quinta-feira, novembro 24, 2005

Blue Sometimes...

Lendo antigos pedaços de papel e escutando "melody of you", eu sigo noite adentro. Me jogo de braços abertos em jogos de palavras na ânsia de transcrever algo novo, diferente e aconchegante. Ser poeta das coisas simples é tão desafiador! Não usar de rebuscadas frases para confundir e impressionar é tão simplista e palpável.
Escuto uma melodia, sua melodia... Eu já havia falado dela e de todas as outras coisas que escrevi e que nunca sobreviveram a mim mesma. Não sei se estas palavras farão parte do conjunto de "pedaços de vida" que ando escrevendo por aqui, e deixando escondida para nunca serem lidas. Não sei se minhas palavras, assim como eu, irão resistir às cinzas das horas.
Mas vamos lá, que hoje estou particularmente contente, não vejo nada marrom e em todas as ultimas decisões me senti como na noite de verão na "praça" Castro Alvez. Ali, contemplando o poeta sem notar a sua magnânima presença. Ali, superior a tudo isso que tentou me confundir. Ali, no centro de tudo, onde fui eu mesma, e sempre pude ser assim. Houve passagens bem bonitas. Noites no sítio deitada na grama olhando a via Láctea... Contemplando o passado no céu e sentindo o ronronar do meu gatinho no meu colo, como um anjinho, sonhando por mim.
Quantas vezes me joguei no mar para esquecer? Foram tantas! Mas tantas outras mergulhei na água para sentir. Já falei o quanto adoro sentir? Acho que é isso que faço quando leio um livro, ouço uma música ou venho aqui... Sempre na tentativa de sentir. Sentir... Quero sentir cada vez mais e mais, seja onde for, como for e com que for... Se for por mim que seja sempre assim...Que seja pra sempre... Em mim.
Como eu já disse, a eternidade só existe em "fotografias de memória”, onde algo velho perpetua sua presença, e invade o futuro e o dinamismo da vida com a audácia da sua imagem pálida e desbotada. Quem sabe sejamos assim? Uma fotografia desbotada em pleno futuro?
Boa noite e boa sorte menina.

2 comentários:

Anônimo disse...

Realmente menina, não há nada tão intenso nessa vida como sentir...é o maior sinal de que estamos vivos... Caso queira "sentir cada vez mais e mais", se deixe levar por emoções e experiências nunca vivenciadas antes....é quando sentirá a beleza e a ingenuidade da menina que continua morando aí.....

O Mundo da Amada disse...

Cara amiga,

Eu, nunca pensei que um "simples anônimo" fizesse tamanha diferença na vida de uma certa "menina"(...)Essa menina cresceu e, hoje, é uma linda mulher feliz e saltitante. Será esse anônimo o Richard Gere?rsssss

O que percebo é que essa história (anônimo e menina) será contada por muitos e muitos anos. Bem, eu já contei para a minha linda Luiza.

Que papai do céu ilumine e abençoe os srs. "anônimo" e "menina".