meu pai me sangra profundamente de forma quase insuportável, a forma como algumas pessoas constroem seus novos mundos me faz ver que tudo foi em vão.
É verdade... Nada faz muito sentido quando muito elaborado. Talvez fosse preciso pensar menos, anestesiar-se do mundo ao redor e sonhar mais. Sonhar com este mundo que só existe em sua cabeça e por isso mesmo é tão feliz e aconchegante, ninguém pode te ferir lá, afinal.
A cada dia que passa eu percebo que a felicidade está mais distante dos homens e mais próxima da solidão da alma.
A felicidade além de ser um lugar no passado, seguro e previsível, é um estado de espírito onde nada nem ninguém pode ferir sua expectativa, decepcionar suas esperas ou te contar segredos que nunca existiram.
“- It’s getting hard to be someone... But I came back my master because the only important thing is grab your soul inside my heart. I was falling apart and now I’m falling asleep in your arms. I can see this place where there isn’t pain or Gloria…
Where everyone is like a child… Without afraid of the dark”.

domingo, dezembro 31, 2006

Eu!

Nunca pensei que estaria, mais uma vez, escutando a fúria do Hurricane e revivendo toda esta avalanche dentro de mim. É verdade... Tudo é tão fácil no campo das palavras e das promessas que... Mais uma vez me revolto, me solto, me jogo nesta fúria!
Vontade de arrastar toda esta confusão de sentimentos... Vontade de afogar toda esta tempestade de tormentos (...).
-quando você vai aprender a sua lição garotinha? Quando será que o circulo se fechará novamente?
Eterno circulo de confusão... Meus dedos correm no teclado. Minha cabeça arde de raiva. Um grito engasgado, uma cansativa história que não atrai nenhum tipo de atenção, que não instiga nenhuma emoção. Antiga e mofada história... Feliz e delirante história... Triste e cheia de lágrimas “sua” história.
Quero te ver de novo, volte para este sonho, Come back to me! Drenched in my pain again

sexta-feira, dezembro 08, 2006

When I close my eyes...

Deitei suavemente para sentir o que acabara de ler. Fechei os olhos e foi inevitável o que veio à minha mente. Primeiro tentei relutar, me concentrar no meu objetivo, depois percebi que era inútil lutar porque toda vez que sinto esta força despertar em mim preciso voltar e senti-la do início até o fim.
Sinto, claramente, que volto a minha verdadeira essência nesta hora, justamente porque sinto de forma primaria e despida o amor, o desejo, a paixão, a perda (...).
“Olhos belos invadiram a sua alma, olhos belos cativaram para sempre a sua existência. Sua força residia no ódio que nascera do amor ferido e seu amor jamais se apagou enquanto ainda respirava... Teve que morrer mil vezes para aprender à mesma triste lição (...) Teve que perder mil vezes para conseguir o que jamais poderia possuir”.
Quantas vidas mais?
Quantos dias teremos que ver morrer?
Quantas vezes vou ter que te “perder” para te “ganhar” outra vez?
Uma vez li que para cada pergunta capaz de ser feita há, invariavelmente, uma resposta no universo. Agora eu sei que não é a resposta o que interessa... O que buscamos não é a sabedoria, a verdade absolta das coisas... O que alimenta toda esta busca é a ausência do amor.
Quando percebo minha alma completa por este sentimento pouco importam as respostas... Na verdade desaparece toda a necessidade de compreender qualquer coisa, até porque é incompreensível tentar entender sentimentos. O amor se basta e basta a tudo que possa existir.
É tão simples enxergar isso de olhos fechados!
Por isso, when I closed my eyes, permiti buscar a essência da minha natureza... Minha real motivação! Tudo o que realmente faz sentido, ainda que através de um sopro de lembranças, ou desaparecendo rapidamente pelo ar.
It doesn’t matter. The only important thing that matters is the love!

terça-feira, novembro 21, 2006

Through the Picture(...)

E daí que você esta triste garotinha? E daí que tens estas lágrimas derramadas no chão? Você ainda não aprendeu que todas as coisas que temos nasceram para um dia partir? Nada escapa às “mãos” sábias da vida e tudo se vai para o nunca mais...
É uma lei mais forte que a própria natureza do amor. É uma lei que impõe, de forma quase material, o adeus a todos os nossos afetos, aos nossos amores eternos, aos nossos sonhos, e por que não, ao melhor que temos dentro da gente.
Sonhei esta noite com a dor... Sonhei com lágrimas amargas de saudade... Sonhei com um desejo abafado que nunca poderá virar realidade, justamente por causa desta lei... A lei da vida!
Não quero escrever tristezas, apenas quero derramar meus sentimentos e transforma-los (por que não) em poesia. Quero a eternidade das coisas simples guardadas em um momento de nossas vidas... Registradas em alguma fotografia que sempre estará “viva” em nossa frente para nos mostrar que “aquele momento” foi real... Existiu afinal.
São tantas coisas que nos "atropelam" e que "atropelamos" que, às vezes, parece que tudo isso é só um grande sonho ou, quem sabe, fruto da nossa imaginação criativa.
Como eu queria atravessar esta imagem que "quase grita" para mim e retomar a minha própria vida de volta!
É pura magia uma fotografia, é pura magia a lembrança, é puro feitiço continuar vivo!
Não posso pedir para que volte... Não posso enganar o tempo a minha volta, não posso negar meu desejo profundo de outrora, mas posso olhar todas as “nossas” imagens e até mesmo falar com você... “Throught that pictute my angel”
“I almost touch you every night when I close my eyes, because I love you and this feeling is my real treasure. It’s my only way… Nothing more is important. I can still hear your voice through the photo … At this moment I seat in my old chair and I cry to my pain not to be long… I remember every precious moment… And I realized that every things are like an empty and dark sky… Maybe because everything is over... I can’t complain, I will not…. But I can take my life again when I take my picture. At least I fought… And like raindrops fell from the sky. It’s so deep to me… My magic dream is like my real life”And nothing can be too great than the power of good-bye

sexta-feira, novembro 10, 2006

O jardim.

Voltarei um dia àquele jardim? Será que ainda existem as pedrinhas azuis que deixei por lá? Será que as águas cristalinas da cachoeira sentem minha falta?
Preciso mergulhar minhas dores através dos seus pântanos e também emergir junto com suas águas toda a minha esperança. Quero fechar os olhos para sentir a doçura do meu paraíso.
Quantas vezes eu tive que engolir a tristeza e sorri para não assustar minha menina? Quantas vezes não consegui encontrar o caminho das pedras e me vi perdida e sozinha na noite fria? Foi tão difícil atravessar aquelas noites, sozinha... Foi tão difícil acreditar na realidade... Foi tão libertador também, porque nada mais podia me ferir!
Voltar para o meu castelo e perceber que sou tão frágil e mortal quanto todos os meus fantasmas; mas, ainda assim, constatar que algo mudou porque aquela tal integridade agora é alcançável e está sendo moldada a cada dia. E, por mais ínfima que seja esta percepção aos olhos do mundo é grandiosa para mim. É a minha menina virando mulher. É saber crescer, aceitar viver e desistir de desistir!
Sim, voltarei ao meu jardim para buscar novas flores do campo e enfeitar meu lar. Sim, cantarei o meu mantra favorito sempre que lá estiver e saldarei cada anoitecer, cada alvorecer e cada renascer dentro de mim.
Não, eu nunca vou desistir!

segunda-feira, outubro 30, 2006

Through myself...

Ouvindo Danny Pelfey, mais uma vez, sinto uma saudade abafada e tão profunda de reviver e penetrar outra vez “naquele mundo” de intensa magia. Onde eu me isolava da frieza dos dias e aconchegadamente deitava-me sobre as minhas quentes lembranças para, de forma concentrada: partir, mais uma vez, para “aquele mundo” tão intenso, tão introspectivo e tão meu que eu revivi durante dias através de uma tela surreal disposta, gentilmente, em minha frente.
Eu vivia, sentia e chorava as “suas” dores e alegrias, as suas conquistas e derrotas e nesta delirante troca eu me via lá... Longe de tudo que me machucara durante o cansativo e repetitivo dia. Eu me via lá: através de gotas espalhadas na “sua” janela, transcrita em cartas de amor e anuários juvenis. Como fui feliz vivendo a vida de outras pessoas! Que na verdade só refletiam as minhas próprias emoções.
Como me descobri assistindo a mim mesma através desta troca! Mas, em qual momento eu me deixei levar para longe “deles”?
A musica foi, é e sempre será a minha eterna ponte para o sempre. A minha eterna ligação com o tudo e com todas as coisinhas tão lindas que me tocaram profundamente um dia, em algum lugar, por algum motivo – quase sempre sem importância - mas, significativo pela existência da lembrança.
A musica é a minha maquina do tempo. A minha energia transcendendo através de sons, letras e notas.
É como um sonho, sem inicio e sem fim, agora eu estou aqui sentada e ao fechar os olhos posso transitar em todos os labirintos mágicos da noite e dos tempos.
É um sonho... Onde não se acorda, simplesmente porque não há nada para buscar do outro lado. Tudo que ficara para trás foi só dor e decepção. Então, sou livre para continuar porque tenho a chave que destranca a porta do mundo mais incrível onde já estive na minha vida. Meu verdadeiro tesouro... Poderia dizer, porque não, que o verdadeiro encontro comigo mesma.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Quem é você?

Quem é você?
O que é este sentimento tão forte e tão “cheio” que me invade e me leva para outros mundos?
O que é este sentimento que me carrega para outros tempos e para todos os momentos vividos de forma tão simples, tão dolorosa e tão mágica também?
Todas as vezes que olhos para o céu eu me lembro daquela estrela: a que foi um presente, a que foi um pedido e a que foi um caminho.
Todas as vezes que eu sinto medo eu rezo para que a vida me faça mais forte. Porque o medo é o primeiro sinal de fraqueza diante da vida. Não que eu não possa senti-lo, mas, que ele jamais seja mais forte do que a minha vontade, do que a minha coragem, do que o meu amor!
Tenho andado tão profunda estes dias... Tenho percorrido alguns caminhos repetidos, é verdade, mas eu sei que é uma forma irracional de enganar a dor. A verdade é que tenho sentido mais!Tenho sentido intensamente as saudades, as trocas apaixonadas e as minhas introspecções tão necessárias.
As vezes me retiro daqui. Vou para longe de tudo e revejo meus passos... Isso é tão necessário para mim quanto respirar. Quase sempre volto sem as respostas que busco, mas sempre volto diferente de quando fui... Porque cada vez que "volto lá" eu descubro e redescubro mais uma máscara que posso deixar cair... Ou, mais uma máscara que pode me libertar
...

sexta-feira, setembro 22, 2006

Saudade...

Onde foi que deixei você escapulir minha “paz”?
Qual foi o instante exato onde eu tinha que dizer não, para continuar libertando-me das amarras mal assombradas de um passado mal vivido?
O que a vida quer me mostrar com isso? Ou será que são apenas as “correntes” da minha imaginação que me impedem de voar mais alto?
A saudade sempre me acompanhou pela estrada da vida... De uma forma ou de outra eu sempre senti tanta saudade! Sonhei com encontros e revivi momentos que só posso buscar na minha memória adormecida... Todos se foram... Todos partiram para o nunca mais e eu fiquei cheia de saudade...
Não posso negar que o melhor lugar do mundo reside lá no fundo do baú das minhas memórias... Não posso negar que a solidão, às vezes, inexata e dura é a única companheira que nunca nos abandonará... Não posso deixar de fechar os olhos e rezar para rever minha vida novamente, como em um filme, passando na minha frente e me fazendo vibrar!
Que saudade mais estranha... Mais intensa e mais doce também!
A escolha certa traz caminhos tão mágicos... Mas o passado também é tão encantador...
Tão atraente para a minha cabecinha apegada e confusa.
Não me canso de lembrar que sonhei com meus bons momentos, não me canso de saber que os terei eternamente dentro de mim... Porque nada podemos carregar desta vida senão as lembranças, e eu as tenho tão vivas e fortes dentro de mim que são quase reais, como escrever uma carta ou andar pela calçada.
Nunca trarei a amargura da saudade arrependida, mas a doçura da saudade vivida, de coisas que existiram por completo e cumpriram sua missão do início ao fim... De coisas que nasceram, cresceram e morreram na hora certa, deixado em meu peito a brisa de um dia de verão, onde o sol queimava, mas não ardia e, a tarde reinava como uma noite estrelada trazendo a eterna magia da sua existência.

terça-feira, agosto 29, 2006

Quase "voltei".

Quase consegui chegar lá. Estava quase conseguindo invadir aquela memória perdida que me faz sentir tão bem. Era uma tarde como outra qualquer quando te vi pela primeira vez. Era um dia comum que mudou a minha vida. Você estava lá, sempre fora the best! E eu acompanhava a sombra dos teus passos me sentindo a mais amada e desejada dentre os mortais. Quase fui “lá” agora a pouco, quando escutei “aquela” musica. Quase me senti você outra vez! Que saudade! Quanta coisa aconteceu, afinal? Quem éramos nós naquelas noites alegres e naquela preciosa tarde de verão?
Onde eu pude escutar você cantando só para mim com meu presente favorito em seu coração.
Depois que a dor passou e o sol voltou a sorrir eu sai por ai sorrindo só porque te amei “um dia”. Sempre fui uma tola sentimental, mas isso me fez forte... Isso é a minha maior virtude meu garoto favorito. Quantas vezes fugimos e rimos de todos, escondidos, atrás dos portões? Quem eram aquelas pessoas sérias e preocupadas que corriam de um lado para o outro sem entender a nossa felicidade?
“Eu juro: não vou ficar mal porque sempre poderei transformar uma lágrima em uma canção e isso eu aprendi na solidão que o amor traz... Naquelas noites onde não há nada além das lembranças de um dia feliz... Um dia que nasceu somente para isso... Para fazer duas pessoas se amarem para sempre no meio da multidão”!
Eu vou velar por todas as nossas promessas e sempre escutarei “aquela” canção... Você costumava saber as respostas e isso é o que realmente importa meu pedacinho de mar...

segunda-feira, agosto 28, 2006

Agora...

Voltando ao famoso “morro das ilusões” eu pude ver você de novo e isso foi quase assustador para mim. Por que você voltou? Quem te libertou?
Eu tomei as cores fortes entre os dedos e senti meu sangue ferver de verdade. Olhei para dentro de mim enquanto a minha cabeça ardia em chamas. Eu vi e quis reviver cada movimento que fiz como em uma partitura... Uma valsa delirante qualquer... E isso foi incrível... Libertador... Você NUNCA conseguiria me fazer girar assim.
A paisagem era agradável, paradisíaca e levemente distorcida em minha mente. Mas a realidade era estonteante porque eu pude sentir novamente meu sangue e as pessoas ao meu redor cantando e sorrindo coisas divertidas e sem sentido. Eu pude escutar as mesmas cantigas que eu ouvia quando era criança e estava "caindo" no sono libertador. A verdade é que eu me livrei de “você”. Eu nunca pensei que conseguiria! E, isso é tão palpável hoje para mim. Assim como a musica que tocava... A verdade é que eu consegui sentir cada onda, arrebentado nas rochas suavemente agressivas, naquela madrugada, e eu fui tão feliz por isso! Quando foi que eu te deixei partir? Eu nunca vou saber ao certo, mas conheço e reconheço, fervorosamente, que “você” se foi para o infinito inalcançável da minha mente.
Agora, me deixe apenas continuar aqui... Sentindo e tomando cada gota vermelha de vida que há fora de mim... Agora, apenas vamos caminhar por ai e sentir o vento outra vez acordando-nos da apatia de viver cada dia como se tudo se resumisse nas horas dos dias. Agora, vamos sorrir porque já é tempo de flores nascerem sob os nossos pés e não tem palavra no mundo que possa expressar a sensação de sentir flores nos pés. Agora, deixe-me ir para o meu eterno sono libertador... Onde nada pode dar errado... Porque lá não existe dor!

terça-feira, agosto 22, 2006

Eu nunca esqueci!

Eu não esqueço nada! Eu nunca esqueci absolutamente nada e “todas as vezes você me tratou bem... Continuou mantendo meu coração ferido”. No fim de todos os dias iguais e ao mesmo tempo tão diferentes eu consigo enxergar o quanto eu fui longe... Longe demais... Nunca mais olhei para trás e isso me faz tão bem! Todos os sentidos e respostas que sempre busquei, ainda não encontrei, só que isso não faz a menor diferença, agora! Eu apenas fecho os olhos e posso vê-lo como da última e da primeira vez. Posso ver você dissolvendo no ar, em todas as partes que fora concreto para mim um dia. A minha verdade foi tão forte quanto uma brisa de verão... Ela se perdeu na primeira mentira que escutou para conseguir dormir em paz outra vez.
Agora parece que nunca houve qualquer laço, qualquer sinal de um pedaço de vida que justifique qualquer mero comentário. Foi apenas um sonho bom, nada mais que isso! E, eu sempre senti você indo embora... Assim como senti você voltando pra mim! Tão sorridente, tão espontâneo, tão meu... Eu sempre soube desde o início e mesmo assim eu tive que te perder para me achar de novo em você.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Estava...

Estava pensando... Aliás, estava cantando... Não, na verdade eu estava vivendo!!!
Estava pensando em como seria se eu não tivesse lutado. Estava cantando porque escutei a minha canção favorita e estava vivendo quando mergulhei no mar da vida e senti dentro de mim todo êxtase de existir só para sentir!
Vi tudo outra vez... Os mesmos rostos sem nome, as mesmas ruas sem chegada e as mesmas preces solitárias. Nesta hora eu revivi tudo aquilo que o tempo me deixou esquecer e sentei na arquibancada mais alta para assistir o “seu” último apelo sem me mover. Sem perceber quanto tempo já se passou...
Eu procurei alguma estrada, algum caminho... Aquela velha história: “o caminho que tem coração”. E só fiz me deixar levar pela pulsação latente das minhas emoções de menina. Agora, tudo que faço é sentir! Porque aprendi que a paz vem durante a caminhada, e no final vou sentar de novo naquela velha arquibancada e reviverei o filme da minha vida, mais uma vez. Libertando-me de todas as prisões que me salvaram um dia e eternizo todas as sensações que me fizeram ter a certeza de que eu estive lá... Eu lutei a todo instante e mais do que nunca EU SENTI a vida dentro de mim.

domingo, julho 23, 2006

Quando...

Quando foi que te deixei partir, “meus olhos”? Quando me esqueci de você? Me diz!
Ouço coisas falarem da sua existência. Escuto depoimentos contundentes da mais bela impressão que tua presença traz. E eu? Onde será que ficou os “meus olhos”? A minha certeza de te reencontrar novamente na estrada da vida...
Lembro-me da tarde ensolarada, das minhas lágrimas cheias de esperança de te encontrar no futuro... E o futuro, agora, já é presente. Eu continuo buscando “você”. Às vezes hesito, desisto, te apago de minhas ânsias frenéticas. Esqueço-me da tua existência e me perco no agora sem sentido.
Só que sempre tem um passado bem presente batendo à minha porta e me mostrando que eu não vivo sem você! Que nunca houve um dia errante sequer, nesta vida, em que seus “olhos” não estiveram a me espiar, a me velar, e a me amar como eu mereço. Como eu nasci para ser!
Ah meu passado! Meu generoso livro azul... Meu mundo perfeito! Sinto a sua falta. Sinto tanto...
A certeza de que nunca estive sozinha, de que sempre senti dentro do meu coração a sua prece, o seu canto acolhedor, e a "nossa" paz me trouxeram até “aqui” e isso, nada nem ninguém, será capaz de me tirar: o meu único e verdadeiro amor.

segunda-feira, junho 19, 2006

Se...

Se querias vir então porque não veio? Se querias tanto me levar daqui então porque partiu sem mim? Se precisava tanto do meu colo e juravas eternidade e plenitude, então, porque fez finito o nosso amor? Por que (...) .
Universos de palavras jogadas ao vento sem respostas... Infinidade de momentos jogados entre o vazio dos intervalos do tempo. Tantas perguntas, tantas duvida...
Era uma noite confusa, eu olhava para todos os lados e simplemente não compreendia como tudo havia mudado tão rápido e tão vagarosamente também! Fugi para algum canto secreto e absolutamente previsível. Tentei resgatar o que ja havia desaparecido. Tentei me encontrar no reflexo já tão sem brilho. Cansei dessa busca e resolvi deixar ir... Apenas dar adeus.
E foi em mais uma noite comum... Deixando ir e vir que encontrei você... Me perdia a cada dia e me redescobria também. Isso é tão confuso e simples para mim!
- Te ligar e não saber o que dizer e você nem ao menos entender que na verdade eu nunca fui nada para você. E eu que pensei que era simples o jogo!
O passado se mistura em minha memória como se fosse mais um sonho e o futuro surge como alguma espécie de presságio. Acordo e olho ao meu redor as mesmas certezas cada dia tão mudadas, tão sem certeza de nada. Continuar... Sempre haverá uma explicação e embora isso pareça desnecessário, sempre encontrarei o sentido das novas datas comemorativas que se repetem trazendo o velho e o novo de forma tão distinta e ao mesmo tempo... Tão familiar.
Por isso, hoje, peço por todos os meus sonhos e planos secretos. Peço pelo amor que nutro e tenho por “ti”. Peço pela magia que é desvendar o mistério de viver sem pensar em mais nada, apenas sendo, e aprendendo a ser cada vez mais, com a simplicidade que toda dificuldade traz. Peço pela mãe e pelo pai. Peço por todos os filhos e que assim seja feita a verdadeira vontade de um dia nascer e ser, apenas, feliz.

quinta-feira, junho 01, 2006

Eu quero(...)

Cansei dos eternos mal entendidos das relações. Cansei desta infinita frustração de ir ao encontro de palavras vazias que não significam nada quando são colocadas diante da realidade dos defeitos.
Cansei de ser mal interpretada, de interpretar mal, de tentar acreditar que vamos conseguir mudar o mundo!
Cansei de buscar amores que só existem nas minhas poesias delirantes que escorrem de pedaços de contos que eu vi um dia, mas não foi pra mim, nunca foi!
Sonhei com você de novo. O que você quer de mim, me diz? Invadindo minha noite e minhas decisões? O que você quer que eu faça com a sua carinha de anjo e seu olhar profundamente encantador e triste? Por que você não me prende pra sempre neste sonho e me transporta para “lá”? Para depois do mar, “naquele lugar”, lembra? Aquele que criamos demanhanzinha, depois daquela ventania de uma noite de fevereiro (...).
Por que você não me rouba de vez disso tudo aqui? Eu ando cansada, carente e, anoite me sinto sozinha... A solidão da alma, a solidão dos dias que me enchem de coisas para fazer. Coisas que não alimentam meu espírito rueiro e sedento. Coisas que eu procuro falar... Procuro explicar, mas... Não sei dizer.
Não sei como vou te dizer que naquela noite, "em cima do palco" eu te vi: lindo, cheio de luzes caindo ao teu redor. Lindo como um pedacinho de mar num deserto. Lindo como o meu eterno garoto faceiro. Lindo meu amor! Meu cantinho de paz, de realidade, de esperança. Mas, você me “deixou”... Logo agora, que eu mais precisava de seus braços fortes, você foi embora. Foi para nossa casinha e esqueceu que não há lar sem cumplicidade. Nunca mais haverá. Tenho tantas palavras para falar mas, como já diz na musica “palavras ao vento, são só palavras...”
Preciso de mãos, sons, toques... Preciso me jogar, literalmente, em cima de você. Preciso sair daqui agora e gritar bem alto o quanto eu preciso disso!Eu quero dançar nas noites quentes e me esconder debaixo da cama nos dias solitários e frios. Preciso desta prece e da certeza de que eu fiz a minha parte.
Responda-me meu garoto, por favor, me diga de uma vez: eu fiz a minha parte? Eu te levei aos campos que te prometi? Eu supri a sua sede nos momentos de aflição? Eu te amei como prometi? Diga-me meu garoto, porque naquele dia, há muito tempo atrás... Eu te vi, eu estive lá.
Não suporto não saber QUEM é você! Não suporto ter medo de apenas conectar e falar: olá meu rapaz, como vai, estou com saudades... É tão simples para mim... Poderia ser tão mais simples pra nós.
Agora estou aqui e meu passado é a única coisa que realmente me escuta e me resta. Olho as paredes do meu quarto e procuro você, de novo. Procuro minhas estrelas no céu do meu teto, procuro a minha cantiga que preenchia o vazio do espaço. Procuro... Procuro... Procuro... E, apenas vejo paredes distantes, frias, indiferentes, nada aqui é igual ao meu lar. Um dia ainda vou te contar dele! Era lindo... Eu corria no jardim e via peixinhos que nasciam das chuvas de verão nos jardins. Eu cavalgava em cavalos alados e voava em tapetes de cetim e bordados. Eu fui princesa, fui plebéia, fui um anjo e um demônio na vida de alguns mortais... Fui feliz. Fui eu mesma!
Esta transição me deixa tonta, porque nada aqui é familiar, nada aqui é meu de verdade.
Quero o meu “sóton” de volta! Quero as minhas noites na janela, quero as minhas estrelas no céu apontando para a minha felicidade. Quero sentir de novo aquele turbilhão que me arrastou para uma fantasia tão real quanto imaginária... Quero sair daqui, agora, e me entregar à noite sem culpa e sem pensar em mais nada. Só quero sentir. Quem sabe assim eu não te encontre outra vez... Perdido... Por ai...

segunda-feira, maio 22, 2006

Vi(...)

Vamos entrar no universo perigoso da sensibilidade. Aquele lugarzinho onde tudo é infinitamente potencializado e pode, às vezes, levantar pequenos cacos de vidro em meio a jardins floridos.
Dias corridos, noites em claro, prazos para cumprir e um futuro lindo para viver...
Andei sobre as águas, sobre as pedras, sobre os meus sentimentos egoístas, rasos e delicadamente intensos. Andei sobre tudo aquilo que me fez chorar e sorrir. Vi minha fortaleza ruir diante da minha necessidade de encontrar um colo no meio da noite fria e escura.
Vi a minha esperteza ser enganada facilmente por uma fraqueza infantil de acreditar nas doces palavras de amor.
Vi minha integridade e maturidade, lapidadas com tanto esforço ao longo de tantos anos, ruírem por terra diante do primeiro “não”.
Na hora que tremi de terror e angustia pela revelação, me vi de fato, como realmente sou: uma menina, sozinha e sonhadora, que costuma acreditar em estrelas cadentes e se perder olhando os aviões que rasgam os céus. Apenas isso... Uma coisinha tão frágil que abro a cada dia e que me faz ver o quanto eu preciso de você, minha menina!

sexta-feira, maio 12, 2006

Fecho os olhos...

Sabe aquela horinha na vida onde cai a ficha e tudo fica severamente claro e libertadoramente frio? Foi assim que me senti quando olhei o reverso da medalha. É bem verdade que a muito ninguém quis me enganar mais do que eu mesma, porém, alguma coisa camuflada neste “véu” de ilusões me fazia enxergar, apenas, o teimoso lado da dor.
A melhor parte desta “brincadeira” é poder mexer com todas as possibilidades e transitar, sem dramas, nos diversos caminhos que gentilmente a vida me ofereceu. Como se em algum momento eu tivesse tido escolhas... A sincera verdade é que a forma intransigente que me comportei levou-me a um “tempo” desnecessário e cansado de agonia. Tudo culpa minha... Agora, eu vou sentar naquele cantinho "ali", meu pedacinho mágico de céu, e vou fechar os olhos para te encontrar de novo, simplesmente, porque eu preciso de você! Agora!

terça-feira, maio 02, 2006

Agora...

Agora, nesta droga de momento de completa descrença e desilusão, eu enxergo claramente quem são vocês!
Engraçado como tudo é pratico e certo quando estamos juntos. Você tem tantas certezas. Você me cobre com um universo de promessas que não resistem a primeira "distancia" que atravessa o seu caminho.
Paro agora e vejo, como num filme, toda a minha escalada até chegar aqui. Nada foi "verdadeiro"... Tudo foi uma bonita ilusão que não se sustentou à primeira chuva forte do inverno.
A quem vocês pensão que está enganado? Quem você pensa que "leva" com esta carinha de ternura desolada e perdida?
Eu não cultivo mais as suas ilusões. Nem as quero!
É bem verdade que precisei delas para respirar em momentos de completo desespero.
É estúpido estar aqui agora fazendo uma busca insana para me sentir normal. Para me sentir feliz... Você teve todas as suas chances, todos os seus romances, e aonde esta você agora?
É nesta hora que vejo a real dimensão do meu significado diante das pessoas que me cercam. Mas, querido, eu nunca precisei de verdade de você! Querido, você é tão substituível quantas todas as fases e idades da minha vidinha.
Vejo imagens que me angustiam, escuto o silencio do telefone me lembrando que você nunca foi quem eu realmente pensei. E agora? Não sei... Pouco importa
Sonhei, de novo, com a sua ingratidão que me fez cair em uma dor plena e seca mais uma vez.
Te odeio quando lebro de mim lá atrás. Te odeio por ter te amado um dia. Sonhei com uma escolha e um vazio que não tem explicação, assim como este silencio de agora.
Como eu disse antes; você não sabe me amar e não te culpo por isso, apenas, me protejo de ti

segunda-feira, abril 24, 2006

Seus olhos

Encarei seus olhos que me diziam as mesmas coisas da primeira vez.
Desde sempre... Desde que os encontrei em meu caminho incerto e livre.
Seus olhos... Olhos que sempre buscaram vida, paixão, excitação.
Encarei seus olhos dentro do meu coração que vez ou outra ainda é flechado por tal energia. Encarei tudo que eu mais gostava e me vi do lado de fora da minha própria história; como se fosse possível ser excluída do mundo que se criou.
Ainda não sei parar de olhar seus olhos, ainda não consigo deixar de sentir o que eles me dizem.
Seus olhos... A porta de seus secretos e pitorescos sentimentos por mim... Por nós... Por sons e cores de uma noite carnavalesca de ilusões... Escutando as musicas que tocavam em nossos corações inundados de paixão, mistério e glória.
Quando sinto medo, quando me sinto em completo desatino, ainda vejo em seus olhos um caminho que me leva a mim mesma naquela noite quente de verão. Naquela noite que me descobri tão especial para mim mesma, escutando as minhas palavras como se eu fosse tudo aquilo que sempre busquei para mim.
Noite enfeitiçada no tempo da minha vida! Início de uma era de completa harmonia cheia de declarações passionais e choros amparados por seu colo protetor, por seus olhos encantados... Por meu garoto sonhador.