segunda-feira, maio 16, 2005

Cathy

"Meus maiores sofrimentos neste mundo têm sido os sofrimentos de Heathcliff; fui testemunha deles e senti-os todos, desde o começo. Meu maior cuidado na vida é ele. Se tudo desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria a existir. E se tudo o mais ficasse, e ele fosse aniquilado, eu ficaria só num mundo estranho, incapaz de ter parte nesse mundo. Meu amor por Linton é como a folhagem da mata: o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores - isso eu sei muito bem. E o meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas que ficam debaixo do chão; uma fonte de felicidade quase invisível, mas necessária. Eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho no meu pensamento. Não é como um prazer - porque eu também não sou um prazer para mim própria - mas como o meu próprio ser. "

Um comentário:

Helenadetroia disse...

Seus textos estão cada vez mais fortes e, quem sabe, reveladores. As palavras, suas palavras, apresentam um mundo, um ser, uma perspectiva ontológica deste pequeno ser que somos nós, enquanto palavra não dita, que se transforma e cabe ao deus Hermes nos traduzir tamanha profundidade.