quinta-feira, março 05, 2009


Estava aqui buscando poeira de estrada... Caminhando por trilhas outrora percorridas atrás de rastros perdidos no tempo... No tempo da minha vida! Eu tive que ser forte quando eu estava demasiadamente frágil, eu tive que ser dura quando eu estava desmoronando por dentro, eu tive que rezar quando eu estava descrente dos milagres, eu tive que chorar quando não havia mais lágrimas dentro de mim... E mesmo assim eu atravessei meu caminho construindo-o diferente de tudo que eu pensei ser capaz, porque foi muito mais, muito mais do que eu poderia imaginar ir... E fui mais além, além de todas as promessas, de todas as apostas e de todas as certezas para hoje olhar para trás e carregar meu velho casaco nas costas olhando como se tudo aquilo lá atrás fosse apenas uma pintura desbotada de um sonho perdido na infância, mas não foi tão distante assim, foi ontem! E eu consegui!!!
Diga para mim que os sonhos que plantamos ainda florescem mesmo distantes de nós! Diga para mim que nas noites de chuvas sempre teremos os braços quentes um do outro para nos proteger dos raios e trovões! Diga para mim que você descobriu seu tesouro através desta caminhada juntos e que fomos felizes o bastante para valer a pena cada memória!!!
Diga para mim que as flores azuis são as mais belas, que o lilás do céu de outono é o mais mágicos e que nas noites de lua cheia você me encontra na gruta dos meus sonhos só para me tirar para dançar!
Eu posso ver daqui de longe todas as gotas de luz caindo sobre meus sonhos, eu posso ver você chegar e me carregar para longe da multidão, posso ver meus passos determinados na quadra indo em busca de uma grande aventura, indo atrás daquela emoção, que pena que você não chegou a tempo de estar ao meu lado nos momentos decisivos, nas minhas vitórias solitárias. Mas eu sentia tua presença silenciosa, quase milagrosa dizendo: vai, você consegue, porque você merece!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Paixões...


Sim, enquanto eu dirigia meu carro vinha refletindo euforicamente sobre as paixões! Não importa quando e nem mesmo o que é o objeto de nossa paixão, o fato é que somos seres apaixonados, somos movidos à emoção, à admiração, somos seres dependentes desta relação por excelência!

O que nos leva a admirar alguém? O que nos leva a querer passar o resto da vida do lado de alguém? O que nos leva a torcer fervorosamente por alguém? O que nos leva a vibrar, chorar, entristecer e mesmo defender ardorosamente o objeto das nossas paixões?

Isso é apenas uma das expressões do existir... E existir implica nisso, existir implica em entrega, em busca, em encontros, desencontros, vitórias e derrotas, em reflexos de nós mesmos por aí...

A verdade é que vemos no outro, no que nos apaixonamos, nós mesmos... Há algo de nós ali perdido naquele olhar distante; há algo de nós ali correndo sobre quadras com o coração atrás de uma grande aventura nesta existência; há algo de nós que reflete um brilho tão intenso e tão intimo quando dizemos eu te amo para aquele alguém que tanto admiramos, há algo de nós perdido em cada pedaço de seres e coisas que rondam pelo ar, pelo ar que nos envolve profunda e intimamente quando nos apaixonamos por alguma coisa! Somos apenas nós mesmos através do outro, realizando os nossos mais profundos sonhos. Sim, somos apenas nós mesmos!

Eu estava tão eufórica que sorria sozinha, eu estava tão delirante que berrava emocionada com suas vitórias, eu estava tão ansiosa que o sono não vinha, eu estava tão devastada que suas lágrimas doíam em mim e suas derrotas eram como minhas próprias batalhas perdidas! Sim, há algo de mágico nesta relação! Há algo que só nós somos capazes de viver diante desta troca com o objeto da nossa adoração. É quase como uma explosão de vida! É uma das formas pelas quais compreendemos que estamos vivos, que somos mais que meros seres humanos e que não estamos sós! Existe alguém, em algum lugar desta existência errante, que de alguma maneira, chora e vibra junto a nós, ou por nós! Que de alguma maneira ‘sobe no pódio’ e nos representa em toda a sua glória e nos arrebenta com todas as suas derrotas, nos fazendo sentir ao fundo nós mesmos, no nosso eco mais sincero e mais ingênuo; sem máscaras, sem rodeios, só com o coração!

Sim, somos seres apaixonados por excelência e isso faz com que estejamos vivos, eis uma ótima razão para sentirmos tanto por isso!

‘so make the best it is not a test and don’t ask why'

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Deve ser amor!


Ando testando minha habilidade de me expressar intensamente de outro jeito, em outra língua, com outro vocabulário. Ando experimentando a possibilidade de viver através de outros vértices e enxergar através de outras janelas as flores belas que plantei um dia lá fora. Lá naquele quintal sombrio.
E deve ser amor... Deve... Deve ser amor de verdade!
“I spread my pain over my shoulders. And I could see before my eyes the same way that I could take before”.
Como se diz adeus em outra língua? Na língua dos anjos e dos demônios?
Como se faz para enterrar o que vive intensamente através das imagens desbotadas do tempo?
Como eu faço para aceitar a perda de tudo aquilo que construiu meu próprio ser um dia?
"How can I do that?"
Leve-me outra vez para a noite escura e me liberte para sempre das minhas memórias! Traga para dentro de mim as cores da primavera e não me deixe murchar no outono cinzento do esquecimento. Toma-me em teus braços e me segura por toda a eternidade, até o infinito, para que eu nunca mais sinta falta de tua respiração silenciosa ao meu lado, nas noites de frio, nas noites de chuva. Faz-me acreditar que mesmo na descrença há como confiar no coração. Traz de volta para mim as promessas de outrora. Revigorando-as de novo, ressuscitando-as e emoldurando-as na tela encantada da nossa história.
Amém!

sexta-feira, novembro 21, 2008

O segredo!


Decidi-me, finalmente!
Fora do estado de vigília fiz a minha tão sofrida escolha e, lá, neste lugar, pude dar continuidade a tudo que ficou suspenso... No ar!
Cansei de me por a prova, cansei de ter que saber qual é o certo, ou qual é o melhor caminho... sobretudo, quando ambos os caminhos têm coração! Contudo, um destes é que não mais tinha razão!Então, assassinei a razão e me joguei na emoção das eternas noites azuis. Vivendo a ilusão do devir em todas as suas perspectivas.

terça-feira, outubro 28, 2008

Like a Ghost!

As vezes quase míngua dentro de mim a vontade de ser feliz. As vezes é como se estivesse em um deserto rodeada de fantasmas... Em que ninguém me ouve... Ninguém me vê ou me sente! Nada parece palpável ou mesmo real neste espaço em que me encontro agora.

Todos são tão distantes e eu tenho me sentido tão sozinha... Despedaçando por dentro... Por causa de sentimentos tão pequenos, mas tão profundos em mim. Sinto como se estivesse sendo punida por não ter tido a chance outrora. Estou pagando por não ter podido. E isso parece ser tão injusto... Tão cruel!

E é justamente neste mundo de sombras em que me vejo neste momento, quase a meia noite, no deserto de fantasmas que rondam esta sala.



domingo, outubro 12, 2008

(...)



Cavalgando em sua direção senti sobre mim a tua respiração ofegante, o teu sorriso maroto, o teu porte vigoroso. Assim como o espelho que reflete a verdade que há em cada um de nós, vi-me em ti através dos teus impetuosos gestos selvagens... Através dos teus ardorosos descompassos tempestivos... Através de uma sombra quase perfeita de mim mesma.
Que amor! Você parecia um anjo e eu seria sua para sempre dentro deste espaço encantado.
Que delicia ser sua
poetisa! Navegar nesta euforia, acordar todos os dias para o sono revigorante que te traz de volta para mim.
Que fantasia sentir cada
"naco" de vento que ronda a minha vigília, quase sofrida, quase feliz, em te encontrar em algum canto quase esquecido do meu passado nem tão distante.
Que vontade de imortalizar este recorte de tempo-espaço que me afoga em bálsamos tépidos durante longas noites caladas através do teu silêncio.

sábado, outubro 11, 2008

Sinto!

As pessoas perguntam, questionam, debatem e buscam sempre respostas, explicações, razões para justificar a sua existência, o seu sentido nesta imensidão do espaço.

Sabe... Eu não tenho respostas, não sei te dizer... Já acreditei ser conseqüência do acaso, já acreditei ser conseqüência do destino, já acreditei ser a invenção de alguém, um alguém que está além da minha compreensão... Hoje acredito que não há mais ninguém por detrás da minha criação.

Na verdade o que é a realidade?

Para mim, a emoção que sinto quando te vejo saltar diante dos meus olhos, é real como se você fosse feito de uma matéria quase palpável... Como se existisse mesmo, aqui, diante de mim! Talvez você seja só mais uma invenção da minha cabeça felina. Talvez eu mesma seja uma invenção de mim mesma. Mas isso pouco importa agora. O real e o imaginário se confundem dentro de nós, e nada vai me convencer de que não estás aqui, diante de mim!


Galopei durante tantas tempestades, carreguei o peso de tantas dúvidas vazias, velei teu sono durante tantas noites cinzentas... Escutei toda minha amargura ao som dos bandolins e mesmo assim, ainda assim, aos pedaços, roguei por ti! Agora eu apenas sinto, sinto e me entrego a este único sentido: sentir! quem sabe ele, de alguma forma, não responda, silenciosamente, todas estas questões... Sinto e por sentir tanto, quase posso te tocar agora, quase posso perceber o calor da tua espera ansiosa, quase posso ser feliz, de novo, em ti.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Sinto tanto a sua falta!

Gotas de chuva caindo na janela, gotas de chuva jamais lavariam toda a minha angustia, toda a minha saudade! Lembro desta canção, lembro desta emoção... Lembro o quanto chorei copiosamente após a descoberta do meu primeiro amor, e após desejar estar ao seu lado, apenas, para poder segurar-lhes as mãos e dizer: eu te adoro, eu estarei sempre aqui com você! Desde que “cresci”, esqueci o caminho de volta para este mundo mágico... Parece que a maturidade traz consigo a realidade. E esta, inevitavelmente estreita o caminho para a purpurina cintilante da emoção!
E eu sinto tanto a sua falta... Nas noites de chuva, eu sinto tanto a sua falta. Nas noites de frio, eu sinto tanto a sua falta. Nas noites silenciosas, eu sinto tanto a sua falta. E eu não estou muito certa do tamanho desta sensação, apenas constato o quanto ela é presente dentro e fora de mim, em tudo que toco e que possui vida!
Só sei que nas tardes de primavera eu sinto sua presença através das flores que brotam no meu jardim, e elas trazem consigo o teu perfume, e eu continuo sentindo tanto a sua falta... Inclusive, quando estás comigo! Parece que preciso te engolir, possuir a tua alma, para te ter! Mas sei ser isso impossível! Pois assim como as gotas de chuva na minha janela, jamais eu possuirei você, só o terei, assim como as flores nos campos, por toda a eternidade, aqui, dentro de mim.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Fica!

E eu te disse - fica!
E você me olhou como se me enxergasse pela primeira vez.
E eu continuei - fica!
E você me tocou como se eu fosse de cristal.
E eu te roguei - fica!
E você me envolveu em seus braços fortes .
E eu te procurei e te pedi - fica!
E você me disse adeus depois de me mostrar o céu.

E então eu passei a te buscar através dos astros, através dos passos, através dos sonhos de outrora. E eu me desencantei e me demoli só para poder reconstruir você dentro de mim.
E eu continuei a te buscar até depois do fim, até depois do nunca mais, lembrando de cada gota que corria pelo teu corpo macio, de cada lágrima que caia sob teu colo aconchegante, lembrando de cada beijo, cada aceno, de cada pedaço de mim que eu descobria em você.

Seu sorriso, seus profundos olhos encantados, sua voz cheia de ternura, uma espécie de selvageria envolta em uma meiguice que ecoava de teus lábios.

E então eu fiquei aqui, só com as palavras e com cada lembrança perdida no vento, no tempo e naquele momento suspenso no ar, para sempre depois do nunca mais.

segunda-feira, setembro 29, 2008

Aos meus 16 anos.


Quando olhaste pra mim...
O teu miado por mim...
Senti tudo que sempre quis.
Quando sonhei com você... (e sempre sonhei com você e para sempre carregarei a sina de sonhar com você)
Vi o encanto que escrevi...
Aquele amor que eu pedi... (aquele dos meus sonhos pueris)
E toda espera que vivi.
Quando deitei com você...
Quando me deste uma estrela...
Sabia que estaria aqui.
E como meu anjo azul... (lembra?)
Senti que pude ser feliz,
Vi nossos sonho a florir...
Fui tua santa no altar.
E agora onde estás?
Não mais olhastes para trás!
Onde ficou o teu amor? (where?)
Que dor a falta me traz!
A nossa estrela a nossa paz...
Como me deixas e não vê o que sofri para te ter?
O que senti por você...
O que vivi por você...
Quando que tudo começou?
Por que não estás por aqui e não me levas junto a ti?
E deixa tudo a se perder... E me esquece sem saber!!!

domingo, setembro 21, 2008

Meus sonhos...

Meus sonhos... Que lugar é este? Que intensa emoção é esta que me envolve sempre quando volto aqui através do bálsamo chamado sono?
Quero agarrar esta sensação com as mãos, com o corpo, com a alma, mas ela se finda quando a vigília acorda-me.

Meus sonhos... Quanta ternura senti em teus olhos, que emoção jogar ao seu lado!Quanta tristeza seguiu tuas lágrimas, quanta eternidade me envolveu naquele abraço, garoto dourado! Meus sonhos... Que lugares mágicos ainda hão de se revelar? Que poesias nobres ainda hão de me esperar? Que saudade que dói até o insuportável! Que vontade de entrar aí e me trancar para todo o sempre nesta emoção!Que simpático teu semblante... Que amável esta canção.

Como faço, rogo-te, para invadir esta imensidão? Preciso deste espaço, deste lugar sagrado. Preciso sentir cada gota desta certeza que me envolve a cada fechar de olhos na noite chuvosa de outono.... Meus sonhos, traz de volta minhas certezas, cristaliza as minhas preces e faz-me imortal nos braços daquele que tocou meu coração na eterna caminhada desta vida errante!

quinta-feira, setembro 18, 2008

Nunca vou entender...

Nunca vou entender o que aconteceu.
Nunca vou entender o que nos aconteceu.
E, pior, nunca vou entender por que não aconteceu!
Parecia magia... O vento, o mar, a noite e toda a pureza daquele lugar.
Parecia mentira... Você, eu... Nós dois e todo o desejo de nos entregar.
Parecia loucura... Errado, engano, profano!
Parecia amor... Parecia tão humano!
Seu rosto, suas mãos, seu toque em meus cabelos... Meus olhos fecharam para a razão da situação e minha emoção se abriu ao encontro dos teus lábios.

domingo, agosto 10, 2008

Tua ausência são pausas musicais...

Estava aqui, gritando silenciosamente minha angustia tão ímpar e sem importância. Estava aqui tentando algo mais, mas... Algo mais para quê? Algo mais para quem? Estava aqui observando as pessoas da minha vida com o mesmo olhar de súplicas e surpresas que costumava ter quando me deparava com os fantasmas gentis da minha infância. Estava aqui inundada de um sentimento pueril, esquecida de todos os meus vazios, que foram enterrados em algum terreno baldio, para nunca mais.
Quando olhei teus verdes olhos, vi um pedaço de paraíso em seu mundinho. Vi a materialização angelical dos deuses encarnado em pele de cetim. Quando deitava ao teu lado, sentia a segurança de estar sendo velada pela natureza na sua versão mais singular.Quando te vi pela última vez, meu coração gelou em um pranto trepido por perceber o teu adeus petrificado no ar. Como posso resgatar você agora? Como posso segurar dentro de mim a magia da tua existência sublime, meu doce anjinho? Como ser em paz na presença da tua ostensiva ausência? Eu te fiz uma promessa, pequei por não ser capaz de cumpri-la, prometi-lhe uma homenagem eterna, através das tempestuosas docas do meu coração.
Como queria poder sentir de novo a tua leve respiração, teu coraçãozinho pulsando pela vida e trazendo-me a alegria do caminho das fadas, das noites enluaradas, da beira da minha estrada azul... Leva contigo o meu amor eterno, a minha mais doce lágrima e a certeza da imortalidade dos deuses celestiais.

quinta-feira, julho 17, 2008

É por você que canto!

“Quanto mais o tempo passa mais eu gosto de você, este seu jeito de me abraçar, este seu jeito de olhar pra mim, foi que fez com que eu gostasse logo de você, tanto assim! É por você que canto (...)”
Esta música embalou meus primeiros sonhos mais profundos, meu primeiro desejo de mulher, ainda criança, meu primeiro amor... Eram tardes inteiras escutando a melodia tema da minha descoberta feliz de mulher! Uma menina que se descobre mulher, uma fêmea que se descobre encantada com sua feminilidade latente e tão naturalmente ingênua, como toda natureza das coisas simples e belas, justamente por guardarem em si a pureza não corrompida da existência mundana.
Sim, eu sonhava através da tela, e fora dela também... Eu sonhava com os braços de um anjo tão mortal quanto intocável. Eu descobri a beleza, pela primeira vez, através dos olhos de outro alguém, que olhou o horizonte, ao menos uma vez, na mesma direção que eu.
Fui feliz, fui melancólica, chorei copiosamente por noites e noites, sonhei com nomes e datas, delirei com encontros e enlouqueci com desencontros. Vivi intensamente a magia das minhas descobertas de mulher... De menina.
Até hoje me vejo enternecida ao escutar esta melodia, talvez porque ela simbolize o meu retrato mais belo e puro diante da vida e dos sentimentos do meu coração.
Descobri que as palavras poderiam ser piegas e também dolorosamente desoladoras, mas encantadoramente belas e reais, como poesias suspensas no céu do outono.

Via teu rosto enfeitiçado na tela, a verdadeira face d’angelo, como raios de sol os cabelos eram lambidos pelo vento maroto, eu estava lá, contemplando meu doce veneno e perdendo-me no fel encantado da minha descoberta genuína.

terça-feira, julho 01, 2008

Tanto faz....

O que será de nós se venceres esta batalha desleal? O que será de mim se sucumbir aos pesadelos? O que serão das minhas esperanças se não tiver ilusões além mar... Por que será que estas coisas marcam tanto? Quem as escreveu desta maneira, a ferro e fogo, na pele sensível e frágil que mal suporta tamanha ingratidão.
Palavras gentis ferem mais do que tapas sinceros! Palavras gentis e legais são serpentes traiçoeiras, são poços de mágoas, são covardes, per si! Não, não faça isso! Ignore, xingue, grite, mas não me trate assim, tão escandalosamente bem e distante.
Cadê o meu escudo? Onde o coloquei da última vez? Pelo menos tenho os sonhos... Posso navegar acordada em minhas próprias histórias refletidas em alguma tela mágica, posso dormir e ir ao encontro dos anjos e dos demônios, para me esbaldar de vez nesta dança mágica e maligna que me entorpece, que me amaldiçoa e que me salva de mim mesma e deste mundo tão frio, destas pessoas tão gentis e civilizadas e das suas meigas palavras ásperas. Não me fira com esta lança, prefiro morrer na ponta da minha espada, mas não me faça ser indiferente, penso que te odiar já seja uma grande devoção, então, não me force a te colocar no baú das coisas simples e banais, das coisas que tanto faz!

domingo, junho 29, 2008

Feliz aniversário, menina!


É como uma prece, que em um dia comum, como outro qualquer, nasce através do silêncio de algum mortal, para perpetuar alguma história que começou há muito tempo atrás... Tão longe... Que não alcança em absoluto a imaginação voraz.
Sempre vi teus grandes olhos assustados, brilhantes de tanta excitação, enquanto esperava a sala ficar totalmente repleta de palmas e vozes para celebrar sua aparição.
Lembro dos teus sorrisos tímidos, quase desejando que tudo acabasse logo, para não perceberem a lágrima que brotava em algum lugar do teu coração.
Conseguiste esconder cada pedrinha preciosa, com um capricho quase selvagem, dentro do teu mundo de ilusão.
Descobriste amizades e silêncios através desta razão: a da tua existência sagrada, divina e absolutamente banal.
Sim, cada dia assim merece ser lembrado, comemorado e eternizado, pois ele sempre volta, em meio à confusão, para te lembrar que houve um princípio! Houve um rompante inicial em que tudo parou, em que o mundo silenciou, só para te ver chegar, só para te ver nascer, só para te ver brilhar, só para te receber, ó simples e singular mortal!
E, assim, eu congratulo-me de fazer parte desta história! E, assim, eu regozijo-me em poder testemunhar cada símbolo mágico cravado no teu céu lilás, menina!

sexta-feira, junho 20, 2008

O reverso da medalha.

Vi o que o outro lado do silêncio causa em alguém. Alguém que não sou eu. Acostumei-me tanto com a idéia de idolatrar um sonho, que nunca vi ou vivi, que mal posso viver sem esta ilusão! Acostumei-me tanto com o “chão” que me dava a vista mais longínqua que poderia ter desta montanha(...)
Acostumei-me tanto com o silêncio que mal consigo gritar quando ele me sufoca. É estranho estar do outro lado, parece que este lugar não me pertence... É estranho ser a causa de um vazio que nunca preenchi... É estranho ser eu mesma e carregar toda a responsabilidade sobre isso.

quarta-feira, junho 04, 2008

Oração

A oração consola, acalma, conforta. A oração não precisa ser religiosa, nem mesmo fervorosa, basta ser sincera, basta haver coração.
A oração é uma conversa - uma conversa dentro do nosso coração - uma conversa que extrapola, extrapola os limites da razão. A oração pode ser triste, bela, sofrida, libertadora, angustiada, apaixonada e... Sempre ser oração, basta que haja a verdadeira intenção; de nada mais necessita esta conversa, apenas a verdadeira emoção, qualquer verdade, desde que tenha coração - assim como os caminhos da vida (...)
Hoje estou em profunda oração, hoje estou velando por todos aqueles que estão dentro do meu coração, por todos aqueles que, de alguma maneira, estão longe da minha razão, mas residentes em minha emoção, vivos e eternos, dentro desta canção.

Magia

Magia, leva-me de volta para casa. Leva-me de volta para o seu mar. Leva-me de encontro a tudo aquilo que eu sonhei um dia.
Magia, faz-me ver brilho nas estrelas cadentes outra vez. Faz-me acreditar em anjos e fadas como na infância. Faz-me ser bela aos olhos da noite que me entorpece.
Magia, busca a minha fada dentro de mim, salva a minha menina dos olhos de girassóis, carrega esta criança que chora quando se vê sozinha, em um dia comum, em um dia qualquer, que poderia ser igual a qualquer outro momento, mas que foi marcado pela ausência lancinante de um coração vazio. Magia, faça cumprir todas as promessas que acreditei um dia. Enfeite minha vida como nos bailes da juventude. Faz-me mulher novamente nos braços do sol.
Magia, hoje e sempre, esteja viva em minha alma, esteja pronta para colorir os dias cinzentos, sempre que uma tempestade de gris atingir meu coração.
Assim seja.

sexta-feira, maio 02, 2008

Ó sonhos...

Sonhos, ó sonhos! Dor, ó dor, por que faz parte de minha mente errante? O que faltou trazer e que ficou para traz? Quem te disse que beijar assim é pecado? Onde aprendeste que amar assim é proibido?
Quando leio que a vida é uma só, em alguma estante pouco importante, descubro que já vivi inúmeras vidas através deste mesmo invólucro.
Mas... Qual foi a minha mais real história? Contei-te de mim, de coisinhas minhas, coisinhas tão sutis quanto pétalas anis. Você já me viu naquele altar, já me salvou daquele mar, já me levou para sonhar em tardes frescas na janela do teu quarto sereno, tal como a paisagem da primavera nos dias de chuva.
Sabe... Queria poder voltar no tempo algumas vezes, para poder ver-te de novo ao meu lado, segurando meus cabelos ao vento e me contando histórias só nossas... Sabe, queria poder ser criança outra vez, e ter toda a ingenuidade latente que salva e ampara neste mundo tão frio, tão vil, tão vazio... Queria poder escutar Ave Maria todas as vezes que alguém fez-te sofrer e por todas as vezes que alguém fez-te chorar.
Lembra das tuas lagrimas, menino lilás? Lembra dos cabelos louros e dos nossos sorrisos marotos? Lembra das partidas, das despedidas, do nunca mais? lembra que um dia eu subi escondida as escadas da vida só para acompanhar-te? Só porque você me fazia sentir segura... Só porque eras meu pedacinho de mar...
Eu só tinha dezesseis anos, como poderia saber? Como poderia entender e como poderia salvar-me? Escutei, e ainda escuto, o tema folclórico da minha vida todas as tardes que volto para casa. Lembrei, e ainda lembro, de cada momento da minha vida como quem assiste a um filme da década de vinte, em preto e branco, mas com sons lilás.

domingo, abril 27, 2008

Tempo.

Não há mais desculpas... Quando olhar para trás procurando e não me ver... Chegou a hora de recomeçar... Tentar viver sem recordar JAMAIS e se a saudade me deixar falhar, deixar o tempo tentar te apagar!!!

Eu não fui nada para você e você nada sabe de mim, ontem eu só queria te esquecer e hoje eu esqueci de como era belo o teu sorriso e como você já foi importante um dia.

Lembro daquele sol tão brilhante, aquele céu tão límpido, aquele ar tão generoso invadindo o ambiente. Lembro de como eram belas aquelas tardes... Lembro de como o futuro sorria para mim, e SORRI para mim tantas quantas vezes eu olhar para ele com os olhos belos.

Mas... Um dia o tempo vai apagar qualquer sombra deste espectro e só restará uma brisa quase feliz de um dia de verão.

sábado, março 08, 2008

Quem se importa?

Os egoístas vestem suas máscaras favoritas e saem ao sol como se a vida fosse feita só de glórias.
Os derrotados mostram suas faces insólitas através de véus de ilusão sobre um futuro que morreu no passado.
Os otimistas correm por campos de espinhos sentindo como se pétalas de rosas roçassem suas vestes suadas.
Não sei quem sou... Não sei qual a pecha que me pertence nesta história.
Sim, eu acredito em Deus, mas Ele tem se mostrado incompreensível demais para mim.
Sim, eu chorei pelos estranhos que nunca vi, só porque eles também tiveram um dia ruim, ou uma perda sem sentido.
Talvez eu não seja tão má assim, já que aprendi a chorar na sua dor.
Mas será que toda a minha generosidade não reside no medo de sofrer também?
Será que pode haver alguma garantia nesta utopia?
Será que um dia, lá na frente, eu vou conseguir olhar para trás e descrever o bem que acreditar nisso me faz?
Será que ainda voltarei a crer em tudo que não tem explicação, e ainda assim, continuarei a defender tudo que não é compreensível para a nossa razão?
Será que quando os anos roubarem a minha juventude ainda terei o mesmo fervor e animo para cantar poesias nostálgicas?
Será que sei que é isso que eu sempre quis?
Eu nasci inundada de saudade... Saudade de tudo que não conhecia... Saudade de tudo que vivia... Saudade de tudo que vi partir... E não tenho pressa em descobrir todos os segredos que a vida guardou para mim, justamente para não aumentar minha saudade.
Estava na neve... E isso é como estar na neve, vendo o frio congelar mais que pensamentos... Estava cansada, como agora escrevendo esta “carta”, e não percebi que mal conseguia lembrar de como era cálido teu olhar sobre mim... Estava confusa, assim como agora, e não conseguia expressar quem eu era de verdade.
Por isso as palavras se perderam desconexas sobre aí.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

“Miss you Love”

“Miss you Love”... Esta música acompanha-me há oito anos... Lembro-me quando chegava em casa, depois de uma noite na avenida em pleno carnaval, e escutava “It’s gonna hurt and I Love the pain...” E pensava na beleza das letras caindo sobre minhas fantasias juvenis.

Relembrava durante noites momentos especiais que presenciei durante dias... Adorava fugir pra lá, para aquele lugar aconchegante e seguro, protegida da chuva e das pessoas ao meu redor.

Foi uma fase definitivamente marcante na minha vida a virada do milênio... Conheci novos amigos, novas emoções e brinquei com os meus colegas mais especiais (jogo da verdade é uma mentira que contaste para mim). Meu irmão parecia mais irmão do que nunca, protegeu-me, amparou-me, como nunca mais. Minhas memórias estavam em êxtase, tinha que escolher, mas quem eu deveria escolher? Pouco importava, era só uma história passageira mesmo, mas se tinha que vivê-la que fosse a melhor!

O mês de janeiro foi chegando ao fim, pessoas foram passando pela minha frente, os Raimundos tocavam no palco e eu sorria quase tímida... Coisas aconteciam rápido demais e eu queria aproveitar todas elas, sozinha e feliz, como eu me sentia naquele verão... Lembro destes resgates individuais, lembro de minha euforia ao vislumbrar a avenida, lembro da minha segurança e certeza... Lembro que tive que parar, para viver uma coisa aí, mas nas noites de outono voltava a sonhar com os dias que antecederam aquele milênio; e escutava uma voz a sussurrar para mim: “voltarei... Em breve voltarei...” Então, abria os olhos e podia voltar a sonhar em paz.... Enya invadia o espaço vazio e escuro do quarto do meu irmão, era para lá que corria para me esconder de tudo, era lá que me sentia segura outra vez.


Lembro da minha prima dizendo para mim que a era de aquário seria mágica, lembro como sorri incrédula e esperançosa... Lembro dos meus rituais e velas coloridas invadindo o quarto nas noites de frio... Lembro de mim naquele tempo e de como estive próxima da liberdade que hoje conquistei! Lembro que foi graças a isso que pude crescer e viver aquela sensação para sempre.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

(...) porque...

Porque é inevitável e tudo se acaba um dia.
Porque nada é opcional.
Porque isso não é natural!

Pegue todas as tuas chances, todos os teus romances, e carregue meus dias ruins para longe de mim.
Pegue todas as fotos, todas as promessas, e apague junto com as mesmas, todas as nossas velas.

Porque nasceu para morrer assim, nunca assisti um final feliz.
Longe eu posso ser nada... Ninguém me salva.
No reflexo do espelho eu penso... Reflito de forma profunda acerca do sentido que dei à minha existência. O reflexo não mente! Ele revela e entrega meu desejo mais profano, meu segredo mais secreto, minha saudade mais amarga.
Daqui do alto posso escutar o seu susurro: "o oceano está cheio porque todos estão chorando.".

Vejo você dormir, assisto teu sono como quem assiste uma missa, uma reza, uma declaração de guerra. Tenho tanto orgulho de ti, choro por ti, rogo a ti, confio em ti. És um pedaço de céu que se tornou real e possível, és uma verdade bela, uma primavera em pleno outono.

Da saudade de ouvir falar, de sentir, de te achar por aí...
Aqui dentro de mim faz tanto frio, so... Take me home again. Take me now and forever.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Declaração para ti.

Leve, pegue e carregue toda a minha vida em você. Leve, eternamente, softly e generosamente a minha maior pureza para ti.
Segure, sinta e mergulhe em uma vida sua dentro de mim!
Não pode ser tão difícil assim, nem tão longe assim, nem tão magistral assim!
Não pode ser tão difícil que não possamos conseguir; tão longe que não possamos chegar; tão magistral que não possamos desejar.
Por que você aparece assim? Por que me traz este sabor no teu olhar?
Quero que me leve como na primeira vez! Quero que me beije como naquela noite, naquele bar, no nosso lugar!
A música... Quanta eternidade ela traz em cada letra, em cada tom, em cada batida.
Cuida de tudo que sempre foi teu, de tudo que sempre me deu, de tudo que te mostrei, que te revelei, que guardei, só para ti.
Prometo que nunca vou desistir... Prometo que quero você só para mim. Sim, eu prometo que sim!
Todas as partidas passadas só nasceram para me ensinar a cuidar do que é realmente meu. Todo o meu amor, só é mágico e inabalável, porque é por ti. Todas as noites quando vou dormir olho para o lado e escuto as nossas conversas, as nossas promessas, o teu amor velando por mim. E entendo que este é o presente que guardaste para mim. E, nesta hora, sinto necessidade de retribuir o meu amor em forma de outra vida. Através da materialização de nós dois, através da eternidade das memórias.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Felicidade.

O que é felicidade? Eu resumo está idéia a um estado de espírito em que o mundo ao meu redor independe, quase que totalmente, do mesmo. Resumo a minha felicidade de agora a um momento de paz. A um banho de cachoeira na beira do arco íris... A uma brisa fresca matutina... A um sonho bom na noite passada... Sim, eu poderia sentir esta mesma paz dentro dos vulcões mais barulhentos da avenida, sobre os carros mais cintilantes das praças, por entre as pessoas mais estranhas das casas.
Acredito no amor, no se amor! Acredito nas noites quentes de sono ao teu lado, no nosso caso. Acredito nas promessas intempestivas de um estado de euforia, na tua magia! Acredito no sonho em que te vi chorando, cantando, me amando... Tão logo a noite caia, deitarei na relva verdejante, para junto a ti, caçar vagalumes e contemplar estrelas cadentes no mar, pedaços de gentes no ar, caminhos da mente no céu.
Nesta hora, darei uma pausa para as lembranças... Para os momentos não vividos e os sonhos não realizados... Para o futuro não cumprido... Sinto a saudade generosa de todas as auroras. Sinto meu corpo aconchegado em uma noite de verão encantada no meio do nada... Sozinha... Apenas com as tuas palavras. Nesta hora, posso ver a felicidade e sentir o que de melhor há em mim... Em ti... Na vida, meu doce amor.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

terça-feira, dezembro 18, 2007

A decepção.

A decepção faz parte. Somos na verdade zumbis iludidos e cegos em um mar de ilusão.
A decepção é necessária. Somos sempre os últimos a saberem da real razão.
A decepção é ingrata, mas quem disse que era para haver gratidão?
A decepção é desumana, mas a humanidade também o é.
A decepção é tristeza, mas viver é aprender a ser triste, também!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Por isso canto...

Lágrimas azuis, em um dia lilás, rolam sobre minha face pálida e rija.
Lágrimas azuis em um dia qualquer me fariam tão feliz...
(...) Palavra que ferem, machucam, curam!
Palavras apavoradas, levianas e vadias!
Palavras que solapam, enterram, resgatam!
Palavras que enaltecem, amparam, desarmam!
E... Era tudo o que eu precisava ouvir de você: “Eu confio em você. E isso é tudo o que importa agora ”.
Às vezes precisamos de tão pouco, mas tão pouco, para sermos felizes, melhores e maiores.
Às vezes nos falta tanto, de tal tamanho, que de forma extenuante sangramos em dias lilás...

E... Por isso eu canto agora...


"As idéias muito simples são difíceis de aceitar, dar um beijo e se deixar levar antes de tudo se acabar (...)
Pega a vida em mim
Tenta a sorte em mim
Salva o que é seu em mim
Pega a vida em mim
Zera o jogo em mim
Cuida do que é seu em mim..."

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Isso.?...(...)

Isso? Isso é a nossa glória. Foi tudo o que e restou dos girassóis.
Isso... Parecia que nunca iria acontecer com a gente. Mas...
Isso sãs as purpurinas em nossas janelas, meu amor! E a cada dia vejo-as mais belas!
Isso. Isso é um eterno devir nas nossas mentes delirantes.


Isso? Isso é meu coração sangrando, te amando, sonhando... Sonhando em dias azuis, com uma febre gelada abaixo do sol, por olhos belos que por mim morreram um dia.
Isso? Isso é aquela rosa, aquela chuva, aquela prosa. A minha fantasia no ar...
Isso? Isso poderia acontecer com qualquer um!


Quando fecho os olhos, ainda vejo sorrisos reluzentes ao meu lado. Ainda vejo imagens coloridas nas esquinas, ainda espio as flores que guardas-te para mim, naquele dia, meu anjinho, meu santinho, meu menino.


Aguentar os dias, todos os dias, em meio a todas as multidões é calvários solitário sem o amor por ti. Por isso, sigo em ti!
amém

quinta-feira, novembro 29, 2007

Procuro...

Procuro as palavras, mas as palavras não são suficientes para definir o que há em mim...
Procuro um caminho, mas caminhos não são capazes de me dizer a razão.
Procuro a chuva, mas a chuva não pode me livrar da solidão.
Procuro você, mas você não mora mais em mim....

sexta-feira, novembro 23, 2007

Quero!

Eu não quero ganhar e nem perder... Não esta noite!
Quero apenas sentir toda essa fúria que vem do seu corpo sobre o meu. Agora e sempre!
Quero deslizar minhas mãos, cautelosamente, sobre teu rosto sedutor, pelas tuas costas dispostas, teu peito franco, teu pescoço convidativo (...).
Quero teu desejo mais quente e penetrante, my dear... Assim como na noite do “Lê Piano”, lembra? Feche os olhos e ouça a música de novo, feche os olhos e sinta meu corpo quente e entorpecido com o vinho tinto te dizendo que sim!!!
"Eu só quero me entregar ao estranho que tem coração, lembra?"
Quero invadir você com meus toques, com a quentura macia da minha boca e sentir cada vez mais o seu êxtase em mim. Nasci para ser assim!
É como uma brincadeira de criança, você conquista a minha confiança e eu, disposta e feliz, abro meu mundinho para você! Só pra você, penetrar e sorver, até a última gota.
É como um joguinho sem importância, você conquista-me e descobre-me ganhando a eletrizante delícia de sentir-me “em ti”.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Menininha...


O que se passa nesta cabecinha menina?
- Passam aviões, sons...
Como assim?
- Passam pessoas que entraram na minha vida e que partiram sem eu perceber...

- Passam aquelas que entraram na minha vida e que logo se fizeram necessárias...

- Passam aquelas que simplesmente nunca estiveram “aqui". Eu nem sequer notei a sua partida...

- Passam também as que partiram arrancando um pedaço de mim!

Mas isso te faz triste?
- Apenas faz-me ter consciência que estou viva, e que estar viva implica em perdas, ganhos, mas, sobretudo, implica em partidas...

E o lado bom? Há?
- Mas é claro que sim! É por causa dele que estou aqui, sorridente olhando o horizonte e desejando entrar no próximo vagão (...) Partir para a esperança que só o futuro traz...

Você está chorando?
- Sim, acho que estou chorando, sem lágrimas, mas chorando sim...

Menina, o que te fez assim?
- Crescer! Não tive outra escolha, o tempo não me deu outra opção. Arrastou-me sem pedir licença, sem, sequer, preocupar-se em saber a minha opinião!

Mas tem o futuro, não é? Você mesma disse!
- Disse... Disse tantas coisas ultimamente... Desde que 'voltei' para cá...

O que está te incomodando agora?
- O meu segredo!

Então, porque não dividir com alguém?
- Porque é O MEU SEGREDO!

Entendo... Mas, você é feliz?
- Ser feliz é um pouco permanente e definitivo demais, não acha?

Então...
- Estou em um estado de espírito de felicidade. Isso é o mais próximo que podemos alcançar neste tema, não acha?

Acho que você venceu!
- Não. Eu lutei! É diferente. Vencer é algo estático e momentâneo, logo no dia seguinte não tem mais valor algum. Lutar... Lutar é dinâmico e sempre me acrescenta algo.

Você quer falar algo? Sinto você ofegante, ansiosa.
- Sim, quero falar que o adoro com todas as minhas fibras e que quando leio em algum lugar que toda paixão tem um tempo de vida útil, me da um nó na garganta... Porque não sei viver sem estar apaixonada... Sem ser violentamente amada! "I am falling in love with you"
- Tenho medo que ele não compreenda!

Não tenha medo. Que tal apenas viver?
- É o que tenho feito desde que "mudei" para cá. Sinto falta da minha casa, da minha janela favorita, do vento fresco em meus cabelos e das noites escuras e promissoras de um ano mágico e inesquecível.

- Sinto falta dos meus sonhos à noite, e da certeza que tive um dia de que havia achado o meu tesouro... Foi mentira... Era só mais um alarme falso. Sinto falta da minha ingenuidade libertadora e das tardes intermináveis sob as árvores do sítio do meu pai...

Mas tem o futuro, e você mesma disse que havia esperança!
- Isso é o que me faz acordar e ter vontade de pegar a vida com as mãos! Essa é a minha motivação, minha razão e minha única meta: O FUTURO, que antes me causava medo e arrepios. Hoje, é liberdade, e quem sabe, felicidade.

Vamos lá garota. Você sabe as respostas, então para que tantas perguntas?
- Para não me perder da minha essência. Para não me conformar com as "verdades" universais sem qualquer garantia. Para não enlouquecer achando saber alguma coisa nesta vida!

E isso te faz triste?
- Não!!! Por Deus, isso me faz saber que não sou medíocre. Que não sou melhor nem pior que ninguém. Isso me faz ter IDENTIDADE. Isso me traz de volta eu mesma.


Te amo menininha. E rezo todas as noites para que seu futuro seja tão belo quanto as manhãs floridas no verão do sítio. Para que no momento de dor você encontre resignação para NUNCA desistir da luta que falas com tanto fervor. Para que na hora do medo, não te falte coragem. Para que o seu amor seja verdadeiro o suficiente para saber enxergar você... Assim, apenas você!

- Amém.

sábado, novembro 03, 2007

Desejo.

Queria pular em cima de você agora com todas as minhas garras e as minhas forças para, quem sabe, impedir você de ir embora.
Queria te jogar em minha cama, em minhas entranhas, com o ardor de uma profana só para te enlouquecer por alguns instantes profundos e depois te deixar partir... Em paz... Sem palavras.
Poderia ajoelhar até o mais lúgubre altar só para te fazer chorar por mim e depois me fazer de santa, e até, quem sabe, te confundir na minha doce teia de emoções.
Poderia me jogar deste abismo ou no mar da noite, em teus braços, para sempre... Qual deverá ser a minha escolha? Depende do caminho..."- Vá, mas só se tiver um coração!". Será que eu sei que você é aquilo tudo que sempre me faltou? Será que você sabe? Não sei... Meus instintos me mandam tirar as peças de todas as roupas e de todos os obstáculos que poderá haver entre meu corpo e o seu. Minha vontade manda “varrer” para longe de mim toda angustia e me entregar a um prazer sem dores e sem limites... Minha verdadeira natureza grita que sempre foi por isso que busquei! Pela minha libertadora vontade de jogar meu corpo em cima do seu... Mais nada... Apenas "cair" sem pudores em mim mesma até o sol raiar.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Valsando...

Como me julguei amada, e como valsei na madrugada, ao som dos eternos bandolins que envolviam minha alma entorpecida de sons, emoções e cores cintilantes...
Como me julguei amada na noite da escada, sob a chuva das praças, enquanto todos bailavam indiferentes a nós, e enquanto eu me perdia e me encontrava nos braços teus.
Como me julguei amada, despida de roupas, medos e lagrimas, enquanto sentia teu coração pulsar junto ao meu, enquanto beijava tua boca em forma de adeus, enquanto as rosas azuis caiam em meus jardins sofridos de girassóis perdidos.
Como me julguei amada, como uma bailarina encantada, no centro da tua estrada, valsando com a ternura de uma criança acanhada e tão doce quanto qualquer nobre mortal.
Como me julguei amada e como quis possuir cada lagrima que dos teus olhos caíam e rolavam, em busca de uma eternidade segura, perdida, confusa e tão minha...
Como me sinto cansada e inebriada de emoções que cortam o meu futuro como a fúria de um furacão.
Como me julguei amada e abandonada... Perdida em minhas próprias fantasias e historias, quando um dia, de repente, tudo mudou de cor... Meu céu não estava mais estrelado como nas praias que costumava buscar teus braços fortes, e meu norte não mais apontava na direção de um avião que vinha do sul, lembra? Assim como na adolescência contemplava as estrelas e sabia que nelas estavam a nossa história, a tua glória, a minha eterna fantasia de um dia ser, apenas, amada.

domingo, outubro 28, 2007

Silêncio, por favor!

Silêncio por favor, porque hoje estou de luto.
Silêncio por favor, porque hoje estou reverenciando meu passado póstumo.
Silêncio por favor, porque tenho rosas entre as mãos para homenagear minha ilusão de outrora.
Silêncio por favor, enquanto me entrego à sinfonia cálida e terna que toca por entre os dedos da minha existência quase feliz.
Silêncio por favor, enquanto escuto o vento fazer coro à minha doce cantiga carregada de nostalgia e de um momento de paz.
Silêncio, por favor! Não diga nada que eu já não possa acreditar, nada que eu já não possa mais esperar, nada que um dia não mais cumprirá.

"(...) Tudo o que quer me dar, é demais, é pesado, não há paz!".

sábado, outubro 27, 2007

Você chegou

Você chegou... Chegou... Tão suave quanto uma tempestade.
Chegou... E chegou... Tão sutil quanto um furacão.
Chegou... E chegou... Tão doce quanto fel.

Você chegou e abriu a porta da minha alma. Penetrando no interior do meu mundo confuso e quase feliz.
Você chegou e desorganizou todo o caos ordenado que em mim residia.
Agora... Você se foi! Levantando a poeira dos girassóis que havia em meu jardim.
Se foi podando as flores azuis que enfeitavam a minha noite, por entre as pétalas lilás.
Se foi cerceando a ternura que morava em mim outrora, a partir do teu reflexo, quase feliz, de um garoto encantador.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Como Pôde?


Como pôde dizer adeus quando eu mais necessitei de tuas mãos firmes e fortes, para me guiar nesta imensidão?
Como pôde esquecer todas as gotas de chuva na minha janela nas noites do outono cinzento? Como pôde permitir tal desilusão?
Como pôde sepultar o meu coração lilás?
Permita-me segui-lo por entre a densa noite, através das tempestades, invadindo os pântanos intempestivos da sua alma...
Permita-me... Permita-me odiá-lo com todo meu amor, e afogar as minhas ânsias com toda dor que vi através dos teus olhos... Na noite da chuva, na noite do sonho, na noite do nuca mais...
Que assim seja.
Amém.

domingo, outubro 21, 2007

Sou...

O que eu sou? Apenas um poço de ilusões.
Quem eu sou? Apenas uma imagem desfocada de outrora.
Por que eu sou? Pela mesma prerrogativa que o universo o é.
De onde eu sou? Das dunas e arenas de Tebas.
Para onde eu vou? Para onde tua musica me levar.
Para quem eu sou? Para quem a sombra do sorriso possa me alcançar.
No dia que em que eu deixar de ser haverá, apenas, uma lembrança no ar, e aquela sensação de que nunca fui embora....

Por entre as flores...

Que a magia te envolva nas noites de frio, e que o sol te guie nas manhãs de primavera, por entre as flores mais belas e perfumadas, para te mostrar a direção quando a chuva cair e a noite chegar no final do outono...
Espero-te no verão... Para aquecer a minha alma de poesias azuis...
Espero-te em outra vida... Onde eu te reconheça através das tuas palavras fortes e energizadas que outrora me conduziram pelos pânatnos frios do mundo...

sexta-feira, outubro 19, 2007

Tormenta.

Que a chuva lave toda minha angústia!
Que a tempestade ecoe todos os meus tormentos e gritos mudos das noites vazias!
Que o devir me mostre algum caminho... Qualquer caminho... Que tenha coração!
E que o teu silêncio e distância continuem a refletir o vulcão que há em mim, a partir da tua imagem pálida, cálida e mágica.
Hoje preciso da noite, dos raios e trovões... Para ensurdecer a minha dor latente e minha vontade de ir embora...